terça-feira, 18 de maio de 2021

Rito da Promessa na Juventude Mariana Vicentina



A Promessa na JMV é um compromisso a caminhar na Associação, dentro de seu grupo e sua região. Trata-se de um passo prévio à Consagração Mariana. Há que vivê-la durante Celebração da Palavra onde se reúnem habitualmente os membros do grupo ou, mais apropriada para Consagração, em uma Eucaristia dominical na paróquia onde está o grupo. Normalmente o rito da Promessa JMV é feito depois da homilia.

 

CHAMADA DOS CANDIDATOS

No caso de chamar aos candidatos o faz o Delegado Regional ou qualquer outro membro do Conselho Regional ou em sua ausência o faz o líder do grupo, devidamente delegado pelo Conselho Regional. Quando chame (um a um), a resposta dos candidatos é (Aqui estou..., Fala Senhor, teu servo escuta... A Jesus com Maria...) e avança rumo altar.

 

Delegado Regional: Depois de uma deliberação do Conselho Regional (nome da região) na data de (data) imediatamente depois da preparação de (data) a (data)) e as opiniões favoráveis dos líderes e Assessores, tem o direito a emitir a Promessa da Juventude Mariana Vicenciana, aos membros do grupo (nome do grupo) com os seguintes nomes: (…ao finalizar da convocação, segue o diálogo).

 

 

DIÁLOGO

 

Sacerdote: Queridos jovens, o que vocês querem agora?

Jovens (juntos): Já que (há X tempo) caminhamos com a Juventude Mariana Vicentina, hoje queremos fazer a promessa.

 

Sacerdote: A promessa na JMV é um passo prévio à Consagração Mariana. Sabem a que se comprometem?

Jovens: Seguir a Cristo Evangelizador dos Pobres, vivendo como uma equipe, o espírito Mariano e Vicentino através de nosso lema: VIVIR – CONTEMPLAR – SERVIR, para aprender mais e para dar a conhecer a Associação na prática de suas próprias virtudes (a humildade, a caridade, a pureza, a simplicidade, a obediência).

 

Sacerdote: Vocês estão dispostos a participar nesta Associação?

Jovens: Sim, estamos, com a graça de Deus.

 

Sacerdote: Queridos amigos, considerando seus desejos e boas intenções, os convido, na presença da comunidade cristã aqui reunida, a efetua vossa Promessa na Juventude Mariana Vicentina.

 

PROMESSA

(Os Jovens dizem todos juntos)

 

Vivendo em equipe na JMV a partir de minha integração, descobri o lugar de Maria na vida cristã e quero ser guiado por ela a recorrer o caminho de Jesus Cristo.

 

Portanto, com a ajuda do Espírito Santo, aceito ante meu grupo, os líderes de minha Associação, e a comunidade cristã aqui reunidos, a seguir vivendo em equipa com o Espírito Mariano e Vicentino.

 

Viver o Espírito Mariano e Vicentino na JMV para mim é:

Viver...

no mundo de hoje, pondo todo meu coração.

 

Contemplar...

a vida a fim de reconhecer as maravilhas de Deus e escutar o seu chamado.

 

Servir...

com gestos e palavras a fim de construir uma sociedade mais justa e mais fraterna.

Amém.

 

 

BÊNÇÃO E ENTREGA DAS MEDALHAS

 

Sacerdote: A nossa proteção está no nome do Senhor.

Fiéis: Que fez o céu e a terra.

 

Sacerdote: Bendito seja o nome do Senhor.

Fiéis: Agora e para sempre.

 

Sacerdote: Deus todo poderoso e misericordioso que nos mostra a misericórdia de sua abundância por meio da Virgem Maria, Mãe de Teu Filho único, e encha todas coisas de bênção, olha favoravelmente a teus servos que recebem devotamente esta Medalha em honra a Santíssima Virgem Maria Imaculada, e conceda-lhes que se convertam, nos próximos dias, mais conformes a imagem de Cristo Teu Filho, e com a ajuda da Virgem Mãe de Deus, possam obter a graça e a felicidade em Tu casa. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

 

(As medalhas (previamente bentas pelo Padre) são impostas, pelo sacerdote a cada membro que está fazendo sua Promessa, e este asperge-los com água benta, sem dizer nada. Quando o sacerdote o termina, então todos Jovens podem unir suas vozes com as dos demais presentes e rezam juntos a oração da JMV. Ao finalizar esta última parte, os Jovens permanecem de frente para o altar e podem dar-se as mãos com em uma corrente, e depois de inclinar-se dão a volta para saudar as pessoas e retornam a seu lugar, enquanto os outros cantam em honra da Virgem Maria. Por exemplo: “Ó minha senhora e também minha mãe, eu...”.)

(segue com o Credo)

 

 

ORAÇÃO DA JMV

 

Senhor Jesus, vimos ao Teu encontro juntamente com Maria Imaculada.

 

Louvamos-Te, amigo dos pequeninos e dos pobres! Tu cuidas de todos nós, com muito amor.

 

Ensina-nos a viver em comunidade contando com a vitalidade do Teu Espírito, que nos guia pelos caminhos da Verdade e do serviço concreto.

 

Concede-nos a graça de sabermos ver os nossos irmãos com os olhos do coração, para assim descobrirmos as maravilhas que fizeste neles e, de forma especial, naqueles nossos irmãos mais necessitados.

 

Ajuda-nos a construir um mundo mais fraterno no qual ninguém seja esquecido ou deixado de lado.

 

Faz com que estejamos presentes ali onde possamos ser úteis.

 

Afasta de nós a tentação do poder e do domínio e concede-nos bastante humildade para que saibamos servir bem aos nossos irmãos de serviço.

Amém.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

MÊS DE MAIO

 Ir. Afonso Murad

Professor de Mariologia na FAJE, BH-MG Brasil


 

Em muitos lugares do nosso país, o mês de maio é dedicado a Maria. Quem não se lembra da coroação de Nossa Senhora, com flores, cantos e a presença encantadora das meninas? Esta tradição foi trazida da Europa. Lá, o mês de maio tem um sabor especial, pois é primavera. No inverno rigoroso, as árvores perdem as folhas. Vem a neve. Mas neste mês ensolarado e com dias longos, a natureza refloresce. Folhas verdes nas árvores, muitas cores e cheiros de flores, pássaros e as primeiras colheitas. Tudo renasce. É bem diferente do nosso país, onde nesta época começa o frio do inverno ou há muita chuva.

