quinta-feira, 3 de abril de 2025

Via-Sacra Romaria dos Vicentino, Aparecida-SP, 2025 “Ser Vicentino – Vieste me ver ou vieste me visitar?”

 

 


Oração Inicial:

Animador: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Todos: Amém.

 

Animador: Confrades e Consócias, a Igreja oferece a meditação da Via-Sacra como sacramental e exercício espiritual.  Nela contemplamos o amor do Senhor Jesus, que sofreu e morreu pela humanidade para que tivéssemos a vida eterna. Celebrando o Jubileu da Esperança, vamos meditar e rezar os passos de Jesus em sua Paixão, Morte e Ressurreição. É nele que depositamos a nossa esperança, como fizeram Ozanam, S. Vicente de Paulo e todos os santos e santas da Família Vicentina, pois compreendiam que “Jesus Cristo é a regra da missão”. Também nos uniremos em oração pela Congregação da Missão, em seu ano jubilar, completando 400 anos de fundação jurídica e uma história repleta de ardor missionário. Acompanhemos com fé e piedade.

 

Canto (Hino do Jubileu da Esperança)

 

Chama viva da minha esperança,
este canto suba para Ti!
Seio eterno de infinita vida,
no caminho eu confio em Ti!

 

Toda a língua, povo e nação
tua luz encontra na Palavra.
Os teus filhos, frágeis e dispersos
se reúnem no teu Filho amado. (refrão)

 

1a. Estação – Jesus é condenado à morte

 

Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!

Todos: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

 

Leitor 1: Pilatos procurava libertar Jesus. Mas os judeus gritavam: “Se o libertas, não és amigo de César! Todo aquele que se faz rei, é inimigo de César. Pilatos, ouvindo estas palavras, mandou trazer Jesus e disse aos judeus: ‘Eis o vosso rei. Eles, porém, gritaram: ‘Tira-o, tira-o, crucifica-o’. Disse Pilatos: ‘Crucificarei o vosso rei?’ Responderam os pontífices: ‘Não temos outro rei senão César’. Então Pilatos entregou-lhes Jesus para ser crucificado” (Jo 9,12-16).

 

Leitor 2: “Muitas vezes encontramos pessoas desanimadas que olham, com ceticismo e pessimismo, para o futuro como se nada lhes pudesse proporcionar felicidade. Que o Jubileu seja, para todos, ocasião de reanimar a esperança! A Palavra de Deus ajuda-nos a encontrar as razões para isso. Deixemo-nos guiar pelo que o apóstolo Paulo escreve precisamente aos cristãos de Roma. “A esperança não decepciona, pois o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo” Rm 5, 5 (Bula do Ano Santo da Esperança).

 

Animador: Em nossa missão enquanto vicentinos devemos ser sinais de esperança para aqueles que, por vezes, perderam a esperança de dias melhores. Que a exemplo de Maria, a senhora da visitação, o confrade e a consócia possam verdadeiramente levar uma palavra de esperança e uma presença transformadora para tantos pobres que estão pelo caminho.

 

 

Todos: Senhor, que possamos ser sinais de esperança a todos os que são condenados pela falta de expectativa quanto ao presente e ao futuro.

 

Pai Nosso, Ave-Maria, Glória...

 

Canto: A morrer crucificado / teu Jesus é condenado.

             Por teus crimes, pecador,/ Por teus crimes pecador.

            Com Vicente e Ozanam, / nós queremos te seguir

A esperança do amanhã, / novamente irá florir.

 

2a. Estação – Jesus carrega a cruz

Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!

Todos: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

 

Leitor 1:Depois de caçoarem dele, tiraram-lhe o manto e o vestiram com suas próprias roupas. E o levaram para crucificar” (Mt 27, 31)

 

Leitor 2: “Na verdade, é o Espírito Santo, com a sua presença perene no caminho da Igreja, que irradia nos crentes a luz da esperança: mantém-na acesa como uma tocha que nunca se apaga, para dar apoio e vigor à nossa vida. Com efeito a esperança cristã não engana nem desilude, porque está fundada na certeza de que nada e ninguém poderá jamais separar-nos do amor divino: «Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada? (…) Mas em tudo isso saímos mais do que vencedores graças Àquele que nos amou.” (Bula do Ano Santo da Esperança).

