quinta-feira, 29 de junho de 2023

MAGNIFICAT DO VICENTINO



A minh'alma engrandece o Senhor e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador; pois, ele me escolheu para uma missão libertadora.

Desde agora levarei o Evangelho a todas as gerações, a força aos fracos, alegria aos tristes, esperança aos desesperados, pão aos famintos, promoção aos humildes.

Serei testemunha de Cristo em todas as minhas atitudes, manifestarei o poder do seu braço com o meu trabalho árduo.

Afastarei a solidão dos desamparados, removerei os complexos dos enfermos e servirei com amor os marginalizados, anunciando assim que a misericórdia de Deus chegou aos homens, como prometido aos nossos pais para sempre. 

Amém.

Autor: Padre Bolívar Sanchez, CM


quarta-feira, 21 de junho de 2023

NOVENA À SERVA DE DEUS, IRMÃ CLEMÊNCIA DE OLIVEIRA, FILHA DA CARIDADE


A glória do maciço de Baturité


APRESENTAÇÃO

“Sede Santo, como eu sou santo” I Pd 1,16

Este instrumento, é uma profissão de fé, pois “Creio na comunhão dos santos”.

Recordar a vida de Irmã clemência é refletir o Evangelho vivo, meditando o quanto Deus é misericordioso. A meditação que faremos nos leva a contemplar os desígnios de Deus na vida do ser humano que se abre a graça de Deus.

De acordo com a Palavra de Deus, dos escritos dos fundadores: Santa Luisa de Marillac e São Vicente de Paulo e da orientação da Igreja, os que se prontificarem a seguir este itinerário, estarão se comprometendo a descobrir a beleza que é doar-se totalmente a Deus no serviço dos pobres.

Nesta ocasião, proclamamos “Graças te dou, ó Pai, Senhor dos céus e da terra, pois escondeste estas coisas aos sábios e cultos, e as revelaste aos pequeninos... ó Pai, pois assim foi do teu agrado! …A verdade de que Deus revela na vida desta Serva de Deus, deve ser anunciada, testemunhada e proclamada nos púlpitos de nossas comunidades, nos grupos e movimentos de fé.

Irmã Adriana Felipe Duarte, fc



NOVENA À SERVA DE DEUS IRMÃ CLEMÊNCIA

INVOCAÇÃO AO ESPIRITO SANTO (Cantada ou rezada)

Com. Rezemos com a Irmã Clemência a Oração dos Fundadores.

ORAÇÃO INICIAL

Deus eterno e todo-poderoso, autor da caridade de São Vicente de Paulo e Santa Luísa de Marillac, escutai a nossa prece e dai-nos o vosso amor.

A seu exemplo, disponde-nos a reconhecer e servir Jesus Cristo, vosso Filho, em nossos irmãos, os pobres e infelizes.

À sua escola, ensinai-nos a amar com o suor de nossas frontes e a força de nossos braços, na humildade, simplicidade e caridade.

Por seu intermédio, libertai nossos corações da vaidade e do egoísmo. Lembra-nos que, um dia, seremos todos julgados sobre o amor.

Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém!

CONHECENDO IRMÃ CLEMÊNCIA

1º dia - A alegria da família Saraiva Oliveira ao sopé da montanha

Francisca Benícia de Oliveira, hoje Serva de Deus, Irmã Clemência, nasceu em 23 de agosto de 1896. Natural da cidade de Acarape, hoje chamada Redenção. Seus pais eram José Joaquim de Oliveira e Francisca Saraiva de Oliveira. O casal atingiu o número de 14 filhos, eram eles: Benícia, José (Zeca), Maria do Carmo, Antônia, Rosa de Lima (Rosilda), Eliezer, Cristeta, Maria da Natividade, Aristeu, Alzira, João, Francisco, Jorge e Maria dos Anjos. Viviam do cultivo da terra e da criação de rebanhos e aos sábados fazia fretes em carros de boi. Piedosos e zelosos da prole, preocuparam-se em conduzir os filhos à vida de fé e escolarização, mesmo que para isso fosse grande o sacrifício.

Benicinha, destacou-se nos estudos, passando a se responsabilizar pela alfabetização dos irmãos. Ao mesmo tempo se interessava pela vida religiosa e servia no coro. Para ajudar a família, desenvolveu a habilidade da costura o que gerou muita credibilidade e competência, tornando-se modista na cidadezinha. Vivendo vida cristã de trabalho, entreajuda a família, vivia feliz até que dona Francisca faleceu no seu 14º parto. É de perceber a repercussão que este luto causou na família e na comunidade. Aceitando os desígnios de Deus, aos 18 anos, Benícia, assume a responsabilidade da direção da casa com zelo e desenvoltura, diligência e força.

De joelhos, diariamente rezava o terço, aos sábados recitava o oficio de Nossa Senhora, não faltava as missas aos domingos. Grande devota do Coração de Jesus, se afeiçoou às práticas da Adoração ao Santíssimo Sacramento e às primeiras sextas-feiras. Alegre e de fácil trato, apostólica. Com a ajuda dos párocos, foi aperfeiçoando-se sobre o verdadeiro amor de Deus, fazendo cada vez mais tomar sua cruz e segui Lo.

OUVINDO OS FUNDADORES - Cristo, adorador do Pai

“Que vem a ser o espirito de Nosso Senhor? É um espírito de caridade perfeita, cheio de maravilhosa estima para com a divindade e de um desejo infinito de honrá-la dignamente, um conhecimento das grandezas de seu Pai, para admirá-las e enaltecê-las incessantemente. Jesus Cristo tinha dele uma estima tão alta que lhe prestava homenagem em todas as coisas que havia em sua sagrada pessoa e em tudo o que fazia atribuía tudo a ele: não queria dizer que era sua a sua doutrina, referindo-a sempre ao Pai. “Minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou, ou seja, do Pai. Jo 7,16. (São Vicente de Paulo)

O ECO DA IGREJA

A ALEGRIA DO AMOR que se vive nas famílias é também o júbilo da Igreja. Apesar dos numerosos sinais de crise no matrimónio – como foi observado pelos Padres sinodais – «o desejo de família permanece vivo, especialmente entre os jovens, e isto incentiva a Igreja». Como resposta a este anseio, «o anúncio cristão sobre a família é verdadeiramente uma boa notícia». (Amoris Lætitia, Nº 1)

ESCUTANDO A PALAVRA DE DEUS – Lc 2,51-52

Então foi com eles para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, guardava todas essas coisas em seu coração. Jesus ia crescendo em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens.

ORAÇÃO FINAL - Oração a Ir Clemência.

Ó SS. Trindade, fonte de toda a santidade e todas as riquezas temporais e espirituais! Nós, confiantes, humildemente, vos pedimos a glorificação da Vossa serva, Irmã Clemência, que pelo Vosso amor soube testemunhar-Vos, servindo aos doentes, pobres, indigentes. Na observância às Regras da sua Congregação, no amor à Santa Missa, a Jesus Sacramentado e na sincera devoção à Virgem Imaculada, viveu e morreu.

Ó Santíssimo Coração, de Jesus e Maria, concedei-nos a graça que vos pedimos, cheios de Fé (silêncio para pedir a graça) por intercessão de Vossa serva, para Vossa maior glória e nossa perfeição cristã.

Ave Maria... (3) Sagrado Coração de Jesus, tende piedade de nós!

(3) Oh! Maria Concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós!

Pai Nosso...

HINO A IR. CLEMÊNCIA (Ir Djesu)

Ir. Clemência, serva de Deus, o teu povo te canta feliz.

Louvando tua vida terrena, ao Senhor e a ti bendiz.

És modelo de Serva e de Santa, da cozinha, à capela, em missão,

Tão meiga, fraterna e serena, tão fiel na doação.

LOUVOR AO NOSSO DEUS, LOUVOR AO CRIADOR,

LOUVOR TAMBÉM A QUEM SERVIR COM AMOR.

Serva humilde, eleita do Pai,

Chama ardente, centelha de Amor,

Desvelo nas “Idas e Vindas”, vês no pobre o teu Senhor.

Testemunha fiel de bondade,

Dá-nos hoje audácia no bem,

  Entre nós cresça a caridade e as vocações também.