Lá na Europa, faz muito tempo, antes do cristianismo chegar lá, no mês de maio faziam-se festejos em honra da deusa da vegetação, com cantos, danças e o cortejo de jovens que levavam ramos floridos. Tanta beleza se ligava também às declarações românticas entre os namorados. E festas com música, dança e recitação de poesia. Mesmo depois da cristianização, alguns destes ritos pagãos permaneciam no meio do povo. Então, com o crescimento da devoção mariana, em vários lugares estas festas deram lugar a uma homenagem especial à Maria. Em vez do louvar a deusa-mãe da natureza, se promoveu a veneração à Nossa Mãe Maria.

Tem-se notícia que aproximadamente pelo ano 1250, o rei Afonso X (na atual Espanha) associou o mês de maio à figura de Maria. Nos cânticos daquela época, louva-se a Deus pela abundância da natureza e pede-se a Maria que ela conceda a todos bênçãos materiais e espirituais. Trezentos anos mais tarde, São Filipe Neri ensina os jovens a homenagear a Mãe de Jesus, ornando sua imagem com flores, cantando louvores e também realizando gestos de conversão a Deus. E assim a devoção foi crescendo e se espalhando, de acordo com as características de cada região. Dedicar um mês a Maria se tornou uma tradição. Além de ladainhas e cantos, se firmou a prática da coroação de Maria, utilizando uma coroa de rosas. E no fim do mês, a oferta de um coração de prata, como expressão de no amor para com ela.

No Brasil, o mês de maio está associado ao dia das mães, no segundo domingo. Este feriado civil é recente e se tornou oficial em 1932. Então, se presta homenagem às nossas mães e também a Maria, a mãe de Jesus. Em muitos lugares se reza o terço com mais intensidade. As meninas coroam Maria a cada domingo, após a missa. Esta bela festa é uma oportunidade de nos deixar tocar pelo encanto e a beleza das crianças, a serem cuidadas e educadas. Reconhecemos com alegria que Maria é mãe amorosa e a rainha que permanece como servidora, conduzindo tudo e todos a Jesus.

Uma sugestão para você e sua comunidade: durante o mês de Maio, leia sobre Maria na Bíblia, especialmente nos relatos de Lucas e João. Descubram as qualidades humanas desta mulher de Nazaré, que inspiram nossa vida de discípulos missionários de Cristo. Não se contente somente em rezar o terço e fazer coroação. Precisamos conhecer mais sobre a mãe de Jesus, a partir da Bíblia. Assim, nossa devoção permanecerá equilibrada e estará ancorada na Palavra de Deus.

Recordemos as palavras do Papa Francisco: “Maria é a missionária que se aproxima de nós, para nos acompanhar ao longo da vida, abrindo nossos corações à fé com o seu afeto materno. Como uma verdadeira mãe, caminha conosco, luta conosco e aproxima-nos incessantemente do amor de Deus” (Alegria do Evangelho, 286).

sexta-feira, 30 de abril de 2021

A Oração da Sede - Cardeal Tolentino



Ensina-me, Senhor, a rezar a minha sede

A pedir-te não que a arranques de mim ou a resolvas 

[depressa]

Mas a amplies ainda

Naquela medida que desconheço

E que apenas sei que é a tua!


Ensina-me, Senhor, a beber da própria sede de ti

Como quem se alimenta mesmo às escuras 

Da frescura da nascente 


Que a sede me tornes mil vezes mendigo 

Me ponha enamorado e faça de mim peregrino

Que ela me obrigue a preferir a estrada à estalagem 

E o aberto da confiança ao programado do cálculo


Que esta sede se torne o mapa e a viagem 

A palavra acesa e o gesto que prepara 

A mês aonde partilhamos o dom


E quando der de beber aos teus filhos seja

Não porque tenha a posse da água

Mas porque partilho com eles o que é a sede.


MENDONÇA, José Tolentino. Elogio da sede. São Paulo: Paulinas, 2018, p. 153

terça-feira, 27 de abril de 2021

ORAÇÃO VOCACIONAL VICENTINA


Mantra:
“Aquele que vos chamou é fiel...”

Motivação Inicial: Queridos irmãos, ao iniciarmos essa manhã de oração, queremos apresentar a Deus, o distribuidor de todos os dons, o dom da nossa vocação. Hoje tida a Igreja se une para rezar pelas vocações inspirando em São José.

O 58° dia de Oração pelas vocações convoca-nos a olhar para a pessoa de São José, a partir dos sonhos. Esse é o tema desse dia de oração “São José: o sonho da vocação”. Que nessa manhã possamos meditar, rezar e fortalecer a nossa vocação inspirando-nos no exemplo de São José, São Vicente e, sobretudo, no Cristo Bom Pastor.

Sinal da Cruz e inovação ao Espírito Santo.

Canto: Sou Bom Pastor

Evangelho: Jo 10, 11-18

Leitor 1: Jesus se apresenta como o Bom Pastor. O pastor é aquele que conhece e dá a vida pelas ovelhas. Nós vocacionados somos chamados a configurar-nos ao Cristo Bom Pastor, na missão, na vida comunitária e em qualquer lugar em que formos chamados.

Leitor 2: Assumir a própria vocação requer: maturidade pessoal, compromisso comunitário e ousadia profética. Foram essas características do nosso fundador que se doou totalmente ao Pobre, fazendo-se Bom Pastor para às suas ovelhas.

Leitura: Conferência de SVP: 86 “Conferência de 29 de outubro de 1638, sobre a perseverança na própria vocação

São Vicente indica os motivos de nos fortalecer em nossa vocação; depois, os meios para o conseguirmos:

1º. Foi Deus que nos chamou e que, desde toda a eternidade, nos destinou para sermos missionários. Não nos fez nascer nem cem anos antes nem cem anos depois, mas precisamente no tempo da instituição desta profissão. Por conseguinte, não devemos procurar nem contar com tranquilidade, contentamento e bênçãos em outra parte, senão na Missão. É nela que Deus nos quer, nos deseja, presumindo-se, bem entendido, que nossa vocação seja autêntica, e não fundada sobre interesse, nem seja por intuito de nos isentarmos dos incômodos da vida, ou por qualquer outro motivo humano.