 

Animador: “Maria partiu apressadamente”. O Evangelista Lucas não deixa dúvidas quanto à disponibilidade de Maria em servir a sua prima Isabel. Nós também devemos aprender com Maria a não apenas ver a realidade dos pobres de forma superficial, mas a partir com alegria em direção aos Pobres e sofredores para servi-los em suas necessidades.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              

Todos: Senhor ajudai-nos a servir sempre os pobres e sofredores com zelo e ardor missionário. Como tua Mãe, queremos ser testemunhas do teu amor e trilhar sempre as vias da esperança e da luta contra o mal. Amém!

 

Pai Nosso, Ave-Maria, Glória...

 

Canto: Com a cruz é carregado/ E do peso acabrunhado

            Vai morrer por teu amor. / Vai morrer por teu amor.

            Com Vicente e Ozanam, / nós queremos te seguir

A esperança do amanhã, / novamente irá florir.

 

 

3a. Estação – Jesus cai pela primeira vez

 

Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!

Todos: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

 

Leitor 1: “O senhor me deu língua de discípulo, para que eu saiba ajudar o desanimado com uma palavra de coragem. Na verdade, são nossas doenças que ele carregou, são nossas dores que ele levou em suas costas. Todos nós estávamos perdidos como ovelhas: cada qual se desviava pelo seu próprio caminho. E Deus fez cair sobre ele os pecados de todos nós” (Is 50,4; 53, 4.6).

 

Leitor 2: “São Paulo é muito realista. Sabe que a vida é feita de alegrias e sofrimentos, que o amor é posto à prova quando aumentam as dificuldades e a esperança parece desmoronar-se diante do sofrimento. E, no entanto, escreve: “Gloriamo-nos também das tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência, a paciência a firmeza, e a firmeza a esperança” (Rm 5, 3-4).” (Bula do Ano Santo da Esperança).

 

Animador: As dificuldades do caminho não podem nos desanimar. Maria sabia que a viagem até a casa da sua parenta Isabel seria repleta de desafios, mas não desanima, deixa tudo para trás e vai servir. Que as possibilidades das quedas pelo caminho não tirem de nós o ânimo para visitar os nossos mestres e senhores, os Pobres.

 

Todos: Senhor renovai nossas forças e aumentai nosso ânimo para amar e servir a Cristo nos pobres!

 

Pai Nosso, Ave-Maria, Glória...

 

Canto: Pela cruz tão oprimido, / Cai Jesus desfalecido,

            Pela tua salvação, / Pela tua salvação.

           Com Vicente e Ozanam, / nós queremos te seguir

A esperança do amanhã, / novamente irá florir.

 

4a. Estação – Jesus encontra com sua mãe

 

Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!

Todos: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

 

Leitor 1: “Simeão os abençoou e disse a Maria, mãe do menino: ‘Eis que esta criança será causa de ruína e de salvação para muitos em Israel. Será um sinal de contradição. E uma espada de dor traspassará a tua alma, para que se descubram os pensamentos de muitos corações’” (Lc 2,34-35).

 

Leitor 2: “A esperança encontra, na Mãe de Deus, a sua testemunha mais elevada. N’Ela vemos como a esperança não seja um efêmero otimismo, mas dom de graça no realismo da vida. Como todas as mães, cada vez que olhava para o Filho pensava no seu futuro, e certamente no coração trazia gravadas aquelas palavras que Simeão Lhe dirigira no templo: “Este menino está aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição; uma espada traspassará a tua alma” (Lc 2, 34-35). E aos pés da cruz, enquanto via Jesus inocente sofrer e morrer, embora atravessada por terrível angústia, repetia o seu “sim”, sem perder a esperança e a confiança no Senhor.” (Bula do Ano Santo da Esperança).

 

Animador:  Na mística da visita aos pobres descobrimos o cerne da vocação vicentina. Assim como Maria que encontra seu filho no caminho do calvário, também encontramos muitos pobres em seu calvário diário. A visita deve ser uma oportunidade de olhar nos olhos e participar da história dos pobres e crucificados do nosso tempo.

 

Todos: Ó Maria, mãe das Dores, nossa mãe e companheira de todas as horas, intercedei junto a Deus forças e luzes para podermos carregar nossas cruzes e servir os Pobres!

