quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Santa Gianna Beretta Molla

 


Santa Gianna é patrona dos médicos, dos nascituros, das grávidas e das famílias. Titulada pelo Papa São João Paulo II como "Mãe de Família" e descrita como “uma mãe que, para dar à luz seu bebê, sacrificou a sua própria vida em uma imolação deliberada”.

 

 

Biografia

 

Gianna Beretta Molla nasceu em 04/10/1922, em Magenta (Itália), logo foi batizada e, com cinco anos, recebeu a 1ª Eucaristia. Pertencia a uma família católica praticante, teve 12 irmãos. Sua mãe faleceu quando ela tinha 20 anos, seguida pela morte de seu pai, quatro meses depois. Tempo que passou a exercer cada vez mais as atividades da Ação Católica e da Sociedade de São Vicente de Paulo em uma Itália e tensão do período entre as duas grandes guerras e marcada pelo fascismo. Dedicou-se aos estudos formando em Pediatria. Trabalhando na área, desejou viajar para Grajaú - Maranhão (Brasil), onde um dos seus irmãos, Frei Alberto, fazia missão, porém, por ter uma saúde fragilizada, foi orientada a permanecer na Itália. Resolveu casar-se e formar família, morrendo em 28/04/1962, em Milão, por complicações de sua sexta gestação. Sendo beatificada e canonizada por João Paulo II em 1994 e 2004, respectivamente. É uma “santa da porta ao lado” como nos diria hoje, o Papa Francisco, por ser uma esposa, mãe, trabalhadora, de vida normal, que gostava de moda, montanha, carreira, família, ou seja, uma Santa da Vida Cotidiana.     

 

 

1. Foi "médica dos pobres"

 

Segundo indica sua biografia, ela “preferia os pobres entre seus pacientes”, assim como as mulheres grávidas, as crianças e os idosos.

 

Costumava dizer santa Gianna: “Não esqueçamos que nos corpos de nossos pacientes existe uma alma imortal. Sejamos honestos e médicos de fé.” Por isso, incentivava as grávidas a terem seus filhos como um presente de Deus e a recusar o aborto.

Na juventude, vivida com alegria e, praticava alpinismo e esqui enquanto estudava Medicina, soube muito bem unir sua fé a um compromisso generoso de apostolado entre os jovens da Ação Católica e à caridade para com os pobres, assistidos pela Sociedade de São Vicente de Paulo.

 

Como Vicente de Paulo, Gianna teve a graça de enxergar Cristo na pessoa dos pobres. Sua Profissão era exercida como Vocação. Assim como o Padre tocava todos os dias no Cristo Consagrado, também Gianna via e tocava em Cristo sofredor nos pobres enfermos que cuidava.  

 

 

2. Difundiu sua devoção por Nossa Senhora

 

Santa Gianna foi muito devota de Nossa Senhora. Quando sua mãe morreu, ela disse a Maria: "Confio em vós, doce mãe, e tenho certeza de que nunca me abandonará". Ela falava sobre a Mãe de Deus para as jovens dos grupos que participava e nas cartas dirigidas ao seu namorado, Pietro. O buquê de flores de seu casamento ela doou ao altar de Nossa Senhora, da qual era muito devota.

 

Gianna era tímida, mas o seu namorado Pierre era mais. Ciente de que ele seria o esposo certo para ela, escreveu-lhe em 21/02/1955:

 

"Querido Pietro, eu realmente quero fazer você feliz e ser o que você deseja, boa, compreensiva e pronta para os sacrifícios que a vida exigir de nós. Já te amo e é a você que pretendo me entregar para formar uma família verdadeiramente cristã. Até mais, querido Pietro. Perdoe-me por tamanha intimidade, mas esse é meu jeito de ser. Até qualquer hora, com carinho. Gianna"

 

Podemos imaginar a alegria de Pietro, que imediatamente respondeu à carta, que Giana recebeu no dia seguinte:

 

"Eu te amo, minha querida Gianna. Eu não poderia receber maior e mais desejada graça de nossa Mãe Celestial, Nossa Senhora do Bom Conselho, que sempre invoco na minha pequena Igreja em Ponte Nova. Meu amor é seu e quero formar uma família com você. Quero fazer-lhe feliz e entendê-la. Me perdoe por não começar falando mais claramente. Obrigado por sua ajuda e confiança. Com todo o meu amor. Pietro.”