2º. Fomos os primeiros chamados. Chamam-se os primeiros de uma Congregação os que entram durante o primeiro século de sua fundação. Nós somos então os primeiros escolhidos para reconduzir ao redil as ovelhas desgarradas.  O que será, se disto fugirmos? Para onde pensamos ir? Para onde ir, longe do teu espírito? Para onde fugir, longe de tua face? Se um Rei tivesse escolhido alguns soldados entre outros, para serem os primeiros no ataque, esta honra não lhes seria um motivo poderoso para levá-los a perder a vontade de desertar?

3º. Nesta vocação somos muito semelhantes a Jesus Cristo que, a meu ver, vindo ao mundo, tinha por finalidade principal assistir os pobres e cuidar deles: “Evangelizare pauperibus misit me” (“O Senhor me enviou para anunciar o Evangelho aos pobres”). Se perguntássemos a Nosso Senhor: “Que vieste fazer na terra?” ─ “Assistir os pobres”. ─ “O que mais?” ─ “Assistir os pobres”, etc. Ora, ele tinha por companhia somente os pobres e se ocupava muito pouco com as cidades, vivendo quase sempre no meio dos camponeses, dedicando-se a instruí-los. Não somos nós, por isto, muito felizes de estar na Missão pelo mesmo fim que levou Deus a se fazer homem?...! E se perguntassem a um missionário (sobre isso), não lhe seria uma grande honra poder dizer com Nosso Senhor “Evangelizare pauperibus misit me?” É para catequizar, instruir, confessar, assistir os pobres que aqui estou. Ora, esta conformidade com Nosso Senhor que trará consigo senão a predestinação? Os que de antemão ele conheceu, esses também predestinou a serem conformes à imagem do seu Filho.

Se abandonarmos nossa vocação, é de se temer muito que seja a carne ou o diabo que dela nos retire. Quereríamos obedecer-lhes? Como foi Deus que nos chamou, não parece ser ele que dela nos retire. Deus não se contradiz. Contudo, não conhecemos os segredos de Deus e não queremos fazer juízo sobre nada; mas sempre diremos que esta saída é suspeita e duvidosa.

 

Dinâmica: Escrever os sonhos no papel e colocar aos pés de São José. Inspirados pelo testemunho de São José e São Vicente responda: “Qual sonho ou quais sonhos me motivaram a assumir minha vocação?”

Canto vocacional (a escolher)

Pai Nosso,

Ave Maria,

Bênção

sexta-feira, 9 de abril de 2021

ORAÇÃO PARA O DIA DA MISERICÓRDIA


Invocação a Santíssima Trindade

Motivação Inicial: Prezados irmãos, bom dia! Estamos reunidos nesta manhã, onde elevaremos a Deus os nossos louvores e nossos pedidos. Nessa oração iremos meditar sobre a Misericórdia. Segundo o Pe. Vinícius Teixeira, CM “a experiência da misericórdia é o que há de mais belo e reconfortador para toda pessoa que crê no Deus revelado em Jesus Cristo” (2016, p. 11)[1]. Segundo o Papa Francisco: “a arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia e sua credibilidade passa pela estrada do amor misericordioso e compassivo” (MV 10)[2].

 

Canto de aclamação (a escolher)

Evangelho Mt 5,1-12

Naquele tempo:
1Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se.
Os discípulos aproximaram-se,
2e Jesus começou a ensiná-los:
3Bem-aventurados os pobres em espírito,
porque deles é o Reino dos Céus.
4Bem-aventurados os aflitos,
porque serão consolados.
5Bem-aventurados os mansos,
porque possuirão a terra.
6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
7Bem-aventurados os misericordiosos,

porque alcançarão misericórdia.
8Bem-aventurados os puros de coração,
porque verão a Deus.
9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.
10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça,
porque deles é o Reino dos Céus.
11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo,
disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim.
12Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus.

Palavra da Salvação.

 

A primazia da misericórdia

[Das homilias de Santo Oscar Romero,

bispo e mártir, séc. XX]

 

         O que é a misericórdia? Misericórdia é a expressão mais acabada do amor. O amor que é entrega, que é perdão, que é compreensão, que é justiça, que é entender-se com todos. Misericórdia quer dizer, não o orgulho dos fariseus, que desprezam os marginalizados, mas a acolhida do Deus que, sendo riquíssimo, veio buscar os pobres, com os quais os fariseus não querem sentar-se à mesa. Misericórdia é a bondade expressa em ações, não em palavras. Misericórdia... cada um compreende melhor, porque todos já fizemos algum ato de misericórdia para o outro e, sobretudo, fomos objetos de misericórdia. Se Deus não tivesse se servido de misericórdia quando caímos em tantas culpas, onde estaríamos? Se Deus não tivesse misericórdia de perdoar-nos antes de nossa morte, aonde iríamos? E talvez nas relações humanas tenhamos muitos gestos de misericórdia feitos por nós e recebidos também por nós. Feliz aquele que pode contar em sua vida muitos atos de misericórdia! É isso que Deus quer.

         Por isso, quando a Igreja prega a justiça social, o amor cristão, o compreender-se como irmãos; quando a Igreja rechaça a violência como caminho para consertar as coisas; quando a Igreja não aceita o suborno, não aceita o sequestro e nenhuma dessas coisas que vão entrando na moda e com as quais vamos nos acostumando, lamentavelmente... A Igreja não pode estar de acordo, porque tudo isso é um rechaço da misericórdia.

         “Misericórdia, eu quero; sacrifícios, não!” Não me agrada tua prece, se sai de um coração cheio de rancor. Não rezes a mim, não me ofereças Missas, se vens com injustiças, com tuas mãos manchadas de sangue, ódio, violência. Quero, primeiro, misericórdia! Que linda esta reclamação de Nosso Senhor! E que oportuno para nosso tempo que Cristo e a Igreja continuem nos dizendo que as coisas da pátria se vão compor não pela repressão, não pela força, não por leis injustas e arbitrárias, mas quando, no coração de todos os homens e mulheres, surja o que Deus quer. “Misericórdia, eu quero”, não outra coisa! O que compõe, o que justifica o homem é, precisamente, este caminho do Senhor.