 

Pai Nosso, Ave-Maria, Glória...

Canto: Vê a dor da mãe amada, / Que se encontra desolada

            Com seu filho em aflição, / Com seu filho em aflição.

           Com Vicente e Ozanam, / nós queremos te seguir

A esperança do amanhã, / novamente irá florir.

 

5a. Estação – Simão Cirineu ajuda Jesus a carregar a cruz

 

Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!

Todos: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

 

Leitor 1: “Enquanto levavam Jesus, pegaram certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e fizeram com que carregasse a cruz de Jesus” (Lc 23,26).

 

Leitor 2: “Além de beber a esperança na graça de Deus, somos também chamados a descobri-la nos sinais dos tempos, que o Senhor oferece.” (Bula do Ano Santo da Esperança). Foi a partir da leitura dos sinais dos tempos, que São Vicente de Paulo funda em 17 de abril de 1625 a Congregação da Missão. Uma associação de padres e irmãos com o objetivo de evangelizar os pobres, formar o clero e os leigos. Como Missionários Vicentinos, os padres e irmãos lazaristas, como são popularmente conhecidos, atuam nas mais diversas realidades de pobreza, sendo uma presença transformadora na vida dos mais pobres.

 

Animador: A Congregação da Missão, vivendo o seu 400° aniversário de fundação, continua a viver a espiritualidade de Jesus Cristo, o evangelizador dos pobres. Diz São Vicente: “Nossa partilha, portanto, meus Senhores e meus Irmãos, são os pobres, os pobres: Pauperibus evangelizare misit me. Que felicidade, meus Senhores, que felicidade! Fazer aquilo que trouxe Nosso Senhor do céu à terra e mediante o que, iremos também nós da terra ao céu; continuar a obra de Deus, que fugia das cidades e ia aos campos procurar os pobres!” (SV, XII, 5).

 

Todos: Os Missionários Vicentinos são chamados a revestir-se do Espírito de Jesus Cristo e a ajudar a carregar a cruz dos pobres, aliviando as dores de tantos que estão vivendo o seu calvário.

 

Pai Nosso, Ave-Maria, Glória...

 

Canto: No caminho do calvário / Um auxílio necessário

            Não lhe nega o Cirineu, / Não lhe nega o Cirineu.

Com Vicente e Ozanam, / nós queremos te seguir

A esperança do amanhã, / novamente irá florir.

    

 6a. Estação – Verônica enxuga o rosto de Jesus

 

Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!

Todos: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

 

Leitor 1: “Ele não tinha aparência nem beleza para atrair o nosso olhar, nem simpatia para que pudéssemos apreciá-lo. Desprezado e rejeitado pelos homens, homem das dores, experimentado no sofrimento” (Is 53,3).

 

Leitor 2: “Sinais de esperança hão de ser oferecidos aos doentes, que se encontram em casa ou no hospital. Que os seus sofrimentos encontrem alívio na proximidade de pessoas que os visitem e no carinho que recebem! As obras de misericórdia são também obras de esperança, que despertam nos corações sentimentos de gratidão.” (Bula do Ano Santo da Esperança).

 

Animador: No encontro amoroso entre Maria e Isabel, há lugar para a troca de olhares e sentimentos de alegria e gratidão. Isabel não esconde o seu júbilo ao receber a visita da sua parenta a ponto de exclamar: “Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar?” (Lc 1, 43). Muitas vezes na visita aos pobres, eles também se sentem indignos de nos receber em sua casa. É aí que devemos nos colocar ao lado deles como servidores e não senhores.

 

Todos: Ó Divino Salvador, ajudai-nos a buscar e a servir o verdadeiro Deus, cujo rosto se revela não no poder, no prazer e no ter, e sim nos muitos rostos de mulheres, e homens, crianças e jovens, adultos e idosos abandonados e excluídos!

 

Pai Nosso, Ave-Maria, Glória...

 

Canto: Eis o rosto ensanguentado, / Por Verônica enxugado,

            Que no pão apareceu, / Que no pano apareceu.

            Com Vicente e Ozanam, / nós queremos te seguir,

A esperança do amanhã, / novamente irá florir.

 


                              7a. Estação – Jesus cai pela segunda vez

 

Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!