 

Viveram seu noivado como um momento de graça. E rezavam para a família quem estavam prestes a formar. Os dois combinaram de participar das missas em suas cidades e comungar, de modo que em Cristo eles se uniam cada vez mais. E assim seguiram uma história de castidade e namoro santo. Receberam o sacramento do amor na Basílica de Magenta em 24/09/1955.

 

Pietro era engenheiro e trabalhava numa fábrica em Ponte Nova. Já casado, rezavam pela graça dos filhos. A oração de Pietro era: “Querida esposa, possa o Senhor e Maria abençoar nosso amor e torná-lo fecundo e nos dar a graça de trazer nossos filhos ao seu altar e consagrá-los a Ele.”

 

Suas preces foram ouvidas e o casal trouxe ao mundo quatro filhos. Três deles nasceram em casa em Ponte Nova: Pierluidi – Novembro 1956, Mariolina – Dezembro 1957 e Laura - Julho 1959. Gianna teve dois abortos espontâneos, por fim o parto final em Milão, no qual nasceu Gianna Emanuela – Abril 1962.

 

 

3. É possível alcançar a santidade no matrimônio.

 

Gianna conheceu o seu marido em uma missa, em 1954. Ele também pertencia à Ação Católica. Gianna foi "uma esposa feliz" e "soube harmonizar, com simplicidade e equilíbrio, seus deveres como mãe e médica". Pietro apoiou-a em sua decisão de não abortar seu bebê, como alguns médicos sugeriram, para salvar sua vida, e após a morte de Gianna, o marido nunca se casou novamente e cuidou dos quatro filhos. O coração de pai sofreu grande dor, dois anos depois da partida de Gianna, quando, por uma complicação pulmonar, Mariolina também vem a óbito.  

 

 

4. Recusou-se a fazer um aborto "terapêutico"

 

No início da sexta gravidez, os médicos detectaram um tumor no útero de Gianna e sugeriram três opções:

a)      Um aborto, que salvaria a sua vida e permitiria que tivesse mais filhos, mas custaria a vida de seu bebê;

b)      Uma histerectomia completa, que também pouparia a sua vida, mas não, a vida do bebê; e

c)      A remoção do fibroma apenas, com potencial para complicações, mas que poderia salvar a vida de sua filha.

 

Gianna escolheu a terceira opção, com fé, respeito à vida e amor à filha, que nasceu de uma cesariana em 21 de abril de 1962. Porém, uma semana após dar à luz, Gianna faleceu de peritonite séptica.

 

Antes do parto, Santa Gianna disse aos médicos: “Se for necessário decidir entre a minha vida e a da criança, não duvidem; eu exijo que escolham a dela. Salvem-no”. Pois a Santa considerava que seu bebê "tinha os mesmos direitos de viver" que seus outros três filhos e que ela "era apenas o instrumento da Providência para que aquela nova criaturinha viesse ao mundo".

 

 

5. Sua última filha nasceu no Sábado Santo

 

Gianna deu entrada na maternidade na sexta-feira da Paixão e sua filha nasceu, por cesariana, em 21 de abril de 1962, um sábado Santo.

 

Uma hora após o parto, Santa Gianna começou a sofrer dores abdominais e febre devido à peritonite séptica. Sua condição piorou nos dias seguintes. No meio dos sofrimentos, recebeu a Eucaristia e não parou de pronunciar jaculatórias de amor a Jesus. Descansando em Deus, sete dias depois, 28 de abril, aos 39 anos. Seu funeral foi na Igreja de Nossa Senhora do Bom Conselho, onde rezava e ia à missa nos seis anos e meio de seu casamento.