 

Canto “Bem-aventurados os misericordiosos”[3]

Meditação pessoal...


TERÇO DA MISERICÓRDIA

O Terço da Divina Misericórdia é uma tradicional devoção Católica, concebida a partir das iluminações de Santa Maria Faustina na década de 1930. O principal propósito dessa oração é fortalecer nossa confiança na misericórdia de Deus e reforçar em nós esse mesmo sentimento para com nossos irmãos e irmãs.

Orientações:

1. Iniciamos com o Sinal da Cruz.

2. Rezamos o Pai-Nosso, a Ave-Maria e o Creio.

3. Nas contas do Pai-Nosso, rezamos:Eterno Pai, eu vos ofereço o Corpo e Sangue, a Alma e Divindade de vosso diletíssimo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro”.

1. Nas contas das Ave-Marias, rezamos “Pela sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro”.

2. Ao fim do terço, rezamos (três vezes):Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro”.

1º Mistério: rezemos pela Igreja

2º Mistério: rezemos pela Família Vicentina

3º Mistério: rezemos pelos Pobres

4º Mistério: rezemos pelo fim da pandemia


5º Mistério: rezemos pelo Brasil.

 



[1] TEIXEIRA, Vinícius A. Ribeiro. A misericórdia nos padres da igreja: e em outros mestres espirituais. Belo Horizonte: O Lutador, 2016, p. 11.

[2] FRANCISCO, Papa. Misericordiae vultus (MV): Bula de proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia. 2015. Disponível em <https://cutt.ly/ocZTXzI> Acesso em 08 abr. 2021

[3] Hino da JMJ Cracóvia 2016:



segunda-feira, 5 de abril de 2021

“VIA LUCIS” OU CAMINHO DA LUZ


 

Ambientação: Vela (círio) e cruz com pano branco.

 

Mantra: A nós descei, Divina Luz

A nós descei, Divina Luz

Em nossas almas acendei

O amor, o amor de Jesus

Em nossas almas acendei

O amor, o amor de Jesus

 

ANIMADOR: Na alegria da ressurreição do Senhor os convidamos ao Caminho da Luz que nos é dado por Jesus. O exercício da Via Lucis é uma prática que vem se difundindo nos últimos anos. O Diretório sobre a piedade popular e liturgia, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, publicado em 2001, indica que “através da prática de piedade da Via Lucis, os fiéis recordam o evento central da fé – a ressurreição de Cristo – e a condição de discípulos que pelo batismo, sacramento Pascal, passaram das trevas do pecado a luz da graça”. (n. 153). Celebremos com alegria!

 

I - INVOCAÇÃO À SANTÍSSIMA TRINDADE.

 

II – VIA LUCIS

 

1.ª ESTAÇÃO: Jesus não está morto, mas vivo

ANIMADOR: Nós vos adoramos, ó Jesus ressuscitado.

TODOS: Porque nos destes uma Vida nova.

LEITOR: “Não vos assusteis. Procurais Jesus de Nazaré, que foi crucificado? Ele ressuscitou...” (Mc 16, 6).

TODOS: Senhor, Tu continuas presente no meu dia-a-dia. Ajuda-me a ver-Te sempre vivo e atuante em tudo aquilo que faço, que vivo, que sofro ou que me alegra.

CANTO: O Senhor ressuscitou, minha gente. Ele está vivo em nosso meio, Aleluia.

Aleluia, alegria, minha gente. Aleluia, aleluia

 

2.ª ESTAÇÃO: Jesus aparece a Sua Mãe

ANIMADOR: Nós vos adoramos, ó Jesus ressuscitado.

TODOS: Porque nos destes uma Vida nova.

LEITOR: É bem provável que Jesus tenha aparecido primeiramente a Sua Mãe, muito embora a Bíblia nada nos descreva sobre isso. Mas, não seria crível que o Senhor o não fizesse.

TODOS: Senhor Jesus, que apareceste a Tua Santa Mãe. Auxilia-nos a produzir dentro de nós esta convicção da Tua companhia e do contínuo apoio de Tua santíssima Mãe.

CANTO: O Senhor ressuscitou, minha gente. E apareceu a sua mãe, Aleluia.

Aleluia, alegria, minha gente. Aleluia, aleluia

 

3.ª ESTAÇÃO: Jesus ressuscitado descoberto pelos olhos da fé

ANIMADOR: Nós vos adoramos, ó Jesus ressuscitado.

TODOS: Porque nos destes uma Vida nova.

LEITOR: «Mulher, porque choras? Quem procuras?» [...pensando ser o jardineiro] Maria Madalena disse: «Se foste tu que O levaste, diz-me onde O puseste para eu ir buscá-l’O» [...] Jesus disse: «Não Me toques, porque ainda não voltei para o Pai.»”(Jo 20,15.17).

TODOS: Senhor Jesus, quantas vezes passamos a Teu lado sem Te identificarmos. Todavia passamos adiante e não Te descobrimos. Ajuda-nos, Senhor, a estarmos vigilantes para Te identificarmos no aspecto que encarnas no nosso quotidiano.

CANTO: O sepulcro está vazio, minha gente. O Senhor ressuscitou, Aleluia.

Aleluia, alegria, minha gente. Aleluia, aleluia

Aleluia, alegria, minha gente. Aleluia, aleluia

 

4.ª ESTAÇÃO: O encontro com os discípulos

ANIMADOR: Nós vos adoramos, ó Jesus ressuscitado.

TODOS: Porque nos destes uma Vida nova.

LEITOR: “Ao anoitecer desse dia, estando fechadas as portas do lugar onde se achavam os discípulos por medo das autoridades dos judeus, Jesus entrou. Ficou no meio deles e disse: «A paz esteja convosco!» (Jo 20, 19)

TODOS: Meu Senhor e meu Deus, ajuda-me a abrir totalmente os acessos do meu coração, para que possa afastar os meus temores e obtenha a Tua paz e a serenidade que ela me proporciona.

