quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Tríduo Preparatório para a Festa de São Vicente de Paulo

Unidos, na caridade e na missão. Ano da Colaboração da Família Vicentina.



1º Dia: São Vicente - Audácia a Serviço da Vida!

 

VENHA SER MISSIONÁRIO CONOSCO!

DEIXE-SE SER TOCADO POR DEUS

E PELO SOFRIMENTO DOS IRMÃOS!

 

D. Vicente de Paulo, homem simples do campo, homem do povo, homem de sonhos... Sonhos que começaram pequenos, como ambições pessoais, mas que foram atingidos pelo Espírito Santo, o transformador. Vicente de Paulo converte-se e assume o Caminho que um dia o atraíra ao sacerdócio. Com os olhos fixos em Jesus Cristo, este homem de audácia luta pela Vida em todos os níveis, deixando-se consumir pelo Serviço de Cristo nos Pobres, buscando a construção de uma sociedade mais justa onde haja Paz. Hoje celebramos a vida desse homem santo que inspira nossa caminhada.

 

CANTO: Fazer que Deus dos pobres seja amado (CD A Herança de São Vicente)

1) “Fazer que Deus dos pobres seja amado, com zelo anunciar-lhes Jesus Cristo!

      Dizer-lhes que o Reino já chegou: Oh! Como é sublime tudo isso (bis)

Refrão: “É missão de Jesus Cristo a missão que Deus nos deu:

É por nós que Deus faz hoje o que fez o Filho seu!”

2) “Louvores elevemos, meus irmãos!  a Deus que nos chamou a tal missão!

      Nós somos instrumentos do Amor!  De Cristo pelo pobre, meu irmão!” (bis)

3) “Ó que felicidade, meus irmãos!  Maior prazer jamais terá!

     Nem mesmo o Santo Padre pode ter a paz e o prazer que Deus nos dá” (bis)

 

D. A vida é um dom de Deus para todos. E Vicente de Paulo assumiu a defesa da vida em todos os seus atos. Defesa da vida de todos, mas, especialmente, a vida dos mais fragilizados, dos mais vulneráveis. Vicente de Paulo defendeu a vida de todos os pobres por que os filhos de Deus têm direito a uma vida digna.

T. “Virem a medalha e verão, à luz da fé, que o Filho de Deus que quis ser pobre, nos é representado por estres pobres” (SV, XI, 32).

L. “Cada cristão e cada comunidade são chamados a ser instrumentos de Deus ao serviço da libertação e promoção dos pobres, para que possam integrar-se plenamente na sociedade; isto supõe estar docilmente atentos, para ouvir o clamor do pobre e socorrê-lo” (EG, 187).

T. “Eu vim para que todos tenham vida e vida em abundância” (Jo 10, 10).

D. Vicente de Paulo defendeu a vida das crianças abandonadas, muitas vezes expostas por mendigos que as mutilavam para obter ganhos com a compaixão dos passantes. Para isso, precisou enfrentar a mentalidade da época expressa pelas Damas da Caridade e pelas Irmãs que resistiram a assumir esse serviço por não quererem tocar naqueles que eram consideradas como fruto do pecado.

L. “Vemos com dor a situação de pobreza, de violência intrafamiliar (sobretudo em famílias irregulares ou desintegradas), de abuso sexual, pela qual passa bom número de nossas crianças: os setores de infância trabalhadora, crianças de rua, crianças portadoras do HIV, órfãos, meninos soldados, e crianças enganadas e expostas à pornografia e prostituição forçada, tanto virtual quanto real. Sobretudo a primeira infância (de 0 a 6 anos) requer cuidado e atenção especiais. Não se pode permanecer indiferente diante do sofrimento de tantas crianças inocentes” (Documento de Aparecida, 439).

T. “Tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber” (Mt 25, 35).

D. Vicente de Paulo defendeu a fé do pobre povo do campo, insistindo em que os Padres da Missão se dedicassem àqueles que foram abandonados à sua própria sorte e que corriam o risco de não se salvarem por falta de conhecimento das verdades da fé.

T. “Assim que Jesus desembarcou com seus discípulos, viu uma grande multidão e ficou tomado de compaixão por eles, pois estavam como ovelhas sem pastor. E começou a ensinar-lhes muitas coisas (Mc 6, 34).

L. Ao fundar a Congregação da Missão, Vicente de Paulo tinha um objetivo claro: “Eles se dedicarão inteira e exclusivamente à salvação do pobre povo do campo, indo, a expensas de sua bolsa comum, de aldeia em aldeia, para pregar, instruir, exortar e catequizar a todos, levando-os a fazer uma boa confissão geral de toda a vida passada” (SV XIII, 197).

L. “Cada cristão e cada comunidade há de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho” (EG, 20).

D. Vicente de Paulo lutou pelo povo vitimado pela guerra e forçado a deixar seus lares à procura de segurança ou de trabalho. Eram os refugiados, tornados vulneráveis pela guerra e expostos à mendicância para comer, especialmente porque pouco trabalho havia para oferecer-lhes.

L. “A violência se reveste de várias formas e tem diversos agentes: o crime organizado e o narcotráfico, grupos paramilitares, violência comum sobretudo na periferia das grandes cidades, violência de grupos juvenis e crescente violência intrafamiliar. Suas causas são múltiplas: a idolatria do dinheiro, o avanço de uma ideologia individualista e utilitarista, a falta de respeito pela dignidade de cada pessoa, a deterioração do tecido social, a corrupção inclusive nas forças da ordem e a falta de políticas públicas de equidade social” (Documento de Aparecida, 78).

T. “Era peregrino e me acolhestes, nu e me vestistes” (Mt 25,35-36).

D. Vicente de Paulo lutou para resgatar sua dignidade de pessoa humana dos galés. Conquistou para eles melhores condições de habitação, alimentação, convivência, para que pudessem cumprir seu tempo de reclusão com alguma dignidade.

L. “Que privilégio, minhas filhas, servir a esses pobres presos, abandonados nas mãos de pessoas que não têm piedade deles! Vi essa pobre gente tratada como animais. Isso foi o que fez com que Deus se enchesse de compaixão” (SV X, 125).

L. “Uma realidade que golpeia a todos os setores da população, mas principalmente o mais pobre, é a violência, produto das injustiças e outros males que durante longos anos vêm sendo semeados nas comunidades. Isso induz à criminalidade, e por conseguinte a que sejam muitas as pessoas que devem cumprir penas em recintos penitenciários desumanos, caracterizados pelo comércio de armas, drogas, aglomeração, torturas, ausência de programas de reabilitação, crime organizado que impede um processo de reeducação e de inserção na vida produtiva da sociedade. No momento atual, lamentavelmente os cárceres são com frequência escolas para aprender a delinquir” (Documento de Aparecida, 427).

T. “Estava na prisão e viestes a mim” (Mt 25, 36). 

D. Vicente de Paulo defendeu a vida dos enfermos, buscando obter para eles tratamento físico e suporte espiritual que lhes possibilitasse um caminho de conversão.

L. “Julgais por acaso, minhas filhas, que Deus espera de vós que leveis a vossos doentes somente um pouco de pão, de carne, de sopa e remédios? De modo algum... Deveis levar aos pobres dois tipos de alimento: o corporal e o espiritual, isto é, para sua instrução, dizer-lhes alguma boa palavra que tiverdes tirado de vossa oração. Deus vos reservou para isso” (SV IX, 591).

T. “Enfermo e me visitastes” (Mt 25, 36).

D. São tantas as realidades humanas atingidas pela audácia de Vicente de Paulo! Mas essas realidades ainda persistem em nosso mundo, e clamam por nossa audácia! A Regra da Missão é Cristo! A Regra do cristão é Cristo! No Evangelho, expressa-se explicitamente a regra de vida que devemos seguir.

 

INTERIORIZAÇÃO

CANTO: Eu vim para que todos tenham vida

Eu vim para que todos tenham vida, que todos tenham vida plenamente (bis)
1. Reconstrói a tua vida em comunhão com teu Senhor,

 reconstrói a tua vida em comunhão com teu irmão.

Onde está o teu irmão, eu estou presente nele.
2. Eu passei fazendo o bem, eu curei todos os males.

Hoje és minha presença junto a todo sofredor.