Tua presença com os anjos no céu, fortalece a nossa missão.

É festa dos pobres na terra, verdadeira conversão.

Revivendo o carisma queremos, com Luiza e Vicente avançar

Nas idas e vindas fraternas, o amor transfigurar.

2º dia: A grandeza de sua alma piedosa – a vocação

Após triste relutância do Senhor Joaquim e com o consentimento dos irmãos, Benícia deixa o lar e segue o feliz desejo de ser Filha da Caridade. Mais tarde, Rosa de Lima e Maria da Natividade repetem o mesmo gesto: doar-se a Deus para o serviço dos pobres. Aos 23 anos, Benícia ingressa no Postulado no Colégio da Imaculada Conceição, em ocupações humildes, estudos e oração, vê se nessa pessoa muitos valores para tornar-se uma filha de São Vicente. Em 27 de março, após somente três meses, alcançou licença especial para fazer o seminário, que durou apenas nove meses. É que logo, percebeu-se virtudes extraordinárias para a Vida totalmente doada a Deus e ao próximo.

Sua mestra no Seminário fez a seguinte observação a seu respeito: Tem boa saúde, é de caráter sério, reflexivo, juízo reto, inteligente, embora com pouca instrução; notável aptidão para costurar, trabalhadora, ativa, piedosa e muito dedicada.

Em 5 de dezembro de 1919 recebeu o hábito de filha da Caridade e deixou o Seminário, com as seguintes palavra escritas: “Jesus, eu desejo antes morrer do que vos ser infiel e concedei-me a graça de vos amar cada vez mais”

ECOS DA IGREJA

Sentir-se chamado por Deus e consagrar-lhe a vida é uma das decisões mais importantes que alguém pode tomar. “O que fazer da minha vida? O que Deus quer de mim? ” As indagações iniciais são muitas, numa atmosfera em que encantamento e luta crucial se entrelaçam, em busca de um ideal a ser atingido. Por fim, o tempo - esse aliado importantíssimo do discernimento - mostra que o amor, acompanhado de abnegada entrega, é sempre a melhor resposta aos questionamentos da existência de cada um. (J F – Jornal O São Paulo)

OUVINDO OS FUNDADORES

Quão felizes sois em comparação com tantas outras pessoas de vossa condição! Não me refiro, apenas, às pobres jovens, mas também, as senhoras de alta posição que desejariam tanto ser empregadas no serviço de Deus e dos pobres, que têm grande desejo de realizar a vontade de Deus e serem ajudadas nisso. Entretanto, não conseguem essa consolação. E a vós, nada vos falta; entretanto parece não estardes contentes; em lugar se servir-vos dos meios que Deus vos oferece para vossa perfeição, os menosprezais. (Santa Luisa de Marillac, 191)

ESCUTANDO A PALAVRA DE DEUS (Mt 9,9-13)

Passando por ali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria, e disse-lhe: "Siga-me". Mateus levantou-se e o seguiu. Estando Jesus em casa, foram comer com ele e seus discípulos muitos publicanos e "pecadores".

Vendo isso, os fariseus perguntaram aos discípulos dele: "Por que o mestre de vocês come com publicanos e ‘pecadores’? "Ouvindo isso, Jesus disse: "Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes.

Vão aprender o que significa isto: ‘Desejo misericórdia, não sacrifícios’. Pois eu não vim chamar justos, mas pecadores".

3º dia: Sorriso Contagiante

Tendo realizado o sonho de ser Filha da Caridade retorna ao Ceará para o colégio da Imaculada Conceição, lugar onde recebeu o nome de Ir. Clemência, assumindo a direção da cozinha, dizendo: “Sim, lá está Deus”. Enfrenta com zelo a árdua tarefa edificando a todos. Com fogão à lenha preparava enorme quantidade de refeição diariamente.

Dela se ouvia as companheiras dizer: “Considero-a uma irmã semelhante às santas Irmãs do tempo de São Vicente: simples, humilde, boa, totalmente desprendida de si mesmo”. Era de temperamento calmo, serviçal e muito piedosa”. Ela, voluntariamente, tornou-se, por assim dizer, escrava do próximo, tão somente pelo amor de Deus. Ir Ferraz, sua Irmã servente em Pacoti-CE, assim expressou-se: “Ir Clemência é uma santa, mesmo. Trabalhou e sofreu muito nos seus primeiros 20 anos de vocação.

ECOS DA IGREJA

«A vida consagrada está colocada no coração da Igreja, como elemento decisivo para a sua missão, visto que “exprime a íntima natureza da vocação cristã” (n. 3). «Vós não tendes apenas uma história gloriosa para recordar e narrar, mas uma grande história a construir! Olhai o futuro, para o qual vos projeta o Espírito a fim de realizar convosco ainda grandes coisas ». (João Paulo II, I dia da VC)

OUVINDO OS FUNDADORES

“Dai-vos a Deus, minhas queridas irmãs, para realizar perfeitamente o que ides fazer. Pedi-lhe o espírito de seu Filho, para que possais executar vossas ações, da mesma forma como ele executou as suas; porque, minhas irmãs, tendes a dita de imitar a vida que o filho de Deus levou na terra com seus apóstolos. Peço a ele filhas minhas, que queira encher-vos de seu espirito, dando-vos as virtudes de que necessitais para serem verdadeiras Filhas da Caridade. É o que peço a ele com todo o meu coração” (São Vicente de Paulo,179)

ESCUTANDO A PALAVRA DE DEUS (Atos 1,1-14.)

“João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui a poucos dias”. Assim reunidos, eles o interrogavam: “Senhor, é porventura agora que ides instaurar o reino de Israel? ”. Respondeu-lhes ele: “Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder, mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e Samaria e até os confins do mundo”. Dizendo isso, elevou-se da (terra) à vista deles e uma nuvem o ocultou aos seus olhos. Enquanto o acompanhavam com seus olhares, vendo-o afastar-se para o céu, eis que lhes apareceram dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: “Homens da Galileia, por que ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu”. Voltaram eles então para Jerusalém do monte chamado das Oli-veiras, que fica perto de Jerusalém, distante uma jornada de sábado. Tendo entrado no cenáculo, subiram ao quarto de cima, onde costumavam permanecer. Eram eles: Pedro e João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelador, e Judas, irmão de Tiago. Todos eles perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele."

4º dia: Os Desígnios de Deus – Pacoti-CE

Ir. Clemência era uma violeta escondida, para o mundo e elevada para Cristo, como a Virgem Maria em Nazaré, afastando-se do mal e afeiçoando-se ao bem.

Aquela dedicação esfuziante, comunicação encantadora foi abalada por uma infecção renal que exigia uma sonda para funcionamento da bexiga. Para repouso, foi transferida à Pacoti, uma fundação para moças, junto com Ir Vicência Matos.

Quis a providência apresentá-la aos pobres, logo vendo-se cercada de gente de todas as idades, acometida de muitas doenças que deveria ser assistida por uma equipe médica especializada. Mas nada existindo de assistência à saúde na região, sem espaço físico, equipamentos técnicos e sem recursos, dispôs-se Irmã Clemência a colocar de lado suas enfermidades a pedir esmolas para conseguir donativos: roupas, alimentos, remédios e equipamentos para tratamento das enfermidades.

Fazendo tratamentos repugnantes, pronunciando palavras de conforto, arrancava da morte muitos enfermos, encontrando solução para os males do corpo e do espirito.

Enchia-se de muita coragem para tratar as enfermidades, conseguir ajuda nos sítios, nas redondezas e até na capital. Tinha ela mãos abençoadas, diziam: “Feliz da pessoa que, mesmo desenganada dos médicos encontrasse a Irmã Clemência para cuidar, que após alguns cuidados se recuperava”. Isso fazia lembrar as palavras de Cristo: “Imporão as mãos sobre os enfermos e serão curados”. (Mc 16,18)

Sem formação superior, agia com a sua inteligência. A Divina Providência lhes capacitara com um carisma especial, o dom do amor ao próximo, numa entrega total, e fidelidade aos exercícios espirituais e sociais da recém fundada comunidade.