 

 

6. Uma carta de amor foi lida diante de milhares de famílias

 

Gianna é Padroeira das Famílias. Em 26 de setembro de 2015, durante o Encontro Mundial das Famílias, realizado na Filadélfia (Estados Unidos), Gianna Emanuela leu uma carta de amor que sua mãe escreveu ao seu pai quando ambos ainda namoravam. Depois, a filha da santa cumprimentou o Papa Francisco e lhe presenteou com uma relíquia de segundo grau de sua mãe. Como seu corpo ainda não foi exumado, não se tem relíquia de primeiro grau da Santa.

 

 

7. Teve três irmãos consagrados

 

Segundo sua biografia, santa Gianna foi a décima de treze filhos e três de seus irmãos optaram pela vida consagrada.

 

Seu irmão Enrico pertenceu à Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e foi missionário no Brasil. Giuseppe, outro de seus irmãos foi sacerdote na diocese italiana de Bérgamo, e sua irmã Virginia foi religiosa na congregação das Filhas da Caridade Canossianas.

 

A irmã Virginia disse uma vez que, enquanto eu estava na Índia como missionária, “de forma inesperada e providencial, o Senhor me fez voltar para a Itália a tempo para ver Gianna, apenas quatro dias antes de sua morte. Assim, pude ajudá-la e confortá-la naqueles momentos tão dolorosos e preciosos aos olhos de Deus, e guardo uma lembrança viva destes momentos”.

 

 

8. Conclusão

 

Com dois milagres realizados no Brasil: Maranhão (Cura de uma fistula pós-parto da jovem protestante Lúcia Cirilo em 22/10/1977) e São Paulo (Nascimento saudável da filha de Elizabeth Comparini gestada em uma placenta sem líquido amniótico), Gianna Beretta Molla foi beatificada por são João Paulo II em 24 de abril de 1994, durante o Ano Internacional da Família, e canonizada pelo mesmo Pontífice em 16 de maio de 2004. Na cerimônia estavam presentes o seu marido, Pietro Molla, suas filhas Gianna Emanuela e Laura, e o filho Pierluigi. Foi a primeira vez em que uma pessoa presenciou a canonização de seu cônjuge.

 

Vale ressaltar que quando atendia seus pacientes, Gianna não prestava apenas um serviço comum. Ela os ouvia falar de suas dores e necessidades. Após a sua morte, foi descoberto que eles não saíam do consultório sem terem seus problemas resolvidos. Ela procurava emprego para alguns e doava remédios a outros. Também, ocorreram muitas ocasiões em que Gianna mostrou seu ponto de vista e fé na vida, encorajando outras pessoas a sempre priorizarem as vontades de Deus.

 

Pietro Molla, seu esposo, disse: "Gianna era uma mulher esplêndida, mas absolutamente normal. Era bonita, inteligente. Gostava muito de sorrir. Era uma mulher moderna, elegante. Dirigia, amava a montanha e esquiava muito bem. Amava as flores e a música. Gostava muito de viajar. Uma mulher como tantas outras, mas com alguma coisa a mais: uma grande piedade e uma indiscutível confiança na Providência. Esta confiança ela nunca a abandonou, nem mesmo nos seus últimos meses de vida". Em carta enviada a seu cunhado, Frei no Brasil, Pietro escreve: "Que Gianna nos ajude, todos os dias, a subir um degrau do místico altar da santidade onde ela está esperando por nós, e quando Deus nos chamar, permita-nos uni-nos a ela no céu."