Onde sofre o teu irmão, eu estou sofrendo nele.
3. Entreguei a minha vida pela salvação de todos.

Reconstrói, protege a vida de indefesos e inocentes.

Onde morre o teu irmão, eu estou morrendo nele.
4. Vim buscar e vim salvar o que estava já perdido.

Busca, salva e reconduze a quem perdeu toda a esperança.

Onde salvas teu irmão, tu me estás salvando nele.
5. Salvará a sua vida quem a perde, quem a doa.

Eu não deixo perecer nenhum daqueles que são meus.

Onde salvas teu irmão, tu me estás salvando nele.

PARTILHA (em forma de Preces)

 

PAI NOSSO

 

Oração da Família Vicentina:

Senhor Jesus, Tu que te fizeste pobre, faze que tenhamos os olhos e o coração voltados para os Pobres. E que possamos reconhecer-Te neles; em sua sede, em sua fome, em sua solidão e em sua dor. Suscita em nossa Família Vicentina a unidade, a simplicidade, a humildade e a chama da caridade que inflamou o coração de São Vicente e de Santa Luísa. Dá-nos a força para que, fiéis à prática destas virtudes, possamos contemplar-Te e servir-Te na pessoa dos Pobres e um dia unirmo-nos a Ti e a eles no Teu Reino. Amém.




2º Dia: São Vicente de Paulo - Audácia a Serviço da Igreja!

 

VENHA SER MISSIONÁRIO CONOSCO!

DEIXE-SE SER TOCADO POR DEUS

E PELO SOFRIMENTO DOS IRMÃOS!

 

D. Vicente de Paulo, de família camponesa, bem sabia o que sofria o pobre povo do campo. Este padre que se tornou santo trabalhou pela Igreja, para que os pobres fossem bem servidos.

 

CANTO: Servo Por Amor

Numa noite de fadiga, sobre o barco em alto mar
O céu começa a clarear, a tua rede está vazia
Mas uma voz que te chama, te mostrará um outro mar
E sobre muitos corações a tua rede lançará.


Doa a tua vida, como Maria, aos pés da cruz (e serás)
Servo de cada homem, servo por amor, sacerdote da humanidade.

 

Caminhavas no silêncio, esperando além da dor
Que a semente que tu lançavas, num bom terreno germinasse.
Mas o coração exulta porque o campo já está dourado
O grão maduro pelo sol no celeiro pode entrar.


D. Pe. Vicente logo percebeu que a evangelização dos pobres só seria eficaz se eles pudessem contar com sacerdotes que realmente quisessem assumir essa missão e fossem bem formados para esse fim. Pe. Vicente era um sacerdote fiel e empenhado pela Igreja.  Havia muitos sacerdotes, mas a maior parte deles estava empenhada em obter bons proventos ou status...  A situação era gritante e, certa vez, Pe. Vicente foi questionado por um herege:

L. “De acordo com o que dizeis, a Igreja de Roma é dirigida pelo Espírito Santo; mas não posso crer nisso, vendo que, por um lado, muitos católicos dos campos estão abandonados nas mãos de pastores entregues aos vícios e à ignorância, que não conhecem suas obrigações e não sabem sequer o que é a religião cristã: por outro lado, as cidades estão cheias de padres e de frades que não fazem absolutamente nada; é possível que só em Paris, haja até 10 mil, enquanto este pobre povo do campo se encontra em uma ignorância espantosa, pela qual se perde. E quereis dizer-me que esta Igreja está sob a direção do Espírito Santo?”

D. Pe. Vicente acompanhou este herege que aderiu a fé e converteu-se a partir do testemunho de serviço dos pobres dado pelo Pe. Vicente. Mas, inquieto com a situação do clero francês, ele trabalhou para mudar essa situação.

L. “Pois bem, trabalhar pela salvação do pobre povo do campo: este é o fim principal de nossa vocação, e todo o resto não é mais do que acessório, pois jamais teríamos trabalhado com os ordinandos, nos seminários dos eclesiásticos, se não tivéssemos julgado que era necessário para sustentar o povo e conservar o fruto que dão as missões quando há bons eclesiásticos” (SV XI, 133).

D. O Papa Francisco vem insistindo sobre a conversão pastoral, para que assumamos o compromisso missionário inerente ao nome de cristão:

L. “Saiamos, saiamos para oferecer a todos a vida de Jesus Cristo! Repito aqui, para toda a Igreja, aquilo que muitas vezes disse aos sacerdotes e aos leigos de Buenos Aires: prefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças. Não quero uma Igreja preocupada com ser o centro, e que acaba presa num emaranhado de obsessões e procedimentos. Se alguma coisa nos deve santamente inquietar e preocupar a nossa consciência é que haja tantos irmãos nossos que vivem sem a força, a luz e a consolação da amizade com Jesus Cristo, sem uma comunidade de fé que os acolha, sem um horizonte de sentido e de vida. Mais do que o temor de falhar, espero que nos mova o medo de nos encerrarmos nas estruturas que nos dão uma falsa proteção, nas normas que nos transformam em juízes implacáveis, nos hábitos em que nos sentimos tranquilos, enquanto lá fora há uma multidão faminta e Jesus repete-nos sem cessar: ‘Dai-lhes vós mesmos de comer’ (Mc 6, 37)” (EG 49).

D. O caminho de conversão pastoral proposto pelo Papa Francisco diz respeito a toda Igreja, e não simplesmente à hierarquia da Igreja. Pe. Vicente trabalhou pela conversão de todos os cristãos que ele encontrava, buscando colocá-los a serviço dos pobres, abrindo-lhes os olhos para as necessidades espirituais e materiais dos mais vulneráveis. Envolveu sacerdotes e muitos leigos e leigas, alguns dos quais se sentiram chamados à consagração, como as Filhas da Caridade. Mas, o Papa Francisco alerta a Igreja sobre um ponto muito importante:

L. “Hoje nota-se em muitos agentes pastorais, mesmo pessoas consagradas, uma preocupação exacerbada pelos espaços pessoais de autonomia e relaxamento, que leva a viver os próprios deveres como mero apêndice da vida, como se não fizessem parte da própria identidade. Ao mesmo tempo, a vida espiritual confunde-se com alguns momentos religiosos que proporcionam algum alívio, mas não alimentam o encontro com os outros, o compromisso no mundo, a paixão pela evangelização. Assim, é possível notar em muitos agentes evangelizadores – não obstante rezem – uma acentuação do individualismo, uma crise de identidade e um declínio do fervor. São três males que se alimentam entre si” (EG, 78).

L. "Para quantos estão feridos por antigas divisões, resulta difícil aceitar que os exortemos ao perdão e à reconciliação, porque pensam que ignoramos a sua dor ou pretendemos fazer-lhes perder a memória e os ideais. Mas, se virem o testemunho de comunidades autenticamente fraternas e reconciliadas, isso é sempre uma luz que atrai. Por isso me dói muito comprovar como nalgumas comunidades cristãs, e mesmo entre pessoas consagradas, se dá espaço a várias formas de ódio, divisão, calúnia, difamação, vingança, ciúme, a desejos de impor as próprias ideias a todo o custo, e até perseguições que parecem uma implacável caça às bruxas. Quem queremos evangelizar com estes comportamentos?” (EG, 100).

D. O nosso testemunho é a mais fidedigna ferramenta de evangelização. Ouçamos a Palavra de Deus.

L. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 18, 5-14. 19-20).

INTERIORIZAÇÃO

PRECES

D. “Se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que queiram pedir, isso lhe será concedido por meu Pai que está nos céus” (Mt 18, 19). Apresentemos ao Pai nossos pedidos.

L. Senhor, ainda hoje, são muitos os pobres que aguardam o anúncio do Evangelho.

T. Concedei-nos a audácia de evangelizá-los.

L. Senhor, ainda nos falta fé, simplicidade e humildade em nossos trabalhos pastorais.

T. Concedei-nos a audácia de nos deixarmos evangelizar pelos pobres.

L. Senhor, muitos são os chamados, mas poucos aceitam trabalhar pela evangelização.

T. Concedei-nos a audácia de continuar chamando, confiando no Senhor da messe.

L. Senhor, o consumismo e a sociedade do descartável nos induz, muitas vezes, a abandonarmos a pobreza evangélica.

T. Concedei-nos a audácia de mantermos um estilo de vida simples, marcado pela sobriedade.

L. Senhor, em certas situações, somos afetados pelo individualismo.

T. Concedei-nos a audácia de nos empenharmos em uma vida comunitária fraterna, alegre, que testemunhe a presença de Cristo em nosso meio.