ECOS DA IGREJA

Deus tem desígnios insondáveis sobre nós. Só ele sabe o que necessitamos. O sofrimento que, às vezes, tanto nos revolta, é, podemos crê-lo, misericórdia, pura misericórdia Divina. Na Eternidade, louvaremos mil vezes a mão que nos feriu. Dor bendita! Digamos com Santo André: “Ó boa cruz! ” Peçamos a Nosso Senhor que se cumpra a Sua Santíssima Vontade.

“Oh! Se compreendêssemos os desígnios de Deus e os nossos verdadeiros interesses, não poderíamos ter outro desejo senão o de Lhe obedecer, outro temor senão o de não Lhe ser bastante obediente. Suplicaríamos e haveríamos de importunar a Deus com as nossas orações para que se faça a Sua vontade e não a nossa, porque abandonar a sábia e tão poderosa mão de Deus para seguirmos as nossas luzes tão pobres, e vivermos ao gosto de nossas fantasias, seria verdadeira loucura e supremo infortúnio” (D. Lehodey)

OUVINDO OS FUNDADORES

“Quisera, de todo o coração, prestar e fazer com que outros dessem muita glória a Deus para corresponder, como o creio, ao desígnio que teve de tirá-la, ao permitir o que nos aconteceu; por isso, parece-me dever empregar toda a minha vida em me lembrar disso e dar-lhe graças pelos sentimentos interiores que me comunicou. Todas as nossas irmãs pratiquem algum exercício interior... honrando os desígnios que o Filho de Deus teve quando ordenou a seus Apóstolos que permanecessem, passivamente à espera do Espírito Santo. (Santa Luísa de Marillac, E. 53

ESCUTANDO A PALAVRA DE DEUS (Nm 9,23)

“Segundo a ordem do Senhor, se alojavam, e segundo a ordem do Senhor, partiam; cumpriam o seu dever para com o Senhor, segundo a ordem do Senhor por intermédio de Moisés”.

5º dia: Abnegação total – O milagre?

Era vista cotidianamente nas idas e vindas pela serra, atendendo, sorrindo a muitos doentes, e, mesmo na dor, transmitia consolação.

Certo dia, foi chamada à Delegacia com urgência para ajudar a um homem que havia sido esfaqueado e estava com as vísceras expostas, correndo risco de morrer. Assustada com a intimação, foi à Delegacia, sendo recebida com muito respeito.

Sem nenhum médico no lugar, Irmã Clemência foi em casa, conseguiu o que tinha, pôs-se em oração, fez a higiene na ferida, e, com uma agulha de costurar saco e fio comum, fez a sutura com 48 pontos. Ao término, banhada em suor, ainda ajoelhada ao chão, exclamou! Deus é misericordioso!

Todos ali ficaram abismados com a tamanha coragem percebendo que aquele gesto envolvia uma coisa sobrenatural. Ela possuía o dom da cura. Deus ajudou, não houve nenhuma infecção e o homem ficou completamente curado. Daí, espalhou-se o fato de que foi um grande milagre, o feito desta Irmã.

Irmã Clemência é por nós admirada, difícil de ser imitada. Era uma enferma sondada cuidando dos enfermos. E a obra de Pacoti floresceu, regada por tão boas mãos e enfeitada com tão belas rosas. A preciosa flor das Filhas da Caridade.

ECOS DA IGREJA

No Reino de Deus, o Senhor conta com pessoas generosas, e generosidade não significa ter muitas posses ou muitos bens. Você pode não ter nada, pode ter só sua pobreza, sua indigência, mas você a dá toda para o Senhor, como fez a pobre viúva do Evangelho. Em contraposição ao ato da viúva, tantos que frequentavam o Templo, jogavam moedas nos cofres para fazer certo barulho e chamar a atenção, mas esses, na verdade, não deram nada ao Senhor, porque deram com desdém, deram o que lhes sobrava ou, muitas vezes, para chamar atenção sobre si e não com aquele esforço de dar de todo o coração. (Padre Roger Araújo)

OUVINDO OS FUNDADORES

“Vós minhas irmãs, vós haveis dado a Deus principalmente para viver como boas cristãs, para ser boas Filhas da Caridade, para assistir os pobres enfermos, em toda parte, como Nosso Senhor que não fazia distinção de pessoas... Vou dar-lhes nova missão: o cuidado dos meninos abandonados, que não tinham quem cuidar deles, por isso agradeço-lhes tanta bondade.

E logo ao ver sua caridade, deu-lhe a assistência aos pobres condenados das galés, que felicidade servir a esses pobres abandonados nas mãos de pessoas tão sem piedade deles! Ele teve dó deles e quis dispor que fossem servidos por suas próprias filhas, pois dizer Filha da Caridade é dizer filhas de Deus. E quis dar ainda uma nova ocupação: assistir os anciãos pobres, que perderam o uso da razão, é um meio tão belo de prestar serviço a Deus”. (São Vicente de Paulo, 208...)

ESCUTANDO A PALAVRA DE DEUS (Lucas 21, 1-4)

Jesus olhou e viu os ricos colocando suas contribuições nas caixas de ofertas.

Viu também uma viúva pobre colocar duas pequeninas moedas de cobre.

E disse: "Afirmo-lhes que esta viúva pobre colocou mais do que todos os outros.

Todos esses deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver".

6º dia: A glória do maciço de Baturité

“Aonde mandar eu irei, seu amor eu não posso ocultar...” Este era o hino da Filha da Caridade. Designada a uma fundação em Baturité, cidade afamada pela sólida educação dos Jesuítas, Salesianos e Salesianas. No entanto, na saúde inexistiam médicos. Quem podia, ia a Fortaleza para se tratar. Os pobres morriam desassistidos, depois de muito sofrer.

Seu novo campo de ação é cuidar dos idosos na Vila São Vicente. Às quatro da manhã, rezava com a comunidade, participava da missa, tomava café, ia para a vila, atender os doentes, fazendo curativos, dando remédios, aplicando injeções, ouvindo as suas necessidades e paciente anotando-as, prometendo atendê-las.

Refletindo seu ato heroico, parece que ela vivia entre as estrelas, recebendo flores e homenagens. Mas Irmã Clemência era vista como “irmã pidona” pelos comerciantes, imprudente pelas companheiras, ignorada pelas autoridades que quase nada faziam pelo bem do próximo. Desdenhada pelos que excluem os pobres. Para muitos é normal que haja pobres, é natural se acomodar em seu recanto, fechar os olhos para a realidade, ignorando as possibilidades.

Ela fechava os olhos e os ouvidos, movia os membros para visitar cada comunidade do município, abria o coração, como faz a verdadeira caridade. Parecia ser de ferro, mas sofria silenciosamente as humilhações. E havia quem atribuísse todo o bem que ela fazia à obra de um chefe político que desejava conquistar benfeitorias.

ECOS DA IGREJA - Esperanças e temores

Para levar a cabo esta missão, é dever da Igreja investigar a todo o momento os sinais dos tempos, e interpretá-los à luz do Evangelho; para que assim possa responder, de modo adaptado em cada geração, às eternas perguntas dos homens acerca do sentido da vida presente e da futura, e da relação entre ambas...

 O Povo de Deus, movido pela fé com que acredita ser conduzido pelo Espírito do Senhor, o qual enche o universo, esforça-se por discernir nos acontecimentos, nas exigências e aspirações, em que participa juntamente com os homens de hoje, quais são os verdadeiros sinais da presença ou da vontade de Deus. Porque a fé ilumina todas as coisas com uma luz nova, e faz conhecer o desígnio divino acerca da vocação integral do homem e, dessa forma, orienta o espírito para soluções plenamente humanas.

                                         (GAUDIUM ET SPES,4/11)

OUVINDO OS FUNDADORES

“Sabeis, minhas irmãs, que tomei conhecimento de que essas pobres pessoas estão muito agradecidas à graça que Deus lhes fez e, vendo que alguém vai em seu socorro e que essas irmãs não têm nisso outro interesse que o amor a Deus, dizem que percebem, então, que Deus é o protetor dos pobres. Vede como é belo ajudar essas pobres pessoas a reconhecer a bondade de Deus! (...) soube de pessoas que foram atendidas por nossas irmãs, como também de muitas outras, que se sentiam muito edificadas vendo como essas irmãs se preocupavam em visitá-las, reconhecendo, nisto, a divina bondade, vendo-se obrigadas a dar graças a Deus. (São Vicente de Paulo, 512)

ESCUTANDO A PALAVRA DE DEUS - (Mc 16,15-18)

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.

Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.

E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas; Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão.

7º dia: Uma experiência ecumênica que cura

A verdadeira caridade não faz distinção de pessoas. Seguindo os preceitos evangélicos, a doação da Irmã Clemência não fazia acepção de cor, raça, nacionalidade, sexo ou qualquer condição social. A necessidade das pessoas justificava a sua atitude de acolhimento e dedicação.

Certa vez, foi procurada por uma senhora protestante, fervorosa presbiteriana, e muito influente entre “os crentes” com uma criança de mãos queimadas. Ao vê-lo, exclamou: “Estou com muita pena! São queimaduras de segundo grau”. Como estava sem leito, pediu permissão para atender na casa desta senhora. Obtendo o consentimento, em quinze dias a criança recebia alta. A Senhora foi com a mãe da criança agradecer. Ela respondeu: “Foi Deus quem a curou, não eu”.

A referida Senhora Maria Lúcia Carneiro, deu disso o seu testemunho por escrito e acrescentou que fatos semelhantes eram comuns, e ela atendia com maior carinho, sendo perceptível a cura milagrosa de todos.

A presbiteriana D. Assis, dizia: “Na minha frente ninguém fala mal da Ir. Clemência! Se as pessoas do mundo fossem iguais a ela, o céu iria ficar cheio de santos, conforme Deus quer. Eu me sinto bem quando ela chega perto de mim ou quando vem à minha casa”.

ECOS DA IGREJA

Unidade dos cristãos e santidade não são duas realidades autónomas, independentes uma da outra. Ao contrário, elas constituem duas realidades intrinsecamente unidas entre si e absolutamente inseparáveis, dado que se compenetram e iluminam uma à outra. Trata-se de duas "características" essenciais da Igreja de Cristo, como se exprimem os manuais de eclesiologia. Ambas pertencem à mesma identidade da Igreja. (José Saraiva Martins, 2003, nº 2)

OUVINDO OS FUNDADORES

Olhemos para o filho de Deus. Quem neste ponto amou mais ao próximo que tu? Pode haver amor semelhante? Só nosso Senhor pôde deixar-se arrastar pelo amor as criaturas até deixar o trono de seu Pai para vir tomar um corpo sujeito às fraquezas. E para quê? Para estabelecer entre nós, por seu exemplo e por sua palavra, a caridade para com o próximo. Esse amor o crucificou, levando a efeito a obra admirável de nossa redenção. Se tivéssemos este amor, ficaríamos de braços cruzados? Deixaríamos morrer todos aqueles que poderíamos ajudar? Não, a caridade não pode permanecer ociosa, pelo contrário, ela nos leva a lutar pela salvação dos demais e ajudá-los”. (São Vicente de Paulo, 264)

ESCUTANDO A PALAVRA DE DEUS (Ef 2,8-9)

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.

8º dia: Um dom sobrenatural para converter

Santidade, antes de tudo, é oração, trabalho, dedicação do forte para com o fraco, ou mesmo do fraco para com o forte na manifestação da humildade.

Chorou com os pobres, mesmo idosa, com diabete, pressão alta, calo seco nos pés e atingida por uma grande surdez, continuava Irmã Clemência fazendo curativos numa multidão de enfermos, afetados de cravo ou goma, doenças estas originárias de bouba, deixando as pessoas por elas atingidas quase inutilizadas para o resto da vida.

A seiva daquele coração era Jesus no coração. Por intermédio de Irmã Clemência Deus demonstrou seu poder e misericórdia aos pobres e ricos.

“Terças e sábados eram os dias em que eu vinha vender na feira. Ir. Clemência era a nossa cliente, não para comprar, mas para pedir, neste contato eu, contava-lhes os meus problemas. Ela de nada ficava surpresa. Era minha confidente, me ouvia como mãe. Meu coração estava cheio de infortúnio, de sentimentos maus. Ela foi a minha salvadora. A ela devo minha recuperação, minha felicidade. Não fora a Irmã Clemência, teria caído na obscuridade. Suas palavras eloquentes, transformou a minha vida, pondo-me curvado humildemente aos pés do Divino Mestre. Nunca mais deixei de amá-Lo. Trago dentro de mim, o mais precioso dos Tesouros Deus, Deus, Deus...” (Astrolábio Batista)

Ir Maria das Graças, assim testemunhou: Certa vez, no carnaval de 1958 quando íamos à missa, encontramos um folião, exageradamente fantasiado, que nos assustou. Ele ajoelhou-se aos pés de Irmã Clemência. O que aconteceu? Edificou-nos, segurando nas mãos dele, disse-lhe: “Meu filho, veja que você ofende a Deus. Volte para casa, peça perdão a Deus para poder ser feliz”.

ECOS DA IGREJA

Com efeito, essas obras e maravilhas sobrenaturais não dependem da graça santificante e da caridade naqueles que as exercitam; é Deus que as concede verdadeiramente, apesar da maldade humana, como fez ao ímpio Balaão e a Salomão, seja quando exercidos falsamente pelos homens, com a ajuda do demônio, como sucedia a Simão Mago; ou ainda pelas forças ocultas da natureza.

Quando a alma concentra todo o seu gozo só em Deus, muito glorifica e engrandece ao Senhor que então lhe manifesta sua excelência e grandeza; porque nesta elevação de gozo, a alma recebe de Deus o testemunho de quem ele é. Isso, porém, não acontece sem a vontade estar vazia e pura quanto às alegrias e às consolações a respeito de todas as coisas, como o Senhor ainda o ensina por Davi: "Cessai, e vede que eu sou Deus" (Sl 45,11). (Veritatis Esplendor)

OUVINDO OS FUNDADORES

Parece-me que Deus colocou minha alma em grande paz e simplicidade durante a oração – de minha parte, muito imperfeita – que fiz sobre a necessidade de a Companhia das Filhas da Caridade permanecer sempre e sucessivamente, sob a direção que a Divina Providência aprouve conceder-lhe, tanto no que concerne ao espiritual como ao temporal. (Santa Luísa de Marillac, 228)

ESCUTANDO A PALAVRA DE DEUS (Joel 2,3)

Diante dele um fogo consome, e atrás dele uma chama abrasa; a terra diante dele é como o jardim do Éden, mas atrás dele um desolado deserto; sim, nada lhe escapará.

9º dia: Adorar servindo aos pobres.

A Irmã Clemência me fez ver a necessidade de levar o Ambulatório aos lares dos que não podiam ir lá. “- mas disse-lhe eu, o Ambulatório é um hospital onde se tratam os doentes que se podem locomover até ele”. – “Sim, doutor, mas há doentes que não podem vir aqui, respondeu ela. O Senhor não acha que deveríamos ir até a casa deles, ao menos um dia por semana, doutor?!” Bem, não podia resistir. E às quintas-feiras íamos, eu e a Irmã Clemência, visitar os doentes. Ela sempre me apreciou com entusiasmo e eu fui levado a fazer o que ela bondosamente queria.

O transporte das visitas foi cortado e tive que cancelar as visitas aos doentes. Então ela foi a minha residência desolada: “Eu vim aqui para pedir que o Senhor continue a visitar os doentes. Eles precisam, Doutor! Irritado, exprobrei o dono da viatura, ela ouviu pacientemente o extravaso do meu rancor. Eu não possuía a mesma grandeza d’alma de Irmã Clemência, era, descobridora de virtudes, não condenava ninguém. Sempre dizia: “Deus é misericórdia”. E foi a única vez que desatendi.

Nos quase oito anos que passei em Baturité, conheci muitos santos. Irmã Clemência foi uma delas. (Dr. Álcimo Cavalcante Aguiar. Generoso, humano e único médico que havia na cidade)

ECOS DA IGREJA

Neste sentido, a Igreja no Brasil se alegra com a proclamação do Ano Santo da Misericórdia. “Na Sagrada Escritura [...] a misericórdia é a palavra-chave para indicar o agir de Deus para conosco. Ele não se limita a afirmar o seu amor, mas torna-o visível e palpável” em seu Filho Jesus, que é “o rosto da misericórdia do Pai”. Por isso, “a Igreja tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho, que por meio dela deve chegar ao coração e à mente de cada pessoa”, especialmente atenta “àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais”.