 

A filha salva pelo sacrifício da mãe, Gianna Emanuela Molla, disse: "Meu pai costumava me dizer que a escolha da minha mãe foi determinada a ela pela sua consciência, como mãe e como médica, e que só pode ser compreendida na luz de sua grande fé, na sua forte crença no direito sagrado à vida, no heroísmo do amor materno e na confiança completa na Divina Providência. Devo agradecer não somente a Deus e à minha santa Mãe pelo dom da vida, mas também ao meu pai, porque ele não se opôs à decisão de minha mãe, mas sim respeitou a escolha dela". E continua Emanuela, que atualmente deixou a profissão de Médica Geriátrica para se dedicar a divulgação da devoção de sua santa mãe: “Depois que meus pais faleceram, muita gente me diz que Deus me abençoou com pais santos. Todos os dias eu rezo para sermos dignos de unimo-nos a meu pai, minha mãe e a Mariolina. O caminho da cruz é certamente o caminho a seguir. Ele está inseparável da gloriosa ressurreição. É preciso que, como Maria, sustentemos o nosso Sim, à vontade de Deus. Mesmo caminhando com a nossa cruz, podemos ter alegrias, porque pelos pequenos gestos Deus nos fala ao coração.”

 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Para sempre seja louvado!

 

* * * * *

Oração à Santa Gianna Beretta Molla

Ó Deus, amante da Vida, que deste a Santa Gianna Beretta Molla responder com plena generosidade à vocação cristã de esposa e mãe, concedei por sua intercessão a graça (fazer o pedido), bem como, seguir fielmente os Teus Desígnios, para que resplandeça sempre nas nossas famílias a Graça que consagra o amor eterno e à vida humana. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Teu Filho, que é Deus, e vive e reina Contigo na Unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.”


 


sexta-feira, 29 de novembro de 2024

UMA HISTÓRIA DE NATAL por Victor M. Martell



 Era noite de Natal.  Um anjo apareceu a uma família muito rica e disse ao dono da casa:


 Trago-lhe uma boa notícia: esta noite o Senhor Jesus virá visitar a sua casa.


 A senhora ficou emocionada: ela nunca acreditou que fosse possível que esse milagre acontecesse em sua casa.  Procuro preparar um excelente jantar para receber Jesus.  Encomendo faisões, conservas e vinho importado.


 De repente, a campainha tocou.  Era uma mulher mal vestida, com rosto sofrido, com a barriga inchada de uma gravidez muito avançada.


 Senhora, você não teria algum trabalho para me dar?  Estou grávida e preciso muito de trabalho.  Mas será que é hora de se preocupar?  Volte outro dia, respondeu o dono da casa.  Agora estou ocupado com o jantar para uma visita importante.


 Pouco depois, um homem seboso bateu na porta.  Senhora, minha caminhonete quebrou aqui na esquina.  Por acaso você não teria uma caixa com algumas ferramentas que eu poderia emprestar?  A senhora, ocupada limpando os copos de vidro e os pratos de porcelana de Murano, ficou muito irritada: Você acha que minha casa é uma oficina mecânica?  Onde você viu pessoas se incomodarem assim?  Por favor, não suje a minha garagem com esses pés imundos.


 A anfitriã continuou preparando o jantar: abriu latas de caviar, colocou champanhe na geladeira, preparou alguns coquetéis.  Enquanto isso, alguém lá fora fazia barulho.  Será a hora de Jesus chegar, pensou ela com entusiasmo e com o coração acelerado foi abrir a porta.  Mas não foi Jesus.  Ele era um menino de rua maltrapilho, senhora, me dê um prato de comida.  Como vou te dar comida se ainda não jantamos?  Vá embora, vá embora, tenho muito trabalho.


 No final o jantar estava pronto.  Toda a família aguardava com entusiasmo a ilustre visita.  Porém, as horas se passaram e Jesus não apareceu.  Cansados ​​de esperar, começaram a beber os coquetéis, que logo começaram a fazer efeito no estômago vazio e o sono os fez esquecer os faisões e todos os pratos preparados.  Na manhã seguinte, ao acordar, a senhora se viu com grande horror diante de um Anjo.