L. Senhor, às vezes, também temos dificuldades de acolher as diferenças e de respeitar cada irmã/irmão pelo que ele é.

T. Concedei-nos a audácia de abrir o coração para acolher e para oferecer o perdão.

L. Senhor, muitas vezes não tratamos os pobres com doçura, cordialidade e respeito.

T. Concedei-nos a audácia de buscarmos continuamente a mansidão.

(Preces espontâneas)

D. Pai, atendei nossos pedidos e abençoe-nos em nossa reta intenção de amarmos como Jesus amou.

PAI NOSSO

 

 

CANTO: Religião Libertadora (Padre Zezinho - CD Sol Nascente Sol Poente)

É por causa do teu povo machucado que acredito em religião libertadora!
É por causa de Jesus ressuscitado que acredito em religião libertadora!


É por causa dos profetas que anunciam
Que batizam, que organizam, denunciam

É por causa de quem sofre a dor do povo
É por causa de quem morre sem matar

 

É por causa dos pequenos e oprimidos
Dos seus sonhos, dos seus ais, dos seus gemidos
É por causa do meu povo injustiçado
Das ovelhas sem rebanho e sem pastor

É por causa do profeta que se cala
Mas até com seu silêncio grita e fala
É por causa de um Jesus que anunciava
Mas também gritava aos grandes: ai de vós!

É por causa do que fez João Batista
Que arriscou mas preparou a tua vinda
É por causa de milhões de testemunhas
Que apostaram suas vidas no amor!



BÊNÇÃO FINAL


 


 

3º Dia: São Vicente de Paulo - Audácia a Serviço da Paz!

 

VENHA SER MISSIONÁRIO CONOSCO!

DEIXE-SE SER TOCADO POR DEUS

E PELO SOFRIMENTO DOS IRMÃOS!

 

D. Vicente de Paulo, no século XVII foi um missionário que lutou pela justiça e pela paz. Teve coragem de defender todos aqueles que eram vítimas das guerras, sobretudo os pobres. Podemos dizer que São Vicente foi um profeta da paz!

 

CANTO: Quando o dia da paz renascer (Zé Vicente)

 

1. Quando o dia da paz renascer, quando o sol da esperança brilhar, eu vou cantar.

Quando o povo nas ruas sorrir, e a roseira de novo florir, eu vou cantar.

Quando as cercas caírem no chão, quando as mesas se encherem de pão, eu vou cantar.

Quando os muros que cercam os jardins, destruídos então os jasmins, vão perfumar.
Refrão: Vai ser tão bonito se ouvir a canção, cantada, de novo. No olhar do homem a certeza do irmão. Reinado, do povo. (2x)
2. Quando as armas da destruição, destruídas em cada nação, eu vou sonhar.

E o decreto que encerra a opressão, assinado só no coração, vai triunfar.

Quando a voz da verdade se ouvir, e a mentira não mais existir, será enfim,

tempo novo de eterna justiça, sem mais ódio, sem sangue ou cobiça, vai ser assim.

 

D. A paz, a paz é o grande dom, mas também a grande conquista. São João XXIII, o Santo Padre artífice da paz, já o afirmava: “A paz na terra, anseio profundo de todos os homens de todos os tempos, não se pode estabelecer nem consolidar senão no pleno respeito da ordem instituída por Deus... A todos os homens de boa vontade incumbe a imensa tarefa de restaurar as relações de convivência humana na base da verdade, justiça, amor e liberdade: as relações das pessoas entre si, as relações das pessoas com as suas respectivas comunidades políticas, e as dessas comunidades entre si, bem como o relacionamento de pessoas, famílias, organismos intermédios e comunidades políticas com a comunidade mundial. Tarefa nobilíssima, qual a de realizar verdadeira paz, segundo a ordem estabelecida por Deus” (Carta Encíclica Pacem in Terris, n.1 e 162).

 

L. A construção da paz é um apelo a cada cristão: “Uma fé autêntica – que nunca é cômoda nem individualista – comporta sempre um profundo desejo de mudar o mundo, transmitir valores, deixar a terra um pouco melhor depois da nossa passagem por ela. Amamos este magnífico planeta, onde Deus nos colocou, e amamos a humanidade que o habita, com todos os seus dramas e cansaços, com os seus anseios e esperanças, com os seus valores e fragilidades. A terra é a nossa casa comum, e todos somos irmãos. Embora ‘a justa ordem da sociedade e do Estado seja dever central da política’, a Igreja ‘não pode nem deve ficar à margem na luta pela justiça’. Todos os cristãos, incluindo os Pastores, são chamados a preocupar-se com a construção dum mundo melhor” (EG, 183).

D. Vicente de Paulo viveu em uma França marcada por inúmeras guerras, e certamente foi afetado por esses acontecimentos, que descreve em sua correspondência:

L. “Quase todas as Igrejas foram profanadas, não se poupando o que há de mais santo e adorável: fome e mortandade quase universais, corpos insepultos, a maioria expostos à avidez dos lobos....

L. ... Os pobres salvos dessas desgraças estão reduzidos a respigar pelos campos, em busca de alguns grãos de trigo ou de cevada, ali semeados e já meio apodrecidos, com os quais conseguem fazer um pão enlameado, tão insalubre que, quase todos adoecem...

L. ... Eles se refugiam em tocas ou cabanas, deitando-se no chão, sem lençóis, sem roupas, revestidos apenas de frangalhos. Apresentam rostos negros e desfigurados, mas apesar disso, sua paciência é admirável...

L. ... Existem regiões totalmente desertas, pois seus moradores, escapando da morte, foram para bem longe, lutar pela vida. De modo que só restam ali os doentes, os órfãos e as pobres viúvas carregadas de filhos, expostos ao rigor da fome, do frio e de toda espécie de desconforto e de miséria” (IV, 144).

D. A descrição deste cenário testemunhado por Pe. Vicente no século XVII, na França, poderia ser emprestada a qualquer repórter correspondente de guerra dos dias de hoje. Pe. Vicente pedia insistentemente:

T. “Renovo minha recomendação anterior e jamais suficiente, de rezar pela paz, para que Deus se digne unir os corações dos príncipes cristãos” (XI, 200).

D. A audácia de Pe. Vicente em favor da construção da paz levou-o a arriscar a própria vida ao viajar para encontrar a Rainha Ana d’Áustria que se refugiara fora de Paris, para dizer-lhe que deveria demitir o primeiro ministro Mazarino. Também a Mazarino, Pe. Vicente falou abertamente sobre esse assunto. Até mesmo ao Papa Inocêncio X, Pe. Vicente escreveu pedindo que não desistisse e viesse em auxílio do seu povo sofrido:

L. “Santíssimo Padre... o que não teve êxito uma vez, pode ser melhor sucedido numa outra tentativa... O braço do Senhor não foi encolhido e creio, firmemente, que Deus reservou à solicitude e aos cuidados do Pastor da Igreja Universal, a glória de, finalmente, obter para nós o repouso de nossas fadigas, a felicidade após tantos males, a paz depois da guerra...” (IV, 459).

L. O Papa Francisco afirma que “a paz também ‘não se reduz a uma ausência de guerra, fruto do equilíbrio sempre precário das forças. Constrói-se, dia a dia, na busca duma ordem querida por Deus, que traz consigo uma justiça mais perfeita entre os homens’. Enfim, uma paz que não surja como fruto do desenvolvimento integral de todos, não terá futuro e será sempre semente de novos conflitos e variadas formas de violência” (EG, 219).

D. Pe. Vicente trabalhou também para sanar os efeitos da guerra, sensibilizando consciências, organizando e encaminhando auxílios aos povos sofridos, e agradecendo a todos os colaboradores.

L. “Senhoras, se todos esses bens se consumirem em vossas mãos, será motivo de profunda dor. Oh! Que desolação! Que vergonha! Ah! Senhoras, se nos examinarmos bem, temeremos não ter feito o possível para o progresso da obra... Vede, Senhoras, pelos benefícios que prestastes, quão grande seria a desgraça se eles viessem a faltar” (XIII, 810-811).