A experiência do encontro transformador com Jesus Cristo insere seus discípulos na comunhão com a Santíssima Trindade e lhes comunica a missão de anunciar o Reino de Deus, com palavras e sinais. (D. G. A. E. I. NO BRASIL 2015 – 2019, nª 6/7)

 OUVINDO OS FUNDADORES

A Sagrada Comunhão do corpo de Jesus Cristo faz-nos realmente participar do gozo da comunhão dos Santos do Paraíso, que a Encarnação e Morte do Filho de Deus nos mereceu; foi tão completa a reconciliação da natureza humana alcançada por este meio, que o Amor de Deus já não mais pode separar-se dela. E assim como no céu, Deus se vê no homem pela união hipostática do Verbo feito Homem, assim quis estar na terra, a fim de que os homens não estivessem separados d’Ele.

Oh! Amor infinito! Por que permites que os homens cegos esqueçam tão grande bem e o percam pelo pecado, o único que pode impedir a união da tua bondade com eles? Mas, ó, meu Deus, qual é a causa do desse pecado? É o amor próprio desordenado: impede que a tua santíssima vontade seja inteiramente realizada. A ele renuncio de todo meu coração, e escolho tua santa e divina vontade para ser o guia absoluto de minha vida.

ESCUTANDO A PALAVRA DE DEUS – (João 4,23-24)

“No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura. Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade".


domingo, 4 de junho de 2023

Admissão da JMV Paulo VI (BH-MG, Brasil)




No dia em que celebramos a Solenidade da Santíssima Trindade (04/06/2023), às 15h, na Comunidade São José Operário, tivemos a honra de celebrar também a admissão do grupo JMV Paulo VI à Associação Internacional Juventude Mariana Vicentina. Grupo este que é fruto de um trabalho inicial de 2021, quando se formou uma Comissão Local de Juventude, apresentando em dezembro do mesmo ano um projeto para o trabalho com a pastoral juvenil na Paróquia Pai Misericordioso.


No dia 03 de abril de 2022, reúne-se pela primeira vez, na Comunidade São José Operário os primeiros membros do atual grupo, que conhecendo mais sobre a espiritualidade Mariana e Vicentina abraçaram a proposta do grupo e hoje fazem real o sonho de Maria, quando em 1830 revelou a Catarina: “Desejo que seja fundada uma Associação de Jovens, sobre a qual derramarei abundantes graças”.


A celebração foi presidida pelo Pe. Cleber Teodósio, CM e concelebrada pelo Pe. Weliton Martins, CM. Estiveram presentes as Irmãs Assessoras, local: Ir. Lúcia e Provincial: Ir. Marlene, bem como o Presidente da JMV Província de Belo Horizonte, Maik. E como convidados, fizeram-se presentes, ainda, membros da JMV Cap. Eduardo e MISEVE São João Gabriel Perboyre.


O Grupo local tem como coordenação: Artur e Yan na presidência, Cinthia e Maik na secretaria e Gabriel e Vitória na tesouraria. Tendo como assessores a Ir. Lúcia e o Pe. Cleber. Na celebração de hoje o grupo com uma dezena de jovens foi admitido, receberam medalhas milagrosa - distintivo do grupo, estrearam camiseta e estandarte - doado pelo nosso Pároco, Pe. Gentil.


Depois da missa houve uma recepção na cada da Simone, mãe do presidente Artur, onde se pode degustar de quitutes, jogos, coreografias e muita alegria em celebrar a vida como grupo Mariano Vicentino.


Agradecemos a todos que colaboraram para a caminhada do grupo e pela celebração de hoje. Deus os abençoe a todos e os recompense por suas generosidades.


Continuemos com o coração aberto, para ser como Jesus, amar como Maria e construir como São Vicente, bem como viver como discípulo missionário, contemplar os ensinamentos de Deus e servir Cristo na pessoa dos pobres.


Com Jesus, Maria e São Vicente, nós somos força!


Veja o video que resume a celebração:



sábado, 27 de maio de 2023

400 anos do "Lumiere Luisiana": O Ephatá que deu origem à Companhia



"É verdade que tenho um carinho especial pela festa de Pentecostes e que este tempo de preparação me é muito querido" (Santa Luísa de Marillac).

 

Estas belas palavras de Santa Luísa motivam a Pequena Companhia do mundo inteiro a viver esta linda Festa de Pentecostes, deve ser um momento muito querido para cada uma de vocês. Tenho a certeza que se quisermos ser fiéis ao Espírito de Santa Luísa temos que reconhecer a grande importância que o Espírito Santo teve na sua vida, um caminhar espiritual, vocacional e apostólico, é ela mesma e as constituições em vigor que plasmam esta bela expressão, “as Filhas da Caridade dependem do Espírito Santo”

 

A Luz do Espírito Santo marcou fortemente a sua vida e vocação, esta especial experiência do Espírito na sua vida definiu também a vida da sua amada Companhia, e por isso deve delinear também a vida e a vocação de cada uma das suas filhas, por algo as Constituições chamam todas as irmãs a “depender do Espírito Santo” (C.17c)

 

Este carinho especial de Santa Luísa pelo Espírito Santo e pela festa de Pentecostes deve nos motivar a nos prepararmos o melhor possível para que esta celebração seja um novo nascimento de luz em nossas vidas, e para que possamos viver mais uma vez o que Santa Luísa diz ao escrever a São Vicente, a 3 de Junho de 1645, dizendo que o Pentecostes é a "GRANDE FESTA".


 

Mas este ano de 2023, é em suma “UMA GRANDE FESTA", "UMA GRANDE SOLEMNIDADE", o grande evento de 400 anos da experiência mística Luisiana do Espírito Santo, origem e criador da Pequena Companhia, lindo texto escrito na caligrafia de Santa Luisa que expressa aquela grande luz que superou seus medos, medo, preconceitos, preocupações, um texto que já é muito antigo, dobrado que ainda guardamos, e esperamos, que em breve esteja nas mãos das Filhas da Caridade, como nos foi dito, um texto que Santa Luísa encarnou em seu coração e que naquelas cartas que escreveu naquele papel, sempre carregava consigo em sua roupa, como um grande presente e dom do Espírito Santo em sua vida, foi como uma luz e força em seu caminho em que via tudo como luz do Espírito e caminho da Providência de Deus, por isso podemos dizer que Santa Luísa de Marillac é a "Santa do espírito Santo"

Aquele belo texto da Lumiere nos lembra os 400 anos da origem da Companhia como o "grande dom do Espírito Santo à Igreja e aos pobres", embora sempre recordemos o ano de 1633 como a fundação da Companhia, devemos humildemente reconhecer e celebrar que "tudo começou no Pentecostes de 1623, com a luz mística do Espírito Santo que chamamos de "lumiere" que já manifestava que Santa Luísa com um grupo de mulheres que com idas e vindas serviriam aos pobres"

 

Há vários anos, destaquei numa reflexão "O Pentecostes das Filhas da Caridade", enfatizamos que essa dependência do Espírito Santo em cada Filha da Caridade era um chamado a viver na luz, o aspecto de luz e luminosidade em cada uma delas, em sua vocação de amor e serviço, evocando o belo mosaico cheio de raios de luz do Espírito Santo em seu túmulo na Rue du Bac.

 

Que a Festividade de Pentecostes que se aproxima nos motive a rezar pela Companhia que é chamada a reviver a experiência de um Pentecostes constante, revivamos em nós a experiência e o ensinamento de Santa Luísa que foi a “mulher do Espírito Santo”.


 

Nunca esqueçamos as palavras de São Vicente após a morte de Santa Luísa, "que se desejavam ser uma verdadeira Filha da Caridade, deveria olhar e imitar as virtudes de Santa Luísa, e Santa Luísa deveria ser um espelho onde vocês se poderia enxergar". A Companhia e cada Filha da Caridade vivem este tempo um EPhATÁ, como deixar o Espírito Santo se abrir, e “abrir-se ao Espírito Santo”, a Const. 17c, convida-nos a que todas as Filhas da Caridade, ao depender do Espírito Santo, se tornem dóceis à vontade dos desígnios de Deus.