Todos: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

 

Leitor 1: “Ele carregou as nossas dores, e tomou sobre si os nossos sofrimentos; e nós o julgamos um castigado, punido por Deus e humilhado. Foi ferido por causa das nossas culpas e esmagado pelas nossas iniquidades. O castigo que nos dá a paz caiu sobre ele e é pelas suas chagas que nós somos curados” (Is 53,4-5).

 

Leitor 2: “E sentidamente, invoco a esperança para os milhares de milhões de pobres, a quem muitas vezes falta o necessário para viver. Face à sucessão de renovadas vagas de empobrecimento, corre-se o risco de nos habituarmos e resignarmos. Mas não podemos desviar o olhar de situações tão dramáticas, que se veem já por todo o lado, e não apenas em certas zonas do mundo. Todos os dias encontramos pessoas pobres ou empobrecidas e, por vezes, podem ser nossas vizinhas de casa.” (Bula do Ano Santo da Esperança).

 

Animador:  A visita aos pobres é uma das principais formas de caridade dos vicentinos. Muitos se encontram caídos pelo caminho, exaustos da sua própria condição e à espera de alguém que possam lhes devolver a esperança. Peçamos a Maria, que assim como esteve em casa de Isabel, possamos também nós sermos presença restauradora na vida dos pobres.

 

Todos: Meu Deus, que possamos sempre mais amar e servir os Pobres, nossos mestres e senhores.

 

Pai Nosso, Ave-Maria, Glória...

 

Canto: Outra vez desfalecido, / Pelas dores abatido,

            Cai por terra o Salvador, / Cai por terra o Salvador.

           Com Vicente e Ozanam, / nós queremos te seguir

A esperança do amanhã, / novamente irá florir.

 

8a. Estação – Jesus consola as mulheres

 

Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!

Todos: Porque pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

 

Leitor 1: “O povo seguia Jesus em multidão, assim como mulheres que batiam no peito e choravam sobre ele. Mas Jesus, voltando-se para elas, disse: ‘Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; mas chorai antes por vós e por vossos filhos’” (Lc 23,27-28).

 

Leitor 2: Na origem da Congregação da Missão e do carisma vicentino, as mulheres desempenharam um papel importante: foram elas as primeiras a se juntarem em uma confraria para ajudar os mais pobres; foi nas terras de uma ilustre senhora, a madame de Gondi, a qual São Vicente chamava de “nossa fundadora”, que o carisma vicentino se iniciou numa missão junto aos pobres camponeses. Ao lado de Santa Luísa de Marilac, as Filhas da caridade desempenharam um papel revolucionário na França do século XVII. Portanto as mulheres sempre estiveram e, ainda estão, na história do carisma vicentino sendo um auxílio necessário às dores dos sofredores.

 

Animador:  Ao celebrar o Jubileu de fundação da Congregação da Missão queremos render ação de graças pelas inúmeras atividades desenvolvidas ao longo de 400 anos de história. A Congregação da Missão continua a consolar todos aqueles que se encontram em desespero, demonstrando um amor afetivo e efetivo pelos pobres.

 

Todos: “Nossa vocação é, portanto, ir, não a uma paróquia nem só a um bispado, mas por toda a terra; para fazer o quê? Abrasar os corações dos homens, fazer o que fez o Filho de Deus, que veio trazer fogo ao mundo, a fim de inflamá-lo com o seu amor” (SV, XII, 99).

 

Pai Nosso, Ave-Maria, Glória...

 

Canto: Das mulheres que choravam, / Que fiéis o acompanhavam,

            É Jesus consolador, / É Jesus Consolador.

            Com Vicente e Ozanam, / nós queremos te seguir

A esperança do amanhã, / novamente irá florir.

 

9a. Estação – Jesus cai pela terceira vez

 

Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!

Todos: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

 

Leitor 1: “Através da violência e do juízo Ele foi arrancado! Quem terá compaixão d’Ele? Sim, Ele foi arrancado da terra dos vivos; pelo eleito do meu povo Ele foi ferido de morte. Mas Ele não tinha cometido culpa nenhuma, nem tinha sido encontrada mentira nos seus lábios” (Is 53,8-9).