L. “As esmolas de Lorena continuam sempre, pela misericórdia de Deus...” (II, 154).

L. “Nossos auxiliares tiveram tanto cuidado com os doentes que, somente na cidade de Guise, pela graça de Deus, dentre quinhentos doentes, anotamos mais de trezentas curas...

L. ... Fomos obrigados a ajudá-los, fornecendo-lhes meios, distribuindo machados, podadeiras e rocas de fiar, para o trabalho dos homens e das mulheres que não serão mais pesados a ninguém...” (IV, 131).

L. “Meu Deus! Senhores, Nosso Senhor considera agradáveis vossas solicitudes no empenho de aliviar seus membros sofredores! Peço-Lhe, que Ele seja a vossa recompensa, abençoe vossas pessoas e vossa autoridade e também que conceda a paz ao Estado e liberte seu povo do mal que padece” (IV, 197).

D. A Palavra de Deus nos instiga a construir a paz. Ouçamos:

 

L. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 5, 1-12).

 

PARTILHA

 

PAI NOSSO

 

ORAÇÃO VOCACIONAL DA FAMÍLIA VICENTINA

Pai providente e misericordioso, nós vos louvamos e agradecemos, porque sempre nos chamais a participar de vossa vida e de vossa santidade. Fazei ressoar em toda a Família Vicentina esse vosso ardente chamado de amor. Em vossas mãos, depositamos confiantes nossos esforços na vivência da fé, no cultivo da fraternidade e na construção de vosso Reino de justiça e paz.

Senhor Jesus Cristo, que viestes para evangelizar e servir os pobres, como discípulos-missionários, queremos seguir vossos passos, atentos à vontade do Pai, comprometidos com a Comunidade e solidários com os irmãos mais necessitados. Ajudai-nos a permanecer firmes na fé, alegres na esperança, solícitos na caridade, generosos na missão, para que o mundo creia na verdade do vosso amor.

Espírito Santo, que nos tornais continuadores da missão de Jesus e enriqueceis a Igreja com muitos dons para o serviço da humanidade, tornai fecundo o empenho de todos os membros da Família Vicentina – Leigos e Leigas, Irmãs, Padres e Irmãos – concedei-lhes sabedoria e inspirai-lhes palavras e ações para confortar e animar a todos no compromisso com o Evangelho da vida e da esperança.

Trindade Santa, fazei que produzamos os frutos que esperais, na Caridade e na Missão, firmando nossos pés no caminho que conduz a vós, fonte e meta de nossa vida de peregrinos. É o que vos pedimos, com Maria, a Senhora das Graças, e com São Vicente, o irmão dos pobres. Amém.



BÊNÇÃO FINAL


Fonte: SAVV PBCM 

 

segunda-feira, 6 de setembro de 2021

A VOCAÇÃO DA CONGREGAÇÃO DA MISSÃO?



1. – Qual o fim da Congregação da Missão?

Seguir Cristo evangelizador dos pobres.

 

2. – Como este fim se realiza?

·         Revestindo-se do espírito do próprio Cristo (RC, I, 3),

·         Evangelizando os pobres,

·         Formando dos clérigos e dos leigos.

 

3. – Como se dá o estado de renovação contínua da CM?

Tendo em vista o seu fim, o Evangelho, atenta aos sinais dos tempos e aos apelos mais urgentes da Igreja.

 

4. – O que é a Congregação da Missão?

É uma sociedade clerical de vida apostólica e de direito pontifício.

 

5. – Como Como a Congregação da Missão exerce seu apostolado?

Em íntima cooperação com os Bispos e o clero diocesano, pois é uma congregação secular, embora goze de autonomia própria.

 

6. – Os membros da CM emitem votos? Quais?

Sim. Votos de estabilidade, castidade, pobreza e obediência, segundo as Constituições e Estatutos.

 

7. – O que significa o voto específico de estabilidade?

A promessa de dedicar-se ao fim da Congregação, durante toda a vida, na dita Congregação, executando os trabalhos que nos forem prescritos pelos Superiores, segundo as Constituições e Estatutos (CCEE, 39)

 

8. - A CM é um Instituto clerical ou laical?

A CM consta de clérigos e de leigos, que para alcançar seu fim procura encher-se dos sentimentos e afetos e mesmo do próprio espírito de Cristo.

 

9. – Qual é o espírito da Congregação?

É aquele que é participa no espírito do próprio Cristo, assimilando a máxima: "Enviou-me para evangelizar os pobres" (Lc 4,18). Logo, "Jesus Cristo é a regra da Missão" e será tido como o centro de sua vida e de sua atividade (SV XII, 130).

 

10. – Quais são as íntimas disposições de alma do Cristo que tem o espirito da Congregação?

·         Amor e reverência para com o Pai,

·         Caridade efetiva e compassiva para com os pobres e

·         Docilidade para com a divina Providência.

 

11. – Como a Congregação exprime seu espírito?

O imprime por meio de cinco virtudes evangélicas, ou seja, de Cristo: simplicidade, humildade, mansidão, mortificação e zelo das almas. Para São Vicente elas são “como que as faculdades da alma de toda a Congregação " (RC II, 14).

 

12. – Quais são as fontes de conhecimento do espírito da Congregação?

O Evangelho, os exemplos e doutrina de São Vicente, e no desenvolvimento do ministério ou vocação, ou seja, fim, natureza e espírito, que orienta a vida e a organização da Congregação.

 

Fonte: Constituições da Congregação da Missão, Primeira parte: Vocação pontos 01 a 09

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Novena a Antônio-Frederico Ozanam



O Conselho Geral Internacional convida todos os confrades e consócias do mundo inteiro a realizarem essa novena dedicada ao confrade Antônio-Frederico Ozanam, principal fundador da Sociedade de São Vicente de Paulo, entre os dias 1° e 9 de setembro, todos os anos. Agradecemos ao querido confrade Philippe Menet, da França, pela criação desta novena, que seguramente alcançará muitas graças, notadamente a própria canonização do bem-aventurado Ozanam.

Confrade Renato Lima de Oliveira

16° Presidente-geral


DIA 1° DE SETEMBRO

Senhor, ajuda-nos a ouvir melhor a Tua Palavra. 

Autobiografia de Amélia Soulacroix, sua esposa 


“Uma vida cheia de Deus através da oração. Sua piedade era viva: ele se levantava por volta das 7 ou 8 da manhã e eu nunca o via acordar ou adormecer sem fazer o sinal da cruz e rezar. Pela manhã, ele costumava ir ao seu escritório onde fazia sua oração matinal e uma leitura da Bíblia em grego, na qual meditava por cerca de meia hora. Ele nunca fez nada que fosse importante sem rezar antes. Ele nunca fez nada sério sem orar. Antes de partir para sua aula na universidade, ele sempre se ajoelhava para pedir a Deus a graça de não dizer nada para atrair aplausos, mas de falar somente pela glória de Deus e pelo serviço da caridade. Ele nunca deixou de rezar esta oração quando teve que falar em público, e até ele queria que eu a rezasse com ele. Até o final de sua vida, manteve-se extremamente fiel a seus hábitos de piedade”.

PAI-NOSSO, AVE-MARIA, GLÓRIA AO PAI



DIA 2 DE SETEMBRO

Senhor, ajuda-nos a aliviar toda a pobreza.

Carta nº 136 a François Lallier, 5 de novembro de 1836 


“Nosso dever como cristãos é aproximar esses inimigos irreconciliáveis: os que não têm nada e os que têm demais. Que a caridade faça o que só a justiça não pode fazer. Somos servos inúteis; mas somos servos e nosso salário é dado somente na condição de trabalharmos na vinha do Senhor, no lugar que nos foi designado”.

PAI-NOSSO, AVE-MARIA, GLÓRIA AO PAI


DIA 3 DE SETEMBRO

Senhor, ajuda-nos a dar testemunho do Teu Amor.