CANTO: Ele falou: eu sou a vida, minha gente. Eu venci a morte, Aleluia, Aleluia.

Aleluia, alegria, minha gente. Aleluia, aleluia

 

5.ª ESTAÇÃO: Jesus vive na comunidade

ANIMADOR: Nós vos adoramos, ó Jesus ressuscitado.

TODOS: Porque nos destes uma Vida nova.

LEITOR: “Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos ficaram contentes por ver o Senhor” (Jo 20, 20)

TODOS: Desculpa-nos, Senhor, porque só quando verificamos o resultado dos acontecimentos é que nos alegramos. Só assim temos a audácia suficiente para rejubilarmos, embora pressintamos que Tu estás sempre presente quando Te buscamos com sinceridade de coração.

CANTO: Ele falou: sou eu mesmo, minha gente. Olhem meus pés e minhas mãos, Aleluia.

Aleluia, alegria, minha gente. Aleluia, aleluia

 

6.ª ESTAÇÃO: Jesus ressuscitado, envia os discípulos em missão

ANIMADOR: Nós vos adoramos, ó Jesus ressuscitado.

TODOS: Porque nos destes uma Vida nova.

LEITOR: “Então Jesus disse-lhes: «Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda a humanidade». (Mc 16,15)

TODOS: Abençoa-nos, Senhor, para que com a ajuda do Espírito Santo, sejamos fiéis ao Batismo recebido, a fim de nos tornarmos mensageiros da Boa Nova, por palavras e através do testemunho das nossas obras, sem fraquejarmos perante as dificuldades encontradas.

CANTO: Ele falou: sou o caminho, minha gente, a verdade e a vida, Aleluia.

Aleluia, alegria, minha gente. Aleluia, aleluia

 

7ª ESTAÇÃO: Jesus ressuscitado manifesta-se à comunidade

ANIMADOR: Nós vos adoramos, ó Jesus ressuscitado.

TODOS: Porque nos destes uma Vida nova.

LEITOR: “Tomé (...) não estava com eles quando Jesus veio (...) Os outros discípulos disseram-lhe: «Nós vimos o Senhor». Tomé disse: «Se não vir (...) não acreditarei»! Jo 20, 24-25)

TODOS: Senhor, certamente, para muitos, as nossas palavras continuam soando “como delírio”. O testemunho autêntico daqueles a quem aparecestes e a Tua própria palavra são a certeza de que estás vivo. Perdoa-nos a nossa debilidade e auxilia-nos a crescer com fé na Tua Palavra e na Tua pessoa.

CANTO: Ele falou: tudo foi feito, minha gente, como na Bíblia estava escrito, Aleluia.

Aleluia, alegria, minha gente. Aleluia, aleluia

 

8.ª ESTAÇÃO: Jesus aparece de novo aos discípulos estando Tomé presente

ANIMADOR: Nós vos adoramos, ó Jesus ressuscitado.

TODOS: Porque nos destes uma Vida nova.

LEITOR: “Outra vez os discípulos estavam reunidos. E Tomé estava com eles (...) Jesus disse a Tomé: «Chega aqui o teu dedo e vê (...) e não sejas incrédulo, mas crente». (Jo 20,26)

TODOS: Estamos gratos, Senhor, pela satisfação de sermos designados de venturosos, apesar dos nossos muitos limites. Pedimos-Te que aumentes a nossa fé na Tua pessoa e a sustentes em lealdade e congruência.

CANTO: Ele falou: ressuscitei, minha gente, feliz quem acredita, sem ter visto, Aleluia.

Aleluia, alegria, minha gente. Aleluia, aleluia

 

9.ª ESTAÇÃO: Jesus no caminho dos homens

ANIMADOR: Nós vos adoramos, ó Jesus ressuscitado.

TODOS: Porque nos destes uma Vida nova.

LEITOR: “Dois discípulos iam para Emaús (...) Jesus aproximou-se e começou a falar com eles (...) Começando por Moisés e continuando pelos Profetas, Jesus explicava aos discípulos as Escrituras que falavam a respeito d´Ele (...) Sentou-se à mesa com os dois, tomou o pão, abençoou-o, depois partiu-o e entregou-lhes. Os olhos dos discípulos se abriram (Lc 24, 13-35)

TODOS: Continua, Senhor, a acompanhar-nos em todas as ocasiões da nossa existência. Ajuda-nos a sentirmos o coração entusiasmado pela Tua presença, a fim de que o ilustremos, com ardor, a todos quantos privam conosco.

CANTO: Ele explicava as escrituras, minha gente, e nos ardia o coração, Aleluia.

Aleluia, alegria, minha gente, Aleluia, aleluia

 

10.ª ESTAÇÃO: Jesus ressuscitado aparece a Simão

ANIMADOR: Nós vos adoramos, ó Jesus ressuscitado.

TODOS: Porque nos destes uma Vida nova.

LEITOR: “... «Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão». (Disseram os outros aos discípulos de Emaús) (Lc 24, 34)

TODOS: Que o nosso testemunho, Senhor Jesus, faça crível a Tua presença de ressuscitado em todos os momentos da nossa vida especialmente quando nos envias a missão de evangelizar e servir aos pobres.

CANTO: Ele falou: sou o pastor, minha gente, quem me segue, anda seguro, Aleluia.

Aleluia, alegria, minha gente. Aleluia, aleluia

 

11.ª ESTAÇÃO: Na margem do Mar de Tiberíades Jesus aparece aos discípulos

ANIMADOR: Nós vos adoramos, ó Jesus ressuscitado.

TODOS: Porque nos destes uma Vida nova.

LEITOR: “... na margem do Tiberíades (...) os discípulos entraram na barca para pescar. Mas naquela noite não pescaram nada. Quando amanheceu, Jesus estava na margem (...) Logo que saltaram para terra, viram um peixe nas brasas e pão”. (Jo 21, 1-14)

TODOS: Senhor Jesus, acreditamos que somente contigo por perto conseguiremos levar a cabo os nossos intentos. Faz-Te presente na nossa atividade de todos os dias.

CANTO: Ele falou: Se alguém me ama, minha gente, minha palavra guardará, Aleluia.