 Um anjo pode mentir?  ela gritou.  Preparei tudo com cuidado, esperei a noite toda e Jesus não apareceu.  Por que você fez essa piada de mau gosto comigo?  Não fui eu quem menti, foi você quem não teve olhos para ver, disse o Anjo.  Jesus esteve aqui três vezes, na pessoa da mulher grávida, na pessoa do caminhoneiro e na pessoa da criança faminta.  Mas você não foi capaz de reconhecê-lo e acolhê-lo como a pobre pessoa que é.


Você será como aquelas pessoas que recebem um chamado do Senhor através de um morador de rua e ao verem o físico e as roupas viram a cabeça.  Não faça isso porque talvez o Senhor esteja te convidando para almoçar e você acredita que é para comprar bebidas alcoólicas, ou talvez drogas.



quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Logomarca do Jubileu da Igreja 2025: Peregrinos da Esperança



LEITURA TEOLÓGICA DO LOGOTIPO

A leitura teológica do logotipo do Jubileu 2025 revela um profundo simbolismo que convida à reflexão e à contemplação. Com um design que convida a uma observação atenta, ele expressa a intenção do Jubileu. Essa interpretação teológica nos inspira a aprofundar nossa fé e a abraçar com confiança a jornada que iniciaremos em 24 de dezembro de 2024.


4 FIGURAS

O logotipo apresenta quatro figuras estilizadas que indicam a humanidade vinda dos quatro cantos da Terra (vermelho, amarelo, verde e ciano).


CRUZ DE CRISTO

Um sinal de fé e esperança que nunca pode ser abandonado, especialmente nos momentos de maior necessidade (a primeira figura está agarrada à cruz, indicando a humanidade agarrada à fé).


ABRAÇOS E PEREGRINAÇÃO

A imagem mostra como a jornada do peregrino não é um evento individual, mas comunitário, cada vez mais em direção à cruz, com a marca de um dinamismo crescente que tende cada vez mais para a cruz, que não é estática, mas dinâmica e se inclina em direção à humanidade.


ÂNCORA DA ESPERANÇA

Na parte inferior da Cruz, que é prolongada na forma de uma âncora, ela se impõe ao movimento das ondas. Como sabemos, a âncora tem sido usada com frequência como metáfora da esperança. A âncora da esperança, de fato, é o nome dado na linguagem dos marinheiros à âncora de reserva, usada pelos barcos para realizar manobras de emergência para estabilizar o barco durante as tempestades.


ONDAS

É útil observar as ondas ao redor, que estão se movendo e agitadas, pois elas mostram que a peregrinação da vida nem sempre passa por águas calmas.


LEMA DO JUBILEU

Por fim, o lema do Jubileu 2025 “Pilgrims of Hope” (Peregrinos da Esperança) está destacado em verde como um guia para nossa meditação nessa peregrinação rumo ao Jubileu 2025.


#iubilaeum2025 #jubileo2025 #evangelizati #evangelization #vaticano #FeYReflexión #AñoSantoJubilar #AñoSanto #PeregrinosDeEsperanza


Fonte: corazondepaul

Vida de Santa Catarina Labouré



29 Novembro: Santa Catarina Labouré 


Aspectos da vida da santa:

  • 2 de maio de 1806: Nasce Catarina (Zoé) Labouré, em Fain-les-Moutiers (França), às 18 horas;
  • 3 de maio de 1806: Batismo de Catarina, a nona das onze filhas do fazendeiro Pierre Labouré e de Madeleine Louise Gontard;
  • 1815: morte de sua mãe;
  • 1818: primeira comunhão.
  • 21 de abril de 1830: ingressa no Seminário (Noviciado) das Filhas da Caridade em Paris.
  • Noite de 18/19 de julho de 1830: primeira aparição de Nossa Senhora na capela da rue du Bac.
  • Noite de 27 de novembro de 1830: Aparição da Medalha Milagrosa (a terceira aparição em dezembro do mesmo ano).
  • 5 de fevereiro de 1831: Catarina chega ao hospício de Enghien, onde serve humildemente aos pobres (cozinha, cuidados com os idosos, portaria) por 45 anos.
  • 30 de junho de 1832: Primeira cunhagem da Medalha Milagrosa (1.500 peças).
  • 1836: O arcebispo de Paris, após investigação canônica sobre as aparições e as graças concedidas aos fiéis por meio da Medalha Milagrosa, dá sua aprovação oficial.
  • 31 de dezembro de 1876: Morte de Catarina Labouré, às 19 horas, em Reuilly.
  • 28 de maio de 1933: Beatificação pelo Papa Pio XI. 
  • 27 de julho de 1947: Canonização pelo Papa Pio XII.
Desta aparição surgem duas associações:
  • Juventude Mariana Vicentina
  • Associação da Medalha Milarosa


Santa Catarina Labouré. Rogai por nós! 


II Assembleia Geral do Movimento da Família Vicentina, Roma 2024



Aconteceu de 14 a 17 de novembro de 2024, em Roma (Itália), a Segunda Convocatória da Família Vicentina, com o tema “Mantendo o fogo aceso: a sinodalidade vicentina em ação”. O evento visa promover o espírito de unidade e sinodalidade, aprofundando a missão de servir aos pobres, em sintonia com o Dia Mundial dos Pobres. As plenárias ocorreram no Teatro Ghione e os trabalhos em grupo no Hotel Casa Tra Noi, ambos no centro da cidade.



Destaques do Evento:

Abertura (14 de novembro):

  • Sessão inaugural presidida pelo Pe. Joseph Agostino, que acolheu e rezou com os participantes.
  • Reflexão do Pe. Tomaž Mavrič, intitulada “O combustível que mantém o fogo aceso”, motivando os presentes a seguir adiante.
  • Recepção com um fraternal ágape.

Reflexão sobre a pobreza (15 de novembro):

  • Palestra com o Mons. Anthony Onyemuche Ekpo sobre “A Igreja a Serviço dos Pobres”
  • Trabalho em grupos sobre desafios contemporâneos, especialmente os desafios e perspectivas das caminhadas locais do Movimento da Família Vicentina.


Carisma Vicentino e Jubileu (16 de novembro):

  • Natalie Monteza apresentou detalhes Ano Jubilar e da Campanha das 13 Casas, que busca soluções habitacionais para os vulneráveis.
  • Encerramento com o concerto “ARISE”, pelo Gen Verde.


Encerramento com o Papa Francisco (17 de novembro):

  • Missa na Basílica de São Pedro, em Roma, celebrando o Dia Mundial dos Pobres, presidida pelo Papa Francisco e concelebrada pelos Padres da Congregação da Missão presentes no encontro.
  • Encontro especial com o Papa, que abençoou 13 chaves simbólicas de 13 países, dentre eles o Brasil, ação do Projeto 13 Casas. Esse projeto foi adotado como ação concreta pelo Ano Jubilar da Igreja 2025, que construirá casas para sem teto na Síria.



Reflexões e Impacto:

O evento reforça o compromisso da Família Vicentina com a sinodalidade e a colaboração entre seus ramos, promovendo ações concretas para enfrentar os desafios da pobreza. A sinodalidade será vivida em momentos de diálogo, partilha de experiências e discernimento coletivo. Sigamos rezando para que, como família, o movimento possa responder com generosidade, entrega e fidelidade à sua vocação e missão na Igreja.



quinta-feira, 21 de novembro de 2024

O QUE É O MOVIMENTO FAMÍLIA VICENTINA?!