Carta nº 29 a Auguste Materne, 19 de abril de 1831


“Proeminência da lei do amor: a única regra a ser estabelecida para as ações humanas, a única lei que deve governá-las, é a lei do amor. Esta lei magnífica reconhece três princípios da ação humana: o amor de Deus, infinito, imenso e sem limites; o amor do próximo, relacionado ao amor de Deus; e finalmente, o amor de si mesmo, subordinado aos outros dois. Ó meu amigo, que esta lei de amor seja nossa, e pisoteando a glória vã, nosso coração arderá somente para Deus, para a humanidade e para a verdadeira felicidade. Então seremos excelentes católicos, excelentes franceses, então seremos felizes”.

PAI-NOSSO, AVE-MARIA, GLÓRIA AO PAI


DIA 4 DE SETEMBRO

Senhor, que nossos corações descubram-Te através dos mais pobres entre os pobres.

Carta n°175 a François Lallier, 17 de maio de 1838


"Um santo patrono (como São Vicente de Paulo) não é um sinal banal, é uma vida que deve ser continuada, um coração ao qual se deve aquecer o coração. É um modelo na terra e um protetor no céu. É somente nestas condições, de apropriar-se dos pensamentos e virtudes do santo, que a Sociedade pode escapar das imperfeições de seus membros, que pode se fazer útil na Igreja e dar a si mesma uma razão de ser".

PAI-NOSSO, AVE-MARIA, GLÓRIA AO PAI


DIA 5 DE SETEMBRO

Senhor, guia-nos no caminho da Santidade.

Carta nº 97 a Léonce Curnier, 16 de maio de 1835


"Não é com uma bengala frágil que precisamos para atravessar a terra; precisamos de duas asas. Estas duas asas carregam os anjos: fé e caridade. A graça deve nos conduzir até a morte. Devemos amar até a morte, devemos lutar até o fim. Não nos contenhamos com uma vitória fácil: Deus nos dificultou, a fim de tornar nossas coroas mais gloriosas".

PAI-NOSSO, AVE-MARIA, GLÓRIA AO PAI


DIA 6 DE SETEMBRO

Senhor, ensina-nos a olhar o nosso próximo como um irmão.

Carta nº 137 a Louis Janmot, 13 de novembro de 1836


"A natureza própria do amor é assimilar a si mesmo, tanto quanto significa dedicar-se às coisas amadas. Os pobres, nós os vemos com os olhos da carne, eles estão lá e podemos colocar nosso dedo e mão em suas feridas e os traços da coroa de espinhos são visíveis em suas testas. Devemos cair a seus pés e dizer-lhes: vocês são para nós as imagens sagradas deste Deus que não vemos, e não sabendo amá-Lo de outra forma, nós o amaremos em suas pessoas."

PAI-NOSSO, AVE-MARIA, GLÓRIA AO PAI



DIA 7 DE SETEMBRO

Senhor, envia-nos teu Espírito para servir-Te melhor.

Carta n°141 a Pierre Balloffet, 23 de janeiro de 1837


"Espero que esta querida Sociedade de São Vicente de Paulo, fundada de forma imprevista e aumentada de forma tão providencial, na qual encontramos tantos bons exemplos e tanta alegria, à qual foi dada para fazer um pouco de bem ao próximo, continue a prosperar sob a bênção divina".

PAI-NOSSO, AVE-MARIA, GLÓRIA AO PAI



DIA 8 DE SETEMBRO

Senhor, guia-nos em nosso desejo de conhecer as necessidades dos outros.

Carta nº 121 a sua mãe, 23 de julho de 1836


"Suas obras de caridade: na terça-feira passada, festa de São Vicente de Paulo, todos nos encontramos. Os relatórios mostram que a nossa Sociedade é composta de cerca de 200 membros, visitando 300 famílias pobres e distribuindo um pouco mais de 4.000 francos de ajuda doméstica nos quatro cantos de Paris. Além disso, temos uma casa de aprendizagem onde alojamos, alimentamos e ensinamos dez crianças órfãs pobres. Tivemos várias pessoas moribundas que receberam sua Primeira Comunhão. Tivemos pessoas que viviam juntas, por muito tempo, casando-se agora na Igreja. Estou convencido de que, no caso de obras de caridade, nunca se deve preocupar com recursos financeiros, aparecerão sempre tais recursos."

PAI-NOSSO, AVE-MARIA, GLÓRIA AO PAI



DIA 9 DE SETEMBRO

Senhor, nós agradecemos-Te por todos os presentes recebidos. 

Carta nº 157 a Auguste Le Taillandier, de 21 de agosto de 1837 


"Que cada um de nós, à medida que envelhecemos, também crescemos em amizade, em piedade, em zelo pelo bem! Que toda nossa vida seja passada sob o patrocínio daqueles a quem dedicamos nossa juventude: Vicente de Paulo, a Virgem Maria, e Jesus Cristo nosso Salvador.

PAI-NOSSO, AVE-MARIA, GLÓRIA AO PAI


ORAÇÃO

Senhor, fizeste do beato Frederico Ozanam uma testemunha do Evangelho, maravilhado pelo mistério da Igreja. Inspiraste seu combate contra a miséria e a injustiça, e o dotaste de uma generosidade incansável, ao serviço de todos aqueles que sofrem. Em família, ele se revelou filho, irmão, esposo e pai excepcional. No mundo, sua ardente paixão pela verdade iluminou seu pensamento, seu ensinamento e seus escritos. À nossa Sociedade, que concebeu como uma rede universal de caridade, ele soprou o espírito de amor, de audácia e da humildade, herdados de São Vicente de Paulo. Em todos os aspectos de sua breve existência, emerge sua visão profética da sociedade, tanto quanto a influência de suas virtudes. Por essa multiplicidade de dons, nós te agradecemos, Senhor, e solicitamos – se é de tua vontade – a graça de um milagre, pela intercessão do beato Frederico Ozanam. Possa a Igreja proclamar sua santidade, se esta for providencial para o momento atual. Nós te pedimos por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.


Fonte:  https://www.ssvpglobal.org/novena-em-homenagem-ao-bem-aventurado-confrade-antonio-frederico-ozanam/


domingo, 15 de agosto de 2021

Retiro e Assembleia da Província do Rio de Janeiro - Brasil




De 10 a 15 de agosto de 2021, aconteceu o Retiro e a Assembleia Provincial da Província Brasileira da Congregação da Missão, cujos temas: “Rezar, abraçar a vida vicentina como ela é, numa visão prospectiva de revitalização” e “Revitalizar a nossa identidade no início do V centenário do CM”, respetivamente.


Os eventos aconteceram no Complexo do Santuário do Caraça (Primeira Casa do CM no Brasil), na Fazenda do Engenho.


O retiro foi orientado pela Comissão de Espiritualidade da Província, que ajudou os participantes a rezar, descansar e revitalizar-se física e espiritualmente.


O objetivo da assembleia foi preparar a 43ª Assembleia Geral da CM Roma 2022; eleger delegado e suplente da mesmo, bem como, discutir assuntos próprios da Província.


O encontro aconteceu em clima de oração, alegria e fraternidade. Os assuntos discutidos e as ideias apresentadas transformaram-se em compromissos que serão assumidos na missão local de cada comunidade da Província e talvez em toda a Congregação.


A assembleia foi encerrada com uma Eucaristia, presidida pelo Visitador Provincial, Pe. Eli Chaves, CM, onde toda a experiência foi confiada a Deus, por meio de Nossa Senhora, na Solenidade da Assunção de Maria, que também se celebra, no Brasil, a vocação das Religiosas e Religiosos e Pessoas de Vida Consagrada.


segunda-feira, 2 de agosto de 2021

A PERSEVERANÇA NA PRÓPRIA VOCAÇÃO


Aquele que vos chamou

Aquele que vos chamou

É fiel, é fiel


É fiel, é fiel

Aquele que vos chamou

é fiel...


Oração Inicial

"Senhor, mandai bons operários à vossa igreja, mandai missionários e missionárias, como convêm que sejam, para que trabalhem de modo eficaz na vossa vinha; pessoas, meu Deus, desapegadas de si mesmas, das suas comodidades e dos bens terrenos. Não importa se em pequeno número, contanto que sejam bons. Senhor, concedei esta graça à vossa Igreja." –

São Vicente de Paulo (cf. Coste, XI, 357).

Leitura Partilhada e Meditada:

86. ─ CONFERÊNCIA DE 29 DE OUTUBRO DE 1638[1]

SOBRE A PERSEVERANÇA NA PRÓPRIA VOCAÇÃO

(São Vicente indica os motivos de nos fortalecer em nossa vocação; depois, os meios para o conseguirmos).