 

A experiência de Santa Luísa não foi apenas uma luz do Espírito como um movimento descendente sobre ela, mas ela também fez a sua parte, colaborou e fez um movimento ascendente espiritualmente e aberta ao Espírito, não se fechou em si mesma, não permaneceu em seus medos ou olhares humanos, ela não estagna ou imobiliza, ela se abre para o fogo de Deus, para a luz de Deus, Deus dá graça a sua vida e ela faz EPHATÁ e faz a parte dela para que o Espírito Santo aja.

 

 

Nestes 400 anos da "Lumiere", precisamos nos abrir, e viver o Ephatá de nossos ouvidos, Ephatá de nossa mente, Ephatá de nossos olhos, o Ephatá de nossos corações para poder cumprir o que Deus espera de nós, e cumprir seus desígnios, amando e nos transformando à imagem do Cristo ressuscitado para aqueles que nos rodeiam, especialmente para nossos mestres e senhores.

 

Se queremos celebrar esta grande festa e este grande evento de Pentecostes e Lumiere, em seus 400 anos de Companhia, imitemos Santa Luísa e vivamos um EPHATÁ PERMANENTE para sermos dóceis e dependentes do Espírito Santo em nossa vida pessoal e comunitária, em nossa vida espiritual e apostólica. Não poderemos viver a plenitude do Espírito Santo que desce até nós, se não imitarmos Santa Luísa de Marillac que foi a "mulher do Ephatá", "a mulher do Espírito Santo", que abriu vida, abriu todo o seu ser, as suas luzes e as suas sombras, os seus medos e preocupações e recebeu a luz e a força do Espírito Santo.

 

Façamos esta experiência do Espírito Santo na nossa vida e nas nossas comunidades, como a viveu Santa Luísa, como nos convidam as Constituições e o documento Inter Assembleia, tudo se pode atravessar, tudo se pode abrir com as chaves do Espírito e viver ações concretas em nossas vidas e em nossas comunidades locais. O Espírito Santo sempre sopra, sempre inspira, sempre ilumina, sempre mostra um caminho para ir além... basta viver o EPHATÁ... deixe-se abrir pelo Espírito Santo, e coloque tudo de sua parte e abra sua todo o ser, mente, vida e coração, suas dúvidas e certezas humanas, suas tristezas e alegrias, seu desânimo e indiferença... Sim! Coloque tudo de sua parte, não esconda nada para poder VIVER A SUA PRÓPRIA LUMIERE como Filha da Caridade, e lembre-se: Ephata! Isso não acabou, pelo contrário, é o começo do caminho. (Irmã François Petit).

 


               Pe. Fernando Macías, CM

Provincia do Chile

 

 

quinta-feira, 25 de maio de 2023

MEDITAR A PALAVRA COM SÃO VICENTE DE PAULO


A Palavra está muito perto de ti: 
em tua boca e em teu coração, para que o ponhas em prática"

 (Dt 30,4).

 O Salvador, sabeis o que meu coração quer dizer; ele se dirige a vós, fonte de misericórdia; vede seus desejos que não tendem senão a vós, não aspiram outra coisa senão a vós, não querem senão a vós. Digamos muitas vezes: "Ensinai-nos a orar'. Concedei-nos, Senhor, este dom da oração; ensinai-nos vos mesmo como devemos rezar. É o que vos pedimos, hoje e todos os dias, com confiança, com muita confiança em vossa bondade" (SV XI, 222).

 

 Itinerário da Oração Mental Vicentino

 I. PREPARAÇÃO

 "É muito importante fazer bem esta preparação, colocando-se devidamente na presença de Deus, porque disso depende todo o desenvolvimento da oração" (SV XI, 405).

 ·         Colocar-se na presença de Deus

Tomo consciência de que Deus me conhece, vê e escuta.

·         Pedir a graça de rezar bem

Oriento para o Senhor meu coração e meus pensamentos.

·         Recordar ou escolher um tema

Leio e medito um texto bíblico ou um texto espiritual.

 "Começai sempre todas as vossas orações pela presença de Deus. Considerai que, embora não vejamos a Deus, a fé nos ensina a reconhecer sua santa presença em toda parte, penetrando intimamente todas as coisas e até mesmo os nossos corações" (SV IX, 4).

 

 II. CORPO DA ORAÇÃO

 1º passo: Natureza | Refletir sobre o tema: o que é, o que ele me sugere, em que consiste tal mistério, virtude ou máxima?

"Se guardardes esta prático, eu vos asseguro que progredireis na virtude mediante os conhecimentos que Deus vos dará. E sentireis os impulsos de seu amor" (SV X, 589).

 2º passo: Motivos | Comprometer o coração: quais as razões que me animam a viver este mistério, a buscar esta virtude ou máxima, a assumir esta atitude?

"A vontade segue a luz do entendimento e se inclina para o que se lhe propõe como bom e desejável" (SV XI, 406).

 3º passo: Meios | Tomar uma resolução prática: como posso ou devo fazer para concretizar a inspiração suscitada na oração?

"Não é suficiente sentir bons afetos. É necessário dar um passo a mais e chegar à resolução de trabalhar, com todo interesse, para adquirir esta virtude, propondo-se a praticá-la e a realizar seus atos. Este é o ponto mais importante e o fruto que se deve tirar da oração" (SV XI, 406).

 

 

 III. CONCLUSÃO

 "Para terminar, demos graças a Deus pelas luzes e graças que nos concedeu na oração e pelas resoluções que nos inspirou. E peçamos sua ajuda para poder executar, o quanto antes, aquilo a que nos propusemos (SV XI, 407).

 ·         Agradecer a Deus pela oração

Dirijo-me diretamente ao Senhor, expressando minha gratidão.

·         Revisar a resolução

Sintetizo o propósito e guardo-o na memória do coração para colocá-lo em prática

·         Oferecer a Deus a resolução

Peço ao Senhor a graça de levar a bom termo o compromisso assumido em sua presença.

 "Sim, meu Deus, eu me proponha a entrar na prática do bem que nos ensinastes. Sei que sou fraco, mas, com vossa graça, tudo posso e tenho confiança de que vós me ajudareis. Pelo amor que vos leva a ensinar-nos vossa santa vontade, eu vos imploro que nos concedais a força e a coragem de realizá-la (SV IX, 10).

segunda-feira, 24 de abril de 2023


 

[Vicente de Paulo, Menino] 🎂🎉🎈🎁🤗


Neste 24 de abril comemoramos o aniversário de São Vicente de Paulo. São 442 anos de seu nascimento, em Pouy, na França.

  

Patrono da Caridade e de uma história de vida extraordinária, Vicente é Pai do Carisma Vicentino. 


Fundou dentre outras obras um Instituto chamado "Pia Associação“ (1625), logo: "Missão“ (1627) e desde, 1633: "Congregação a Missão“ com o fim de melhor evangelizar e servir os pobres. 


São Vicente de Paulo, Rogai por nós!

quinta-feira, 16 de março de 2023

Novena Vocacional Vicentina em Honra a São José 2023



Tema: A exemplo de São José, chamados a assumir nossa vocação como Graça e Missão.

" ...para pedir a Deus pelos méritos e as orações de São José, [...] que envie bons operários para a Companhia, a fim de trabalhar na sua vinha”. São Vicente de Paulo, V, 1720

 

 

Sinal da Cruz, Invocação do Espírito Santo.

Canto

Hino do Ano Vocacional

(Letra: Dom Pedro Britto / Música: Pe. Wallison Rodrigues) 


1. Subiremos a montanha, qual Jesus.

Passaremos dia e noite em oração.

Ouviremos o Senhor a nos chamar

A uma nova estação vocacional.

E o convite pra com Ele hoje estar

Numa Igreja toda ela sinodal.

 

Emaús é aqui, onde arde o coração!

Emaús é aqui, onde os pés se moverão!

Emaús é aqui, com graça e oração!

 

2. Desceremos da montanha, com Jesus.

Trilharemos o caminho de Emaús,

A procura de irmãos crucificados,

A uma nova estação vocacional.

Aquecer os corações desconsolados,

Numa Igreja toda ela sinodal.

 

Emaús somos nós, uma Igreja em saída,

Emaús somos nós, juventudes reunidas.