 

1. Uma Grande Família

A expressão “Movimento da Família Vicentina” se refere ao conjunto de congregações, organismos, movimentos, associações, grupos e pessoas que, de forma direta ou indireta, prolongam no tempo o carisma vicentino, seja porque fundados diretamente por São Vicente de Paulo, seja por encontrarem nele a fonte de sua inspiração e dedicação ao serviço dos Pobres.

 

De acordo com o grau de afinidade e especificidade de cada grupo, a Família Vicentina possui hoje no Brasil 32 ramos já identificados e no mundo mais de 160, que têm como herança comum:

a) O reconhecimento de São Vicente de Paulo como fundador ou como fonte de inspiração;

b) Uma acentuada orientação para o serviço dos Pobres;

c) Uma espiritualidade baseada na experiência de São Vicente de Paulo, com ênfase especial na caridade concreta e prática, vivida na simplicidade e na humildade.

 

2. A seguir, lista dos ramos presentes no Brasil com ano original de fundação

1617    Associação Internacional de Caridades

1625    Congregação da Missão

1633    Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo

1799    Irmãs da Caridade de Santa Joana Antida Thouret

1807    Irmãos da Caridade (de Ghent) São Sebastião da Amoreira

1909    Associação da Medalha Milagrosa

1818    Irmãs de São Vicente de Paulo Servas dos Pobres de Gysegem

1830    Irmãos de Nossa Senhora de Lourdes

1832    Congregação das Irmãs de Nossa Senhora Mãe da Misericórdia

1833    Sociedade de São Vicente de Paulo

1844    Congregação dos Fráteres de Nossa Senhora Mãe da Misecórdia

1845    Congregação dos Religiosos de São Vicente de Paulo

1847    Juventude Mariana Vicentina

1853    Associação Luísa de Marillac

1867    Associação Giacomo Cusmano

1880    Missionários Servos dos Pobres - Giacomo Cusmano

1880    Congregação das Irmãs Servas dos Pobres

1887    Servos Missionários dos Pobres  (Família Cusmaniana)

1918    Instituto dos Filhos da Caridade

1919    Instituto das Filhas de Maria, Servas da Caridade

1939    Irmãs da Caridade Sob a Proteção de São Vicente de Paulo

1945    Associação dos Ex-alunos dos Lazaristas e dos amigos do Caraça

1960    Associação da Caridade de São Vicente de Paulo

1971    Instituto das Filhas de Nossa Senhora das Graças

1994    Missionário Leigos Vicentinos

1997    Associação dos Amigos da Família Vicentina (Curitiba)

2005    Servos dos Pobres de São Vicente de Paulo

2005    Servas dos Pobres de São Vicente de Paulo

2005    Irmãos Auxiliares de São Vicente de Paulo

2006    Juventude Frassati

2006    Amigos de São Vicente de Paulo

2016    Madres da Caridade

 


3. Oração da Família Vicentina

Senhor Jesus, Tu que te fizeste Pobre,

Faze que tenhamos os olhos e o coração voltados para os Pobres

E que possamos reconhecer-Te neles;

Em sua sede, em sua fome, em sua solidão e em sua dor.

Suscita em nossa Família Vicentina

A unidade, a simplicidade, a humildade

E a chama de Caridade que inflamou o coração de São Vicente de Paulo.

Dá-nos a força para que, fiéis à prática dessas virtudes,

Possamos contemplar-Te e servir-Te na pessoa dos Pobres

E um dia unirmo-nos a Ti e a eles no teu Reino.

Amém

 

4. Hino da Família Vicentina

Tom: D         Ritmo: Axé(lento)/Rock Pop

Int.: D G D A D A7 D

 D                       Em          A7                       F#m   Bm                   Em                            A7

Uma chama de amor, a serviço de Nosso Senhor. Uma centelha divina que aquece ilumina.

Bm                   Em                            A7                    G               D

Uma centelha divina que aquece ilumina. Nossa Família Vicentina.