1º. Foi Deus que nos chamou e que, desde toda a eternidade, nos destinou para sermos missionários. Não nos fez nascer nem cem anos antes nem cem anos depois, mas precisamente no tempo da instituição desta profissão. Por conseguinte, não devemos procurar nem contar com tranquilidade, contentamento e bênçãos em outra parte, senão na Missão. É nela que Deus nos quer, nos deseja, presumindo-se, bem entendido, que nossa vocação seja autêntica, e não fundada sobre interesse, nem seja por intuito de nos isentarmos dos incômodos da vida, ou por qualquer outro motivo humano.

2º. Fomos os primeiros chamados. Chamam-se os primeiros de uma Congregação os que entram durante o primeiro século de sua fundação. Nós somos então os primeiros escolhidos para reconduzir ao redil as ovelhas desgarradas.  O que será, se disto fugirmos? Para onde pensamos ir? Para onde ir, longe do teu espírito? Para onde fugir, longe de tua face[2]1? Se um Rei tivesse escolhido alguns soldados entre outros, para serem os primeiros no ataque, esta honra não lhes seria um motivo poderoso para levá-los a perder a vontade de desertar?

3º. Nesta vocação somos muito semelhantes a Jesus Cristo que, a meu ver, vindo ao mundo, tinha por finalidade principal assistir os pobres e cuidar deles: “Evangelizare pauperibus[3]2 misit me” (“O Senhor me enviou para anunciar o Evangelho aos pobres”). Se perguntássemos a Nosso Senhor: “Que vieste fazer na terra?” ─ “Assistir os pobres”. ─ “O que mais?” ─ “Assistir os pobres”, etc. Ora, ele tinha por companhia somente os pobres e se ocupava muito pouco com as cidades, vivendo quase sempre no meio dos camponeses, dedicando-se a instruí-los. Não somos nós, por isto, muito felizes de estar na Missão pelo mesmo fim que levou Deus a se fazer homem?...! E se perguntassem a um missionário (sobre isso), não lhe seria uma grande honra poder dizer com Nosso Senhor “Evangelizare pauperibus misit me?” É para catequizar, instruir, confessar, assistir os pobres que aqui estou. Ora, esta conformidade com Nosso Senhor que trará consigo senão a predestinação? Os que de antemão ele conheceu, esses também predestinou a serem conformes à imagem do seu Filho[4]3.

Se abandonarmos nossa vocação, é de se temer muito que seja a carne ou o diabo que dela nos retire. Quereríamos obedecer-lhes? Como foi Deus que nos chamou, não parece ser ele que dela nos retire. Deus não se contradiz. Contudo, não conhecemos os segredos de Deus e não queremos fazer juízo sobre nada; mas sempre diremos que esta saída é suspeita e duvidosa.

 

MEIOS. ─ 1º. É preciso pedir a Deus esta confirmação ou fortalecimento em nossa vocação; é um dom de Deus.

2º. É preciso ter grande estima por nossa vocação.

3º. Observar pontualmente todos os regulamentos da casa, porquanto, embora haja poucos, não há um só que não seja importante.

4º. Não permitir que se fale, nem contra os superiores nem contra os modos de procedimento ou da direção da casa.

5º. Viver juntos com grande caridade e cordialidade.

Ele acrescentou, para consolar os Irmãos coadjutores em sua vocação, que eles, tanto como os padres, levavam uma vida conforme à de Nosso Senhor e imitavam a vida oculta de Nosso Senhor, durante a qual ele se entregava aos exercícios corporais, trabalhando na tenda de um carpinteiro e arranjando a casa, como um empregado assalariado. Imitavam deste modo uma vida de trinta anos, e os padres, em suas funções, imitavam da vida de Jesus apenas três anos e meio. Eles (os Irmãos) honravam a vida de Nosso Senhor como trabalhador e os padres, o seu sacerdócio. Contudo, a conformidade com Nosso Senhor se encontrava em ambas as vocações. Além disso, a união entre os membros de um mesmo corpo faz com que, na operação de um deles, o outro também participe: é certo que os Irmãos confessam com os confessores, pregam com os pregadores, evangelizam os pobres quando os padres da Missão os evangelizam e, por conseguinte, estão nessa sobredita conformidade com Nosso Senhor Jesus Cristo.

 

Momento de Partilha ou Preces espontâneas: a cada prece vamos cantar:

Tua voz me fez refletir, deixei tudo pra te seguir, nos teus mares eu quero navegar.

Oração Final

Senhor da Messe e pastor do rebanho, faz ressoar em nossos ouvidos teu Forte e suave convite: “Vem e segue-me”. Derrama sobre nós o teu Espírito, que ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir tua voz.


Senhor, que a messe não se perca por falta de operários, desperta nossas comunidades para a missão, ensina nossa vida a ser serviço, fortalece os que querem dedicar-se ao Reino na vida religiosa e consagrada.


Senhor, que o rebanho não pereça por falta de pastores. Sustenta a fidelidade de nossos bispos, padres, e ministros. Dá perseverança aos nossos seminaristas. Desperta o coração de nossos jovens para o ministério pastoral em tua Igreja.


Senhor da Messe e pastor do rebanho, chama-nos para o serviço de teu povo.


Maria, Mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho, ajuda-nos a responder “SIM”. Amém.

São Vicente de Paulo, rogai por nós!



[1]Colóquio 86. ─ Coleção de diversas exortações, p. 03.   

[2]1. Sl 138, 7.

[3]2. Lc 4, 18.

[4]3. Rm 8, 29.

domingo, 18 de julho de 2021

Juventude Mariana Vicentina - JMV

 


Juventude Mariana Vicentina - JMV

A Jesus com Maria: ser, amar e construir

 

1 ORIGEM

A Associação JMV nasce de um desejo, Maria o expressa à Santa Catarina Labouré, na Capela da Casa Mãe, das Filhas da Caridade na Rue du Bac, Paris, França.

“Desejo que seja fundada uma Associação de Jovens, sobre a qual derramarei abundantes graças" (Primeira aparição: 18 de julho de 1830).

Somos uma Associação Juvenil Internacional comprometida com os jovens, o mundo, a Igreja e os pobres. Estamos presentes em 66 países com mais de 100.000 membros. (Estadísticas 2010)

 

2 IDENTIDADE

A JMV é uma associação ECLESIAL, LAICA, MARIANA, VICENTINA e MISSIONÁRIA.

a) ECLESIAL: Os membros da Associação se comprometem a viver e trabalhar, ativa e responsavelmente, em comunhão com os membros da Igreja e seus pastores, em âmbito mundial e local.

b) LAICA: É uma Associação formada, principalmente, por jovens laicos, dentro do marco das Associações Laicas Internacionais de fiéis. (cf. Can. 298-329).

c) MARIANA: Os membros da JMV se comprometem no seguimento de Cristo. Descobrem a Maria, no Evangelho, como um modelo para todos os fiéis; acolhem na fé, a presença de Deus em Jesus; escutam Sua Palavra e vivem segundo a mesma.

d) VICENTINA: Por seu nascimento no seio da Família de São Vicente de Paulo, inspira-se no Carisma Vicentino  e faz da evangelização e do serviço aos pobres uma de suas características distintivas de sua presença na Igreja.

e) MISSIONÁRIA: Todo cristão é missionário, chamado a sair de si mesmo para fazer de sua vida um dom para a humanidade. Assim a JMV está chamado a ser profeta e testemunha do amor de  Deus, comprometendo-se a dando testemunho d'Ele com palavras e obras.

 

3 MISSÃO

SERVIR a Cristo presente na pessoa do pobre, especialmente nos mais excluídos.

Ir ao encontro dos jovens que passam por dificuldades e COMPROMETER-SE com eles, oferecendo-lhes a oportunidade de encontrar um sentido para a suas vidas.

FORMAR-SE de maneira permanente e oferecer um serviço de qualidade à sociedade e à Igreja.

Unir as nossas forças a outras pessoas e instituições, especialmente com os membros da FAMÍLIA VICENTINA, e empreender ações transformadoras de situações injustas, através de projetos em união com eles.