Aleluia, alegria, minha gente. Aleluia, aleluia

 

12. ª ESTAÇÃO: Para dirigir a comunidade é preciso amar

ANIMADOR: Nós vos adoramos, ó Jesus ressuscitado.

TODOS: Porque nos destes uma Vida nova.

LEITOR: “Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, amas-me mais do que estes?» «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Jesus disse: «Cuida dos meus cordeiros» (...) Então Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava” (Jo 21, 15-17)

TODOS: Nós Te louvamos e bendizemos, Senhor Jesus, pois na Tua infinita misericórdia, até quando Te negamos, nos manténs como proclamadores da Boa Nova, confiando na nossa atuação, se a desempenhamos com amor.

CANTO: Ele falou: dou-lhes um novo mandamento: que vocês se amem uns aos outros, Aleluia.

Aleluia, alegria, minha gente. Aleluia, aleluia

 

 

13.ª ESTAÇÃO: Jesus ressuscitado promete a vinda do Espírito Santo

ANIMADOR: Nós vos adoramos, ó Jesus ressuscitado.

TODOS: Porque nos destes uma Vida nova.

LEITOR: “Foi aos Apóstolos que Jesus, com numerosas provas, Se mostrou vivo depois da Sua paixão: durante quarenta dias apareceu-lhes e falou-lhes do Reino de Deus. (...) Jesus deu-lhes esta ordem: «Não vos afasteis de Jerusalém. Esperai que se realize a promessa do Pai (...) vós, dentro de poucos dias, sereis batizados com o Espírito Santo»” (At 1, 3-5)

TODOS: Senhor Jesus, nós queremos ser fiéis ao Batismo recebido. Ajuda-nos a tomarmos plena consciência de que somos templos vivos da morada do Espírito Santo.

CANTO: Ele falou: estou convosco, minha gente, desde agora e para sempre, Aleluia.

Aleluia, alegria, minha gente. Aleluia, aleluia

 

14.ª ESTAÇÃO: Ao fim de quarenta dias Jesus sobe ao céu

ANIMADOR: Nós vos adoramos, ó Jesus ressuscitado.

TODOS: Porque nos destes uma Vida nova.

LEITOR: “Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi arrebatado ao céu e sentou-Se à direita de Deus”. (Mc 16, 19)

TODOS: Abre os nossos olhos, Senhor Jesus, para que Te vejamos presente nas coisas mais comuns e naquelas mais complexas, a fim de que Te possamos testemunhar, perante todos os homens. É assim que haveremos de preparar os “novos céus e a nova terra” que prometeste e em que Deus se tornará “tudo em todos”.

CANTO: Ele falou: sou a parreira, minha gente, quem fica em mim, dá muito fruto, Aleluia.

Aleluia, alegria, minha gente. Aleluia, aleluia

 

15.ª ESTAÇÃO: Jesus cumpre a promessa

ANIMADOR: Nós vos adoramos, ó Jesus ressuscitado.

TODOS: Porque nos destes uma Vida nova.

LEITOR: “Quando chegou o dia de Pentecostes, os apóstolos estavam todos reunidos no mesmo lugar (...) Viram então aparecer uma espécie de línguas de fogo, que se iam dividindo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que se exprimissem”. (At 2, 1-6)

TODOS: Que o Espírito Santo, Senhor, se converta para nós num coração renovado e vida de Deus que nos transforme e fecunde. Que se torne força no combate, calcine todas as nossas deficiências e nos conserve unidos na multiplicidade, a fim de recordarmos tudo o que Jesus nos ensinou, para chegarmos sem desvios a Verdade total. Amém.

CANTO: Ele falou: sou a porta, minha gente,

quem entrar por mim, terá a vida, Aleluia.

Aleluia, alegria, minha gente. Aleluia, aleluia

 

III – PRECE FINAL



“Ó Virgem Maria, volta para nós os teus olhos misericordiosos nesta pandemia, e conforta quantos se sentem perdidos e choram pelos seus entes queridos falecidos. À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó virgem gloriosa e bendita”. Amém.

Papa Francisco

 

Pai nosso... Ave Maria... Glória...

 

Benção final...

 

Fonte:

Texto - adaptação do original redigido em Braga - Portugal, em 02 de fevereiro de 2008, no dia da celebração da Apresentação do Senhor por António Elísio Portela: cutt.ly/Qcz6wCB

Imagens - Ignatiana: cutt.ly/Xcckjl2

quarta-feira, 24 de março de 2021

AS 7 DORES DE NOSSA SENHORA

 


SETENÁRIO DAS DORES

 

Dir.: Iniciemos este nosso momento de oração: em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Todos: Amém

Dir.: Ó Virgem, Mãe das dores, amparo dos desamparados: Todos: Livrai-nos, pelas vossas dores, da dor de nossos pecados!

 

1ª DOR A PROFECIA DE SIMEÃO

Leitor 1: “Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim, serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma.” (Lc,2,34-35).

Leitor 2: Ainda no princípio de sua missão como Mãe do Salvador, Maria descobre que seu caminho seria marcado por dores e sofrimentos. As palavras de Simeão já foram uma espada que traspassou a sua alma. A partir daquele dia no Templo, ela sofreu a vida inteira na expectativa do caminho que aguardava seu divino Filho. Jesus e Maria não se recusaram a sofrer por amor a nós uma dor tão grande, durante a vida toda. Não é justo que nos queixemos de nossos pequenos sofrimentos, frente à grandeza do sacrifício de Nosso Senhor e das dores de Sua e nossa Mãe.

Todos: Ó Mãe aflita, pelas dores que sentistes quando as palavras de Simeão vos trouxeram à mente os tormentos pelos quais vosso divino Filho devia passar, nós vos pedimos: alcançai-nos a graça de levarmos sempre gravadas no coração a Paixão de Jesus e também as vossas dores. Pelo mesmo Cristo, Nosso Senhor. Amém!

Dir.: Em memória da primeira dor, da aflição que padeceu Maria Santíssima, quando ouviu de Simeão a cruel profecia. Todos: Ave-Maria...

Canto: Dolorosa, aguda espada transpassou-me o coração. Quando a morte do meu Filho me predisse Simeão.