 

Leitor 2: “Assim deve ser; precisamos de transbordar de esperança (cf. Rm 15, 13) para testemunhar de modo credível e atraente a fé e o amor que trazemos no coração; para que a fé seja jubilosa, a caridade entusiasta; para que cada um seja capaz de oferecer ao menos um sorriso, um gesto de amizade, um olhar fraterno, uma escuta sincera, um serviço gratuito, sabendo que, no Espírito de Jesus, isso pode tornar-se uma semente fecunda de esperança para quem o recebe.” (Bula do Ano Santo da Esperança).

 

Animador: Maria é a servidora por excelência, aquela que ajuda a levantar os caídos e os acolhe em seus braços. Se caímos pelo peso dos nossos pecados, a intercessão materna de Maria nos ajuda a levantar para novamente seguir o seu filho Jesus.

 

Todos: Senhor Jesus, dai-nos força para vencer o cansaço e o desânimo. Não permita que pelas quedas no caminho, desistamos da nossa missão e vocação de servir os Pobres. Amém!

 

Pai Nosso, Ave-Maria, Glória...

 

Canto: Cai terceira vez prostrado, / Pelo peso redobrado

            Dos pecados e da cruz, / Dos pecados e da cruz.

            Com Vicente e Ozanam, / nós queremos te seguir

A esperança do amanhã, / novamente irá florir.

 

10a. Estação – Jesus é despido de suas vestes

 

Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!

Todos: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

 

Leitor 1: “Os soldados [...] dividiram entre si as vestes de Jesus. A túnica era feita de uma peça só, tecida de cima para baixo. Disseram então: ‘Não rasguemos, mas tiremos a sorte, para ver a quem toca” (Mc 15,24).

 

Leitor 2: “Enquanto, em virtude da esperança na qual fomos salvos, vendo passar o tempo, temos a certeza que a história da humanidade e a de cada um de nós não correm para uma meta sem saída nem para um abismo escuro, mas estão orientadas para o encontro com o Senhor da glória. Por isso vivemos na expectativa do seu regresso e na esperança de vivermos n’Ele para sempre: é com este espírito que fazemos nossa aquela comovente invocação dos primeiros cristãos com que termina a Sagrada Escritura: “Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22, 20).” (Bula do Ano Santo da Esperança).

 

Animador: Muitos são os que se encontram nus frente à realidade do presente e quanto a expectativa do futuro. São despidos das vestes da alegria, da dignidade e da esperança. É nosso dever enquanto vicentinos revesti-los do manto da justiça e da caridade.

 

Todos: Senhor ajudai-nos a respeitar a pessoa humana em sua dignidade e em seus sagrados direitos humanos. Dai-nos coragem e um coração grande para servir todos os desnudados de nosso tempo!

 

Pai Nosso, Ave-Maria, Glória...

 

Canto: Das suas vestes despojado, / Todo chagado e pisado,

            Eu vos vejo, meu Jesus, / Eu vos vejo, meu Jesus.

            Com Vicente e Ozanam, / nós queremos te seguir

A esperança do amanhã, / novamente irá florir.

 

 11a. Estação – Jesus é pregado na cruz

 

Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!

Todos: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

 

Leitor 1: “E chegando ao lugar do Calvário, aí o crucificaram, juntamente com os ladrões, um à direita e o outro à esquerda” (Lc 23,33).

 

Leitor 2: “Com efeito, a esperança nasce do amor e funda-se no amor que brota do Coração de Jesus trespassado na cruz: ‘Se de fato, quando éramos inimigos de Deus, fomos reconciliados com Ele pela morte de seu Filho, com muito mais razão, uma vez reconciliados, havemos de ser salvos pela sua vida’” (Rm 5, 10). (Bula do Ano Santo da Esperança).

 

Animador: Vieste me ver ou vieste me visitar? Essa pergunta também se aplica a realidade dos que hoje estão pregados na cruz. Não basta apenas o olhar de curiosidade ou um sentimento vazio de pena. O verdadeiro vicentino visita, ou seja, atua para que a dor da crucificação pelas mazelas sociais, não esmoreça os assistidos.

 

Todos: Senhor Jesus, em espírito de doação, de perdão e de compromisso com a justiça, ajudai-nos a empenhar nossas vidas em favor dos crucificados de nosso tempo!