Emaús somos nós, no cuidado com a vida!

3. Abriremos nossos olhos, em Jesus,

Quando Ele nos falar ao coração.

Mesa pronta, pão partido e partilhado,

Por uma nova estação vocacional,

Ele está e ficará ao nosso lado,

Numa Igreja toda ela sinodal.

 

Emaús é assim: Despertar a multidão!

Emaús é assim: Discernir a vocação!

Emaús é assim: Como graça e missão!

 

4. E seremos missionários, qual Jesus,

Indo em busca destas novas gerações,

Com Maria, pelos campos e cidades,

Por uma nova estação vocacional.

No Espírito formar comunidades,

Numa Igreja toda ela sinodal.

 

Emaús é aqui: Ao levar consolação.

Emaús somos nós, Onde houver desolação.

Emaús é assim: Uma graça e vocação!


 

 

 

Oração Inicial para todos os dias

 

Oração do III Ano Vocacional do Brasil

Senhor Jesus, enviado do Pai e Ungido do Espírito Santo, que fazeis os corações arderem e os pés se colocarem a caminho, ajudai-nos a discernir a graça do vosso chamado e a urgência da missão.

Continuai a encantar famílias, crianças, adolescentes, jovens e adultos, para que sejam capazes de sonhar e se entregar, com generosidade e vigor, a serviço do Reino, em vossa Igreja e no mundo.

Despertai as novas gerações para a vocação aos Ministérios Leigos, ao Matrimônio, à Vida Consagrada e aos Ministérios Ordenados.

Maria, Mãe, Mestra e Discípula Missionária, ensinai-nos a ouvir o Evangelho da Vocação e a responder com alegria.

Amém!

São José: Rogai por nós.

 

Oração Final para todos os dias

 

Oração Pelas Vocações Vicentinas

"Senhor, mandai bons operários à vossa igreja, mandai missionários e missionárias, como convêm que sejam, para que trabalhem de modo eficaz na vossa vinha; pessoas, meu Deus, desapegadas de si mesmas, das suas comodidades e dos bens terrenos. Não importa se em pequeno número, contanto que sejam bons. Senhor, concedei esta graça à vossa Igreja." - São Vicente de Paulo (cf. Coste, XI, 357).

São Vicente de Paulo: Rogai por nós!

 

 

 

 

 

 

 

APRESENTAÇÃO

A Igreja no Brasil está vivenciando o 3º Ano Vocacional que tem como tema: “Vocação, Graça e Missão” e lema: “Corações ardentes, pés a caminho”. Nesta motivação apresentamos a novena vocacional vicentina em honra a São José, patrono da Igreja e padroeiro das vocações.

São José foi chamado por Deus para a missão de ser o pai adotivo de Jesus e companheiro de Maria. Sua missão foi constantemente colocada à prova pelos desafios assumidos ao ser o guardião da Sagrada Família. Mas, possuindo um coração que ardia pela missão de obedecer ao chamado de Deus, seguiu com coragem e colocou os pés a caminho num contínuo progresso de discernimento da vontade de Deus e da sua própria vocação.

São Vicente de Paulo não hesitava em recorrer a São José para alcançar a proteção em momentos de dificuldades e para que surgissem mais vocações missionárias para a Igreja. " ...para pedir a Deus pelos méritos e as orações de São José, [...] que envie bons operários para a Companhia, a fim de trabalhar na sua vinha”. SV, V, 1720.

Por isso, queremos que essa novena seja um momento rico de oração e reflexão em família e em comunidade, pedindo a Deus, por intercessão de São José, para que assumamos a graça da nossa vocação, sempre com os corações ardentes e os pés a caminho.

 

 

Pe. Allan Júnio Ferreira, CM

Serviço de Animação Vocacional Vicentino.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Primeiro dia: São José, vocacionado do Pai

 

Leitor 1: Na origem de toda genuína vocação, está um encontro decisivo com o Senhor, pois não basta ser informado do que outros dizem, é preciso encontra-lo e vislumbrá-lo nos caminhos da História (Texto Base, n. 22).

Leitor 2: São José experimentou em sua vida esse encontro decisivo com o Senhor, mesmo que, por vezes, se sentisse inseguro quanto ao seu chamado. As dúvidas e as incompreensões fazem parte do discernimento vocacional, cabe a cada um de nós confiar no chamado que Deus nos faz, colocando tudo o que somos em suas mãos.

Evangelho: Mt 1, 18-21

Silêncio. Oração e partilha.

Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai

 

Segundo dia: São José, vocação que é con-vocação

 

Leitor 1: É bom lembrar, também, que toda vocação é con-vocação, ou seja, somos chamados a caminhar juntos no seguimento do Mestre e no empenho pessoal e conjunto de manifestar sua presença no mundo – configurados e conformados a Ele – sendo portadores de vida e esperança, mesmo em tempos sombrios como estes que ora atravessamos. Somos chamados e chamadas a ser povo de Deus, discípulos missionários e discípulas missionárias, para servir com alegria. (Texto Base, n. 22).

Leitor 2: São José foi chamado e, sobretudo, convocado por Deus para assumir a sua vocação. Essa convocação não é imposição, mas um projeto de vida e salvação que impulsiona a pessoa a assumir com a alegria o seu chamado. Em São José vemos essa prontidão, uma ação que se traduz no serviço generoso ao Reino de Deus.

Evangelho: Mt 1, 22-25

Silêncio. Oração e partilha.

Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai

 

 

 

 

 

Terceiro dia: São José, escuta e contemplação dos mistérios de Deus

 

Leitor 1: A vocação é dom, é graça. A Igreja, e consequentemente cada um de nós, participa respondendo ao dom recebido de forma gratuita e generosa. Todos são presenteados por Deus com sua vocação. (Texto Base, n. 32).

Leitor 2: São José fez da sua vida um diálogo com Deus no silêncio. Não temos, nas Sagradas Escrituras, falas desse grande homem que soube ouvir a voz de Deus através dos sinais, sonhos e acontecimentos da história. O que temos são narrativas que nos mostram o quanto São José experimentou a graça de Deus em sua vida no cotidiano da sua missão de pai.

Evangelho: Lc 2, 10-18

Silêncio. Oração e partilha.

Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai

 

Quarto dia: São José, missionário com os pés a caminho

 

Leitor 1: Para (o papa) Francisco, assumir um estilo missionário é fazer que a mensagem do Evangelho “chegue realmente a todos sem exceções nem exclusões” (EG, n. 46). “Igreja em saída” é, antes, uma Igreja que sai da comodidade dos seus templos para ir ao encontro do outro, mas é também uma igreja capaz de abrir suas portas para acolher todos aqueles que queiram entrar. (Texto Base, n. 160)

Leitor 2: A missão como peregrinação, estar em constante movimento e em saída, é uma marca de São José. O protetor da Sagrada Família não media esforços para cumprir a Lei de Deus, deslocando-se com sua família por longos caminhos. Também foi ágil em entender os riscos que corriam e se pôs logo a caminho para uma terra estrangeira, onde poderiam viver em segurança, mas também testemunhar o amor e a misericórdia de Deus que é para todos os povos e nações.

Evangelho: Mt 2, 13-15

Silêncio. Oração e partilha.

Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai

 

 

 

 

Quinto dia: São José, a vocação para o trabalho

 

Leitor 1: Por meio do Decreto Apostolicam Actuositatem, o Concílio Vaticano II evidencia o papel dos cristãos leigos e leigas para a vida e a missão da Igreja e fala de sua vocação ao apostolado. Por apostolado o Concílio entende toda a atividade que ordene o mundo para Cristo. Por este caminho, a Igreja reconhece a importância da vocação de cada batizado, que, de diversas maneiras, coloca-se a serviço de maneira ativa, participando do Corpo de Cristo. Assim toda vocação cristã é, sem dúvida, vocação ao apostolado. (Texto Base, n. 30).

Leitor 2: Na humilde carpintaria em Nazaré, São José educou e transmitiu o seu ofício ao seu filho Jesus. Foi em um lugar simples, em uma cidadezinha do interior e no seio da família, que o menino crescia em sabedoria, estatura e graça. As famílias são verdadeiras igrejas domésticas, chamadas a ser lugar de acolhida, oração e cuidado.