 

2ª DOR – A FUGA PARA O EGITO

Leitor 1: “Depois que os magos partiram, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: „Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! Porque Herodes vai procurar o menino para matá-Lo. José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito” (Mt 2, 14-14).

Leitor 2: Herodes, ouvindo que Jesus havia nascido, teme loucamente que este lhe viesse um dia a tomar o trono. Mais que depressa, planeja tirar-Lhe a vida. Procurado pelos magos, desesperado, condena à morte os meninos de Belém e arredores. No entanto, o anjo aparece a José, ordenando-lhe que fugisse para o Egito. Na mesma noite a Sagrada Família pôs-se a caminho. Assim, Aquele que viera para salvar os homens, é obrigado a fugir dos próprios homens, sendo levado no colo afetuoso de sua aflita Mãe. Também nós somos peregrinos nesta terra. Vivamos sem apego das coisas do mundo, com a certeza de que ser cristão significa tornar-se um crucificado.

Todos: Ó Mãe aflita, pelas angústias que padecestes fugindo com vosso Filho recém-nascido para o exílio do Egito, pelos sofrimentos daquela penosa viagem, pobreza e desprezo em terra estranha, nós vos pedimos: alcançai-nos a graça de suportar com paciência até a morte as penas desta vida, a fim de escaparmos das penas eternas que merecemos. Pelo mesmo Cristo, Nosso Senhor. Amém!

Dir.: Em memória da segunda dor, dos temores que teve Maria, quando o anjo do Senhor ordenou a São José que fosse para o Egito com Ela e o Menino, fugindo da perseguição de Herodes. Todos: Ave-Maria...

Canto: Junto ao Filho para o Egito; eu fugi, com dor atroz. Quando Herodes O buscava para dá-lo ao vil algoz

 

3ª DOR – A PERDA DO MENINO JESUS NO TEMPLO

Leitor 1: “Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. Quando Ele completou dez anos, subiram para a festa, como de costume. Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. Pensando que Ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois, começaram a procurá-Lo entre os parentes e conhecidos. Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura” (Lc 2, 41-45).

Leitor 2: Diz Santo Afonso que a perda de Jesus foi uma das maiores dores de Maria. Como alguém que perde de repente a luz dos olhos, Maria se vê sem Jesus. Onde está Ele? Tal pergunta certamente arrancou lágrimas e atormentaram-na durante três dias. Ela podia então suspirar com o salmista: “Minhas lágrimas foram o meu pão, dia e noite, enquanto diariamente me diziam: onde está o teu Deus?” (Sl 42,3). Aprendamos com Maria a desejar e a procurar Jesus a todo momento. Verdadeiramente infelizes são aqueles que perdem a Deus. Choremos nossos pecados passados quando por culpa nossa nos afastamos de Deus.

Todos: Ó Mãe aflita, pelas lágrimas que derramastes quando perdestes vosso Menino Jesus por três dias, nós vos pedimos: alcançai-nos a graça de jamais perdermos nosso Deus e a sua graça em nossa vida terrena, para estarmos juntos d’Ele na vida eterna que há de vir. Pelo mesmo Cristo, Nosso Senhor. Amém!

Dir.: Em memória da terceira dor, da aflição em seu coração de Mãe, perdendo seu amado Filho no templo de Jerusalém, quando com São José o procurou por três dias. Todos: Ave-Maria...

Canto: Quem dirá meu sentimento, desolada me encontrei. Vendo meu Filho perdido, por três dias O busquei.

 

4ª DOR – O ENCONTRO DE MARIA E JESUS NO CAMINHO DO CALVÁRIO

Leitor 1: “Perto da Cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena” (Jo 19,25).

Leitor2: Maria não foi dispensada deste supremo sacrifício: assistir e participar da Paixão e Morte do seu divino Filho. Ela vai levar a Jesus sua presença de Mãe e discípula. Vai acompanhá-lo até o momento final. Neste encontro a caminho do calvário, seu amor lhe revela naquela face desfigurada pela dor, pelas feridas, pelo suor e sangue, o rosto sagrado do seu Filho. Mãe e Filho trocam olhares cheios de dor e de amor! Nós também somos chamados a ir ao encontro de Cristo como bons samaritanos, levando-lhe a nossa mais sincera compaixão, assim como Maria o fez. Mas, como ajudaremos Cristo a levar sua Cruz nos dias de hoje? Ele mesmo nos responde: “Eu estava com fome, e me destes de comer; estava com sede e me destes de beber; eu era forasteiro, e me recebestes em casa; estava nu, e me vestistes; doente, e cuidastes de mim; na prisão, e viestes até mim” (Mt 25,35-36). Cada vez que fizermos isso ao menor dos nossos irmãos, aliviando o peso de suas cruzes, é ao próprio Cristo que estamos fazendo.

Todos: Ó Mãe aflita, pelas dores que sofrestes vendo vosso Filho preso, coberto de sangue e chagas, coroado de espinhos, caindo sob o peso da cruz, nós vos pedimos: alcançai-nos a graça de viver levando com alegria a nossa cruz, em perfeita conformidade com a vontade de Deus. Amém!

Dir.: Em memória da quarta dor, da amargura que teve Maria, encontrando Seu Divino Filho com a pesada cruz nas costas. Todos: Ave-Maria...

Canto: Que martírio na minh'alma, encontrando o meu Jesus. No caminho do Calvário; arquejando sob a Cruz.

 

5ª DOR – O CALVÁRIO: A CRUCIFIXÃO E A MORTE DE JESUS

Leitor 1: “Jesus, ao ver a sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: ‘Mulher, este é o teu filho’. Depois disse ao discípulo: „Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo” (Jo 19, 25-27).

Leitor 2: Assistimos aqui uma nova espécie de martírio: uma mãe, condenada a ver seu único e amado Filho morrer pregado numa cruz. Maria ficou firme ao pé da cruz. E ali ficou sem poder aliviar em nada as dores de seu Filho. De agonia em agonia, a divina Mãe vê seu filho morrer. Seu corpo sem vida já não sofria mais. Mas as dores de Maria continuam: há mais duas estações no seu caminho doloroso. Maria Santíssima, ao pé da cruz, é, antes de tudo, a Mãe de Jesus. “Estava de pé junto à cruz de Jesus, Maria, sua Mãe”. Que as dores de Maria não fiquem sem produzir frutos em nossas almas: frutos de vida e conversão, que nos façam querer levar até o fim a nossa cruz, na certeza que Maria sempre nos acompanha.