Refletir a imagem de Deus na nossa vida, dando um TESTEMUNHO de amor no mundo, sendo profetas e fazendo o Evangelho mais crível para o próximo.

 

4 ORGANIZAÇÃO

a) Assembleia Geral

É convocada a cada cinco anos, com participação do Conselho Internacional, do Secretariado Internacional e de dois leigos por Associação Nacional com estatutos aprovados.

b) Conselho Internacional

Está composto por: o Diretor Geral, o Subdiretor Geral, uma Conselheira Geral das Filhas da Caridade, um/a Presidente/a Internacional leigo/a e quatro membros leigos da Associação eleitos pela Assembleia Geral.

c) Secretariado Internacional

Está composto, ao menos, por duas pessoas com dedicação preferencial, que se responsabilizam de dinamizar os programas fixados pelo Conselho Internacional e pela Assembleia Geral. São nomeados pelo Diretor Geral, depois de consultar com o Conselho Internacional.

 

Vivemos a nossa Vocação e Missão tendo como base: a oração, a formação e o compromisso.

"Ó Maria concebida sem pecado. Rogai por nós que recorremos a vós"

 

5 CONTATO

Secretariado Internacional da JMV

C/ José Abascal 30, Madrid, España

Tel.: (+34) 915912164, Fax: (+34) 911191306

secinterjmv@gmail.com /  delinterjmv@gmail.com

www.secretariadojmv.org

Facebook: JMVInternacional

Twiter: sijmv



sexta-feira, 11 de junho de 2021

ORAÇÃO DA MANHÃ: REZEMOS COM MARIA E COM A FRATELLI TUTTI


 

Convido à esperança que «nos fala duma realidade que está enraizada no mais fundo do ser humano, independentemente das circunstâncias concretas e dos condicionamentos históricos em que vive.

Fala nos duma sede, duma aspiração, dum anseio de plenitude, de vida bem-sucedida, de querer agarrar o que é grande, o que enche o CORAÇÃO e eleva o espírito para coisas grandes, como a verdade, a bondade e a beleza, a justiça e o amor” (FT, n. 55).

 

Saudação a Santíssima Trindade

Vinde Espírito Santo...

 

Canção Introdutória

 

Coração de Maria

Padre Zezinho, scj

 

O que será que pensa aquele coração
Ao contemplar o filho de Deus lhe mandou?
Porque será que Deus me escolheu?
Porque será que Deus me escolheu?
O que será que pensa aquele coração
Ao contemplar o filho que Deus lhe mandou
Por causa dele eu sou quem eu sou
Por causa dele eu sou quem eu sou
Sou serva e não posso ser serva
Sou serva de quem me escolheu
Pediu o meu sim sem reservas
Meu colo carrega um segredo
O mundo vai ver a verdade
Meu filho nos ensinará
Respostas de eternidade
E no tempo certo dirá

 

 

RECORDAÇÃO DA VIDA: A encíclica Fratelli Tutti apresenta o projeto de continuidade do Papa Francisco. O presente documento apresenta uma continuação do seu projeto de ação missionária apresentada no início do seu pontificado, a Evangelii Gaudium. É um convite estendido a todos os seres humanos a: “viver o um amor que ultrapassa as barreiras da geografia e do espaço; nele declara feliz quem ama o outro, o seu irmão, tanto quando está longe, como quando está junto de si” (FT, n. 1). Por isso convidamos a cada um, fazer memória neste momento das palavras, gestos, ações, e momentos que recordam a vivência da fraternidade e a amizade Social.

 

 

Evangelho (Lc 2,41-51)

 

Silêncio e meditação

 

Preces: A nova encíclica pretende responder à seguinte questão: "Quais são os grandes ideais, mas também os caminhos concretos para aqueles que querem construir um mundo mais justo e fraterno nas suas relações quotidianas, na vida social, na política e nas instituições?". Em 8 capítulos, o Pontífice destaca quais os pontos essenciais para que a fraternidade e amizade social se torne real em nossa vida. Unindo-nos ao Papa nesta cruzada pela paz, respeito e unidade façamos nossas preces a partir de oitos capítulos lido por nossa comunidade.

 

Resp: Senhor e Pai da humanidade, infundi nos nossos corações um espírito fraterno.

 

1. "As sombras dum mundo fechado": O papa elenca alguns problemas globais, que requerem ações globais, sublinhando o egoísmo e a falta de interesse pelo bem comum; a prevalência de uma lógica de mercado baseada no lucro e na cultura do descarte; o desemprego, o racismo, a pobreza; a desigualdade de direitos, entre outros. Diante deste cenário, permita-nos Deus construir uma convivência saudável, rezemos.

 

2. "Um estranho no caminho": Neste capítulo, o Pontífice denuncia "uma sociedade doente, que vira as costas à dor e é 'analfabeta' no cuidado dos mais frágeis e vulneráveis". Que sejamos, uma comunidade capaz de “estar próximos uns dos outros, superando preconceitos e interesses pessoais" pois "O amor constrói pontes e nós somos feitos para o amor", rezemos.

 

3: "Pensar e gerar um mundo aberto": Francisco exorta cada um de nós a "sair de si mesmo" para encontrar nos outros "um acrescentamento de ser", abrindo-nos ao próximo segundo o dinamismo da caridade, que nos faz tender para a "comunhão universal". Que sejamos capazes de sair de nós mesmo para encontrar uns aos outros, rezemos.

 

4. "Um coração aberto ao mundo inteiro": Os migrantes devem ser acolhidos, protegidos, promovidos e integrados. O Papa aponta algumas "respostas indispensáveis" sobre essa questão: especialmente para aqueles que fogem de "graves crises humanitárias". Que tenhamos um coração hospitaleiro para com o mundo inteiro, sobretudo aquele que se faz estrangeiro a mim, rezemos.

 

5. "A política melhor": O Santo Padre espera que se possa passar de uma política "para" os pobres para uma política "com" e "dos" pobres, inclusive com um pedido de reforma da ONU, que "deve promover a força da lei sobre a lei da força". Ajudai-nos Senhor a comprometermos com uma política justa, inclusiva e que esteja sempre ao lado dos pobres, rezemos.

 

6. "Diálogo e amizade social": O Papa faz um apelo ao "milagre da amabilidade", uma atitude a ser recuperada, porque é "uma estrela na escuridão" e uma "libertação da crueldade, da ansiedade que não nos deixa pensar nos outros, da urgência distraída", que prevalecem hoje em dia. Concedei-nos Senhor, a dádiva de sermos amáveis e criar mecanismos de libertação e não de exclusão em nossa comunidade, rezemos.

 

7. "Percursos dum novo encontro": Refletir sobre o valor e a promoção da paz é o convite deste capítulo sobre as guerras, no qual o Papa sublinha que a paz é "proativa" e visa formar uma sociedade baseada no serviço aos outros e na busca da reconciliação e do desenvolvimento mútuo. Que sejamos construtores da paz, rezemos.

 

8. "Religiões ao serviço da fraternidade no mundo": O terrorismo não se deve à religião, mas a interpretações erradas de textos religiosos, bem como a políticas de fome, pobreza, injustiça e opressão.  Ajudai-nos Senhor a construir um caminho possível de paz entre a religiões, que cada dia se faz necessário garantir a liberdade religiosa, direito humano fundamental para todos, rezemos.

 

Diante da Imagem de Nossa Senhora da Piedade, que visita este casa façamos a nossa,

 

Consagração à Nossa Senhora da Piedade

 

Santíssima e Imaculada Virgem Maria, Mãe da Piedade, Padroeira e Senhora nossa, recorremos à vossa proteção, e vos consagramos nossa vida, de discípulos(as) missionários(as).

 

No alto da Serra da Piedade, magnífica arquitetura divina, herança nossa que vamos sempre preservar e defender, pusestes vossa casa de clemência e bondade, Santuário Estadual de Minas Gerais; em Vossa Imagem veneranda, nos ensinais o amor infinito de Jesus, Filho Amado, que dá sua vida para que todos tenham vida, ensinando-nos a depositar em Deus Pai toda nossa confiança, dóceis à ação amorosa e terna do Espírito Santo.

 

Intercedei a Deus por nós, e inspirai o caminho missionário da Igreja de vosso Filho Jesus; protegei nossas famílias, para que floresçam como Escolas do Amor, Santuários da vida, de virtude e dignidade.