D7                    Em        A7                   F#m      Bm                  Em A7                   D

Nós fomos chamados. Para levar ao mundo. O amor de Jesus, o amor de Jesus.

D7                  G       A7                          F#m    Bm                        Em     A7              G                  D  (A7 D)

Dizia São Vicente: Ide inflamai as nações (e levem este fogo divino, para aquecer os pequeninos)2x


 

5. Faça parte de nossa Família!

Em qualquer idade e em qualquer vocação, você pode rezar ou agir com um grupo do Movimento da Família Vicentina. São Vicente de Paulo nos exorta: "Devemos assistir e mandar assisti os pobres de todas as maneiras, por nosso intermédio e por meio dos outros... Fazer isso é evangelizar com palavras e obras” (SVbr XII, 36). “Siga-me!” (Jo 21, 22).

Acesse: FV Nacional e FV Internacional


 

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Carta de Apresentação do assessor do Conselho Executivo da Família Vicentina Internacional

 



Filadelfia - PA, 11 de setembro de 2024

São João Gabriel Perboyre

Presbítero e Mártir. 

Aos Ilustríssimos Membros dos

CONSELHOS NACIONAIS DA FAMÍLIA VICENTINA

dos Países de Língua Portuguesa

 

A graça e a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo estejam convosco!

 

Gabriel Perboyre, o primeiro missionário na China a ser declarado santo pela Igreja, nos lembra que “não é necessário fazer coisas importantes para sermos agradáveis a Deus; é suficiente que façamos bem o que fazemos”. É com essa máxima que rendemos graças a Deus por todo o esforço, trabalho e dedicação que cada um de vocês tem empregado, a partir da representação de seus ramos, na consciência sinodal, no desejo de caminhar juntos, sabendo onde se quer chegar como membros de nossa grande Família Vicentina. Obrigado pelos passos dados, rumo a um conselho coeso, bem articulado, que pensa e executa junto, confiando sempre na Divina Providência, sem esquecer de empregar a força dos braços e o suor do rosto (cf. SV XI, 40).

 

Para nos ajudar neste sentido, temos a alegria de apresentar-lhes um novo membro, Pe. Cleber Teodósio, CM, membro da Província Brasileira da Congregação da Missão que a partir de agora, ajudar-nos-á, como assessor do Conselho Executivo da Família Vicentina Internacional para os Países de Língua Portuguesa. O contato direto conosco continua ativo, porém o “assessor” é um instrumento a mais, que o Escritório oferece para que cada Conselho Nacional da Família Vicentina tenha, mais próximo, a começar pelo idioma, alguém que o acompanhe, auxilie e ajude em sua caminhada, vocação e missão. Contatem-no assim que puder pelo e-mail: clefabio@gmail.com.

 

Aproveitamos a oportunidade para lembrar de nossa 2ª Assembleia Internacional da Família Vicentina, Roma, 14 a 17 de novembro de 2024, cujos detalhes estão disponíveis no link: www.famvin.org/es/famvin-2024. Estamos confiantes de que será um excelente encontro, onde teremos a oportunidade de ver-nos pessoalmente e nos deixarmos iluminar pelas luzes do Espírito de Jesus Cristo que nos reúne ali em tempos jubilares, já seja de ramos de nossa família ou da Igreja que vive o Jubileu da Esperança. “‘A esperança não engana’ (Rm 5,5), assim o apóstolo Paulo infundia coragem à comunidade cristã de Roma”[1]. É com essa mesma Esperança que desejamos continuar com nossa missão junto aos ramos da Família Vicentina de cada país. Sigamos unidos em orção, na caridade e na missão.

 

Seu irmão em Cristo e em São Vicente de Paulo,

 


Rev. Joseph V. Agostino, CM

DIRETOR EXECUTIVO

ESCRITÓRIO DA FAMÍLIA VICENTINA

[1] Papa Francisco em Spes non confundit. Bula de proclamação do jubileu ordinário do ano 2025, 1.