 

Pai Nosso, Ave-Maria, Glória...

 

Canto: Sois por mim na cruz pregado, / Insultado e blasfemado

            Com cegueira e com furor, / Com cegueira e com furor.

Com Vicente e Ozanam, / nós queremos te seguir,

A esperança do amanhã, / novamente irá florir.

 

12a. Estação – Jesus morre na cruz

 

Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!

Todos: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

 

Leitor 1: “Para que a Escritura se cumprisse, Jesus exclamou: ‘Tenho sede!’. Havia perto uma vasilha cheia de vinagre. Molharam uma esponja no vinagre, colocaram-na na ponta de uma vara e levaram-na à boca de Jesus. Tendo provado o vinagre, Jesus disse: ‘Tudo está consumado’ e inclinando a cabeça, expirou” (Jo 19,28).

 

Leitor 2: “A esperança cristã consiste precisamente nisto: face à morte onde tudo parece acabar, através de Cristo e da sua graça que nos foi comunicada no Batismo, recebe-se a certeza de que ‘a vida não acaba, apenas se transforma’, para sempre. Com efeito, sepultados juntamente com Cristo no Batismo, recebemos n’Ele, ressuscitado, o dom duma vida nova, que derruba o muro da morte, fazendo dela uma passagem para a eternidade.” (Bula do Ano Santo da Esperança).

 

Animador: Sobre esse momento de dor São Vicente exorta: “Ei-lo nesse terrível tormento, tormento em que peço a Companhia que medite, tormento devido ao peso de seu corpo, à tensão dos braços, à rigidez dos pregos, ao número e à qualidade dos nervos transpassados. Que dor, meus Senhores! Quem pode imaginar outra maior! Se quiserdes provar todos os excessos de sua muitíssima amarga paixão, admirareis como pôde e quis suportá-los; ele, a quem bastaria transfigurar-se no Calvário, como no Tabor, para se fazer temido e adorado. Depois dessa admiração, direis, como esse meigo redentor: “Vede se há dor semelhante à minha dor! (SV, XII, 74)

 

Todos: Senhor Jesus, ensinai-nos a sempre nos abandonar nos braços do Pai, que acolhe as nossas dores e alivia os nossos sofrimentos e que nunca percamos a esperança frente as ameaças de morte do nosso tempo. Amém

 

Pai Nosso, Ave-Maria, Glória...

 

Canto: Meu Jesus, por mim morrestes, / Por nós todos padecestes.

            Oh! Que grande é vossa dor, / Oh! Que grande é vossa dor!

           Com Vicente e Ozanam, / nós queremos te seguir,

A esperança do amanhã, / novamente irá florir.

 

13a. Estação – Jesus é descido da cruz

 

Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!

Todos: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

 

Leitor 1: “José de Arimateia, que era discípulo de Jesus, embora ocultamente por medo dos judeus, pediu licença a Pilatos para retirar o corpo de Jesus. Pilatos deu licença. Veio então, e retirou o corpo de Jesus.” (Jo 19,38).

 

Leitor 2: “O testemunho mais convincente desta esperança é-nos oferecido pelos mártires que, firmes na fé em Cristo ressuscitado, foram capazes de renunciar à própria vida da terra para não trair o seu Senhor. Temo-los em todas as épocas e são numerosos – e talvez mais do que nunca nos nossos dias – como confessores da vida que não tem fim. Precisamos de conservar o seu testemunho para tornar fecunda a nossa esperança.” (Bula do Ano Santo da Esperança).

 

 Animador: Trabalhar em sua própria perfeição, evangelizar os pobres e formar o clero e os leigos. Estas são as máximas missionárias da Congregação da Missão, que desde a sua origem, tem a missão junto aos crucificados do nosso tempo, como cerne da sua identidade carismática. Muitos foram os irmãos e padres vicentinos que doaram e doam as suas vidas para levar um pouco de conforto aos sofredores. O testemunho dos mártires é um exemplo disso. Doaram a suas vidas na missão, para anunciar Jesus Cristo a toda criatura.

 

Todos: “Ah! meus irmãos, peçamos muito a Deus este espírito para toda a Congregação da Missão, que nos leve por toda parte, de sorte que, quando virem um ou dois missionários, possam dizer: “Eis homens apostólicos, preparados para irem aos quatro cantos do mundo, levando a palavra de Deus”. Roguemos a Deus que nos conceda esse coração.” (SV, XI, 132).