 

Ensinai os governantes, os construtores da sociedade e os representantes do povo, a serem autênticos servidores, defensores dos direitos e promotores da justiça.

 

Cuidai dos pobres, aflitos e sofredores. Acompanhai os jovens e as crianças, e sustentai os enfermos, os irmãos e irmãs mais velhos.

 

Assisti os sacerdotes, religiosas e consagrados, evangelizadores e missionários, e seu empenho seja fecundo, para que se multipliquem os operários da messe do Senhor.

 

Alcançai-nos o que vos pedimos, Senhora da Piedade, e guardai-nos na paz, livres de perigos e ciladas comprometidos com a justiça; exemplares na solidariedade, para que o mundo creia e se abra ao amor de Deus Pai, Filho e Espírito Santo.

Amém!

 

Ave Maria

 

Benção Final

INTRODUÇÃO GERAL A ENCÍCLICA FRATELLI TUTTI DO PAPA FRANCISCO



       Esta encíclica do Papa Francisco, como também vários outros documentos produzidos por ele, está intimamente associada ao seu grande projeto pastoral para a Igreja, escrito no início de seu pontificado: AEvangelli Gaudium”, ou se desejarem, “A Alegria do Evangelho”. Portanto, uma vez que nos apropriamos da Evangelli Gaudium, é perceptível que todos os documentos posteriores a ela, explicitem e desenvolvam vários temas que já foram nela mencionados, e que, no pensar do Papa, não podem ficar no esquecimento. Lembramos, por exemplo, dos seguintes documentos: “Laudato Si” (Louvado Seja), Sobre o Cuidado da Casa Comum (2015), Conf. EG 215-216; “Amoris Laetitia”, “Sobre o Amor na Família” (2016), Conf. EG n. 66; “Gaudete Et Exsultate”, “Sobre a Chamada à Santidade no Mundo Atual” (2018), conf. EG 119-120; “Fratelli Tutti” (Somos Todos Irmãos), Sobre a Fraternidade e a Amizade Social (2020), Conf. EG 186-216.

       Falando especificamente sobre a “Fratelli Tutti”, que é o nosso objeto de estudo e reflexão, observamos nas entrelinhas que o Papa, mais do que nunca, deixa claro nesta encíclica, que o nome que ele escolheu para o seu pontificado, Francisco, não é simplesmente um ato de devoção ou admiração pelo Santo italiano, é mais uma tentativa de encarnação dos sonhos, dos ideais e da coerência com Evangelho que, o Santo italiano, em seu tempo, procurou viver de maneira profética. Neste sentido, o Papa afirma: “São Francisco de Assis foi pai fecundo que suscitou o sonho de uma sociedade fraterna... Naquele mundo cheio de torres de vigia e muralhas defensivas, as cidades viviam guerras sangrentas entre famílias poderosas, ao mesmo tempo cresciam as áreas miseráveis das periferias excluídas. Lá Francisco recebeu, no seu íntimo, a verdadeira paz, libertou-se de todo desejo de domínio sobre os outros, fez-se um dos menos favorecidos e procurou viver em harmonia com todos” (FT, 4).

Portanto, à luz do testemunho de São Francisco de Assis, o Sumo Pontífice diz que foi o santo que o inspirou a escrever esta encíclica e que nunca ficou tranquilo com as graves questões sociais. Ele diz: “As questões relacionadas com a fraternidade e amizade social sempre estiveram entre minhas preocupações. A elas me referi repetidamente nos últimos anos e em vários lugares. Nesta encíclica, quis reunir muitas dessas intervenções, situando-as em um contexto mais amplo de reflexão” (FT, 5).

Olhando de forma global para encíclica, sem querer direcionar a leitura do documento, mas com o desejo de aguçar a leitura do expectador, destacamos aqui algumas ideias que brotaram da leitura, que nos introduz ou nos dá uma pequena ideia do que será tratado em cada capítulo, vejamos:

Capítulo l – As Sombras de Um Mundo Novo: Entre vários assuntos colocados, o Papa chama atenção a perda da consciência histórica, a polarização política, a imposição de um modelo cultural único e a cultura do descartável;

Capítulo ll – Um Estranho no Caminho: O Papa admira o quanto a humanidade desenvolveu e cresceu em vários aspectos, “mas somos analfabetos em acompanhar, cuidar e sustentar aos mais frágeis e fracos das nossas sociedades”.

Capítulo lll – Pensar e Criar um Mundo Aberto: Segundo o Papa, o ser humano só consegue seu desenvolvimento pleno numa entrega sincera ao semelhante. Grupos fechados, que crescem em torno de si, e se levantam contra a sociedade são formas de egoísmo idealizado.

Capítulo lV – Um Coração Aberto ao Mundo Inteiro: Uma reflexão, de modo especial, sobre o problema migratório. Aqui o Pontífice recorda que os esforços diante dos migrantes se resumem em quatro verbos: acolher, proteger, promover e integrar. Mas, o ideal é que, todos encontrem em seus países a possibilidade de viver e crescer com dignidade.

Capítulo V – A Melhor Política: Sem nenhum rodeio, o Papa afirma que tradicionalmente, a forma que se faz política não inclui, mas exclui os fracos e desrespeita a diversidade cultural. Falta muito para acontecer a verdadeira política a serviço do bem comum.

Capítulo Vl – Diálogo e Amizade: Aqui, entre as várias colocações, passa-se a ideia que, o diálogo necessita ser enriquecido e iluminado por razões, e não exclui a convicção de que é possível chegar a algumas verdades elementares que devem e deveriam ser sempre sustentadas.

Capítulo Vll – Caminhos de Reencontros: O Papa nos deixa a evidência que o processo de paz é um compromisso constante. Para este processo é indispensável a transparência e a preservação da memória histórica: “a verdade é uma companheira inseparável da justiça e da misericórdia”.

Capítulo Vlll – As Religiões a Serviço da Fraternidade: Valorizando o papel singular de cada religião, o Pontífice afirma que “as distintas religiões a partir da valorização de cada pessoa como filho de Deus, oferecem uma contribuição valiosa para a construção da fraternidade e para a defesa da justiça na sociedade.

De forma geral, são estas ideias que, a princípio, colocamos sobre a encíclica. Ela, sem dúvida, é um documento muito importante para a atualidade. Certamente, será contada no rol dos documentos da “Doutrina Social da Igreja”, nos quais os Papas se mostram atentos sobre as grandes demandas sociais da humanidade e procuram refletir, questionar e propor alternativas para o bem comum. O Papa Francisco, ao entregar esta encíclica a Igreja e a humanidade afirma: “Entrego esta encíclica social como humilde contribuição para reflexão, a fim de que, perante às várias formas atuais de eliminar ou ignorar os outros, sejamos capazes de reagir com um novo sonho de fraternidade e amizade social que não se limite a palavras. Embora a tenha escrito a partir das minhas convicções cristãs, que me animam e nutrem, procurei fazê-lo de tal maneira que a reflexão se abre ao diálogo com todas as pessoas de boa vontade” (FT, 6).  

Acredito que, estas palavras foram apenas um aperitivo sobre o que virá, no contato mais crítico e sistemático com cada capítulo da encíclica. Ler, refletir, confrontar as ideias, tirar conclusões, formar opiniões, trazer o texto para realidade e ter uma boa iluminação são características fundamentais para todos nós que nos propomos ser amigos de uma teologia saudável.


Pe. Wander Ferreira, CM

quarta-feira, 19 de maio de 2021

Pobre de Espírito

 


A pobreza espiritual, que é o tema dos pobres de Javé (cf. Sof 2,3; Magnificat). 

A pobreza espiritual é a atitude de abertura para Deus, a disponibilidade de quem tudo espera do Senhor (cf. Ml 5). 

Embora valorize os bens deste mundo, não se apega a eles e reconhece o valor superior dos bens do Reino (cf. Am 2,6-7; 4,1; 5,7; Jer 5,28; Miq 6,12-13; Is 10,2 etc).

DOCUMENTO DE MEDELLÍN


Ver mais sobre a preferência de Deus pelos pobres:

MURAD, Afonso. Maria, toda de Deus e tão humana: compêndio de mariologia. São Paulo: Santuário, 2012, pág. 69 e 70