Evangelho: Mt 13, 53-56

Silêncio. Oração e partilha.

Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai

 

Sexto dia: São José, em constante discernimento

 

Leitor 1: Jesus chama. O chamado de Jesus ao seu seguimento é uma ação amorosa de Deus, é graça transformadora. Não depende dos méritos, dos estudos, da instrução própria ou da família, nem das riquezas, como nos mostra o chamado aos pescadores. Não acontece por sermos bons no que fazemos, sequer por sermos os melhores. [...] O chamado se dá apenas pelo amor gratuito de Deus, que deseja libertar, perdoar, salvar e plantar em toda parte as sementes do mundo novo, o Reino de Deus. (Texto Base, n. 101).

Leitor 2: Vocação é, também, discernir os sinais dos tempos, avaliar as situações com os olhos de Deus e tomar uma decisão madura e coerente. O chamado de Deus a São José não cessou quando ele disse o seu sim para ser o pai adotivo de Jesus, mas a sua vida foi um constante discernimento, alimentado pela sua justiça e pela fé em Deus que o chamara.

Evangelho: Mt 19-23

Silêncio. Oração e partilha.

Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai

 

Sétimo dia: São José, reflexo do amor de Deus pela humanidade

 

Leitor 1: A oração é um espaço para voltar a escutar Jesus, sua voz, seu chamado. Uma voz que também é presença, Cristo vivo. Por isso, é preciso abrir-se a ela, com coração dócil e orante, permitir que Jesus nos desafie e nos chame a uma mudança real de vida. (GeE, n.66). [...] O amor é sempre fecundo e nosso interlocutor é amor. Para Santa Teresa a oração é diálogo e amizade de amor, é “um trato de amizade com quem sabemos que nos ama” (Livro da Vida, 8, 5). (Texto Base, n. 111).

Leitor 2: Na experiência de fé de São José, certamente havia o espaço para a oração pessoal e comunitária. Sua experiência orante e filial fez dele o patrono da Igreja A oração é esse diálogo de amor de Deus pela humanidade. Os alicerces da vocação de São José podem ser entendidos pela sua fidelidade e intimidade com Deus na oração.

Evangelho: Lc 2, 27b-33.39

Silêncio. Oração e partilha.

Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai

 

Oitavo dia: São José, coração de Pai

 

Leitor 1: É na vocação da família cristã que Deus começa a transmitir o seu amor a todos os seus. O Matrimônio cristão como sinal do amor de Cristo pela sua Igreja torna-se porta ordinária da entrada do amor de Deus na família. Por isso, é necessário sempre o acompanhamento desta vocação, principalmente pelas equipes vocacionais e por todas as pastorais que, de alguma forma, acompanham os jovens que desejam esta graça. Isso porque o amor vivido nas famílias é uma força permanente para a vida da Igreja (AL, n.88). (Texto Base, n. 201).

Leitor 2: Quando contemplamos a imagem da Sagrada família, Jesus, Maria e José, vemos o cuidado e o carinho de Deus por todas as famílias. São José cuidou, protegeu e guiou a Sagrada Família, assumindo assim a sua vocação de Pai. O coração paterno de José deixou marcas em Jesus, que ficou conhecido como “o filho do carpinteiro” e crescia sendo “obediente aos seus pais”.

Evangelho: Lc 2, 41-52

·        — O Senhor esteja convosco!

·        — Ele está no meio de nós!

·        — Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

·        — Glória a vós, Senhor.

Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. Quando o menino completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. Passados os dias da Páscoa, voltaram, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. Pensando que o menino estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram a Jerusalém à procura dele. Três dias depois, encontraram o menino no Templo. Estava sentado no meio dos doutores, escutando e fazendo perguntas. Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com a inteligência de suas respostas. Ao vê-lo, seus pais ficaram emocionados. Sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que você fez isso conosco? Olhe que seu pai e eu estávamos angustiados, à sua procura”. Jesus respondeu: “Por que me procuravam? Não sabiam que eu devo estar na casa do meu Pai”? Mas eles não compreenderam o que o menino acabava de lhes dizer.

Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e permaneceu obediente a eles. E sua mãe conservava no coração todas essas coisas. E Jesus crescia em sabedoria, em estatura e graça, diante de Deus e dos homens.

·        Palavra da Salvação.

·        Gloria a vos, Senhor!

 

Silêncio. Oração e partilha:

Queridos irmãos e irmãs em Cristo,

Hoje, gostaria de refletir sobre um homem muito especial que é um modelo para todas as famílias hoje: São José. No Evangelho de Lucas, encontramos um episódio que nos ajuda a entender a importância desse grande santo em nossas vidas. É a passagem em que José e Maria procuram Jesus por três dias, depois de perdê-lo em Jerusalém.

O Evangelho nos diz que Jesus, aos doze anos, acompanhava seus pais na festa da Páscoa em Jerusalém. Após a celebração, quando voltavam para Nazaré, Jesus ficou para trás no templo, sem que seus pais percebessem. Quando finalmente notaram a ausência do menino, José e Maria ficaram desesperados e começaram a procurá-lo por toda a cidade.

Depois de três dias de busca incansável, encontraram Jesus no templo, conversando com os doutores da lei. José e Maria ficaram maravilhados com a sabedoria de seu filho e perguntaram-lhe por que ele havia feito isso com eles. Jesus respondeu que precisava estar na casa de seu Pai.

Nessa passagem, vemos o coração de pai de São José em ação.

1.     Ele era um homem que amava sua família e faria tudo por eles.

2.     Quando percebeu que seu filho estava desaparecido, não hesitou em procurá-lo, mesmo que isso significasse caminhar por três dias seguidos.

3.     José não ficou irritado com Jesus por tê-los deixado, mas sim (ficou) maravilhado com sua sabedoria de Jesus

Além disso, São José era um homem de fé profunda e grande confiança em Deus.

Quando Jesus explicou que precisava estar na casa de seu Pai, José entendeu que Deus tinha um plano para seu filho, e que ele precisava confiar nesse plano, mesmo que não o compreendesse totalmente.

Esses traços de São José são um modelo para todas as famílias hoje.

1.     José nos ensina a importância do amor, da paciência e da confiança em Deus.

2.     Ele nos mostra que devemos estar dispostos a fazer sacrifícios pelos nossos entes queridos e que devemos sempre colocar nossa fé em Deus, mesmo nos momentos mais difíceis.

Assim, que possamos seguir o exemplo de São José em nossas vidas.

1.     Que possamos ser pais e mães amorosos, pacientes e confiantes em Deus.

2.     E que, acima de tudo, possamos ensinar nossos filhos a amar a Deus e a confiar em sua vontade, assim como São José ensinou Jesus.

Que Deus abençoe a todos nós e nossas famílias. Amém.

 

Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai

 

Live do 8º Dia da Novena com Pe. Allan, e convidado especial, Pe. Cleber.

 

Nono dia: São José, vida configurada aos pobres

 

Leitor 1: Discernir o chamado nos abre a solidariedade humana, na mesa em que todos somos irmãos, compreendemos que ninguém pode ficar de fora, quem está dentro deve permanecer no amor e quem está fora deve ser atraído pelo testemunho fraterno daqueles que estão ao redor da mesa. [...] Além do mais, “é necessário evitar a separação entre culto e misericórdia, liturgia e ética, celebração e serviço aos irmãos”. Aquele que partilha do pão que dá vida ao mundo (Jo 6, 51), deve nutrir no seu coração esse sentimento que gera uma atitude concreta de serviço ao próximo, em um incessante: viu, sentiu compaixão e cuidou dele (Lc 10, 33-34). (Texto Base, n. 187).

Leitor 2: “Nesta vocação somos muito semelhantes a Jesus Cristo que, a meu ver, vindo ao mundo, tinha por finalidade principal assistir os pobres e cuidar deles (‘O Senhor me enviou para anunciar o Evangelho aos pobres’). Se perguntássemos a Nosso Senhor: ‘Que vieste fazer na terra?’ ─ ‘Assistir os pobres’. ─ ‘O que mais?’ ─ ‘Assistir os pobres’, etc.” SV, XI, 86

Evangelho: Jo 1, 43-46

Silêncio. Oração e partilha.

Pai Nosso. Ave Maria. Glória ao Pai