Todos: Ó Mãe aflita, pelas dores que sentistes vendo vosso Filho inocente agonizando pouco à pouco num mar de tormentos e humilhações, no duro leito da cruz, nós vos pedimos: alcançai-nos a graça de viver crucificados para as ilusões do mundo, e dedicados unicamente às coisas de Deus. Amém!

Dir.: Em memória da quinta dor, da agonia que teve Maria por ver morrer Seu Filho, crucificado entre dois ladrões. Todos: Ave-Maria...

Canto: Mas, ó céus, ó terra, vede: dor maior não pode haver. Vendo a morte do meu Filho; foi milagre eu não morrer!

 

6ª DOR – MARIA RECEBE O CORPO DE SEU FILHO MORTO NOS BRAÇOS

Leitor 1: “José de Arimateia, que era discípulo de Jesus – mas às escondidas, por medo dos judeus – pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus. Pilatos consentiu. Então José veio tirar o corpo de Jesus. Chegou também Nicodemos, o mesmo que antes tinha ido encontrar-se de noite com Jesus. Levou uns trinta quilos de perfume feito de mirra e aloés. Então tomaram o corpo de Jesus e o envolveram com aromas em faixas de linho, como os judeus costumavam sepultar” (Jo 19, 38-40).

Leitor 2: Eis que o corpo, frio e sem vida do Salvador repousa agora no colo de sua Mãe. É o mesmo Jesus que, recém-nascido ela carregou ao colo, levando-o ao Templo para ser apresentado, ocasião em que ouviu de Simeão aquela profecia: “Uma espada traspassará tua alma”. O coração de Maria agora é traspassado como foi o de Jesus na cruz. Mas, esta chaga do lado aberto de Jesus nos mostra seu amor invisível. Diante de tão grande amor, devemos crer que “se o Filho de Deus quis que lhe fosse aberto o lado para dar-nos seu coração, é justo que lhe demos também o nosso” (São Boaventura). O coração aberto de Jesus abriu-nos as portas da misericórdia. Vamos a Ele arrependidos. Ele nos acolherá.

Todos: Ó Mãe aflita, pelas dores que traspassaram vosso coração materno, quando atravessaram com uma lança o Coração de vosso filho, nós vos pedimos, alcançai-nos a graça de habitar sempre no Coração de Jesus, aberto para ser o nosso asilo, nosso retiro, e nosso repouso. Recebei-nos, ó Virgem das Dores, em vossos braços na hora da morte para que vendo a Jesus, participemos convosco das alegrias celestiais. Amém!

Dir.: Em memória da sexta dor, da angústia que teve Maria quando despregaram da Cruz o Corpo de Seu Filho e o colocaram em seus braços. Todos: Ave-Maria...

Canto: Contemplai meu sofrimento, minha angústia ao pé da Cruz: Pela lança, transpassado; vi meu Filho, o meu Jesus.

 

7ª DOR – A SOLEDADE DE MARIA

Leitor 1: “Havia um homem bom e justo, chamado José, membro do Conselho. José foi Ter com Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Desceu o corpo da cruz, enrolou-o num lençol e colocou-o num túmulo escavado na rocha, onde ninguém ainda tinha sido sepultado” (Lc 23, 50.52-53).

Leitor 2: Como é dura uma despedida! Ainda mais quando é uma Mãe que sepulta seu Filho único. Mas, era preciso apressar o sepultamento de Jesus, pois era a festa da páscoa dos judeus. Neste contexto, as dores de Maria chegam ao seu ponto máximo. Separam dela o corpo sem vida de seu Filho. Diante da pedra que fechou a entrada do santo sepulcro Maria reza e chora. Neste momento, sigamos Maria silenciosos, mas não a deixemos sozinha. Ela nos ensina muito, pois, apesar de toda esta dor, ela sentia-se cheia de fé. Em Maria repousou a Fé da Igreja desde a hora da morte até a ressurreição de Cristo. Esta é uma lição que podemos tirar da soledade: Fé! Quantas vezes deixamos nossas luzes se apagarem ao cair sobre nós a noite das provações. Mas, quando as provações vierem, não deixemos de recorrer a Virgem Mãe. Ela nos ensinará a repetirmos sempre sim no cumprimento da vontade do Pai.

Todos: Ó Mãe aflita, pela sétima espada que traspassou vosso coração, quando estreitastes entre vossos braços o corpo ensanguentado e frio do vosso filho, e o acompanhaste até sua sepultura, sepultando com ele vosso coração ardente de amor, nós vos pedimos: alcançai-nos o perdão dos nossos pecados, o socorro nas tentações e a perseverança final. Amém!

Dir.: Em memória da sétima dor, da soledade que teve Maria, ficando sem Filho nem vivo, nem mesmo morto. Todos: Ave-Maria...

Canto: Oh! Que dor mais cruciante, que suprema solidão! Ao levarem-no ao sepulcro, invadiu-me o coração.

 

ORAÇÃO FINAL

Oração do Papa Francisco Diante da Pandemia do Covid-19 (Todos rezam juntos)

Ó Maria, Tu sempre brilhas em nosso caminho como sinal de salvação e esperança. Nós nos entregamos a Ti, Saúde dos Enfermos, que na Cruz foste associada à dor de Jesus, mantendo firme a Tua fé. Tu, Salvação do povo cristão, sabes do que precisamos e temos a certeza de que garantirás, como em Caná da Galileia, que a alegria e a celebração possam retornar após este momento de provação. Ajuda-nos, Mãe do Divino Amor, a nos conformarmos com a vontade do Pai e a fazer o que Jesus nos disser. Ele que tomou sobre si nossos sofrimentos e tomou sobre si nossas dores para nos levar, através da Cruz, à alegria da Ressurreição. Amém! Sob a Tua proteção, buscamos refúgio, Santa Mãe de Deus. Não desprezes as nossas súplicas, nós que estamos na provação, e livra-nos de todo perigo, Virgem gloriosa e abençoada. Amém.

 

Fonte: Arquidiocese de Mariana - MG (adaptado)