 

Pai Nosso, Ave-Maria, Glória...

 

Canto: Do madeiro vos tiraram / E à mãe vos entregaram.

            Com que dor e compaixão, / Com que dor e compaixão

            Com Vicente e Ozanam, / nós queremos te seguir,

A esperança do amanhã, / novamente irá florir.

 

14a. Estação – Jesus é sepultado

 

Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!

Todos: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

 

Leitor 1: “José de Arimateia e Nicodemos tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em faixas de linho, segundo o costume dos judeus. No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo onde ninguém tinha sido sepultado. Foi lá que eles colocaram Jesus” (Jo 19,40-42).

 

Leitor 2: “Então, que será de nós depois da morte? Com Jesus, além deste limiar, há a vida eterna, que consiste na plena comunhão com Deus, na contemplação e participação do seu amor infinito. Tudo o que agora vivemos na esperança, vê-lo-emos então na realidade.” (Bula do Ano Santo da Esperança).

 

Animador:  O momento do sepultamento de um ente querido é sempre um momento de muita dor, pois agora não há mais um corpo visível por quem chorar e a saudade fará morada. Mas o vazio que a ausência provoca não pode nos colocar numa atitude de frustração, pelo contrário, a fé, como a de Maria que foi feliz por que acreditou, deve nos manter de pé, mesmo quando a espera possa parecer angustiante.

 

Todos: Senhor Jesus, convertei-nos sempre mais ao vosso amor, sepultando em nós tudo o que gera egoísmo e desamor e, assim poderemos produzir muitos frutos de vida e de amor!

 

Pai Nosso, Ave-Maria, Glória...

 

Canto: No sepulcro vos puseram, / Mas os homens tudo esperam

            Do mistério da paixão, / Do mistério da paixão.

Com Vicente e Ozanam, / nós queremos te seguir,

A esperança do amanhã, / novamente irá florir.

 

15a. Estação – Jesus ressuscita ao terceiro dia

 

Animador: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e vos bendizemos!

Todos: Porque, pela vossa santa cruz, remistes o mundo!

 

Leitor 1: “Não tenhais medo. Buscais Jesus de Nazaré, que foi crucificado. Ele ressuscitou, já não está aqui. Eis o lugar onde o depositaram. Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vos precede na Galileia. Lá o vereis como vos disse” (Mc 16,6-7).

 

Leitor 2: “Deixemo-nos, desde já, atrair pela esperança, consentindo-lhe que, por nosso intermédio, se torne contagiosa para quantos a desejam. Possa a nossa vida dizer-lhes: «Confia no Senhor! Sê forte e corajoso, e confia no Senhor» (Sal 27, 14). Que a força da esperança encha o nosso presente, aguardando com confiança o regresso do Senhor Jesus Cristo, a Quem é devido o louvor e a glória agora e nos séculos futuros.” (Bula do Ano Santo da Esperança).

 

Animador: A Ressurreição de Jesus é a vitória do Reino de Deus. Reino de Justiça e Caridade. Reino de solidariedade e de paz. Reino da vida e da comunhão. Que possamos participar desse Reino e sermos construtores de vida nova, missionários da esperança e visitadores da transformação social.

 

Todos: Deus de amor e bondade, nós vos louvamos pela ressurreição de Cristo, que nos transforma, nos liberta e nos salva no amor! Queremos, Senhor, viver a vida nova de Cristo Ressuscitado! Queremos, Senhor, viver a ressurreição, fazendo crescer e triunfar, em nós e no mundo, a vida digna, justa e solidária para todos.

 

Pai Nosso, Ave-Maria, Glória...

 

Canto: Meu coração me diz: “O amor me amou e se entregou por mim! ”  Jesus ressuscitou! Passou a escuridão, o sol nasceu! A vida triunfou: Jesus ressuscitou!

 

 

Oração de São Vicente de Paulo pelas Vocações

 

“Senhor, mandai bons operários à vossa igreja,

mandai missionários e missionárias,

como convêm que sejam,

para que trabalhem de modo eficaz na vossa vinha; pessoas, meu Deus, desapegadas de si mesmas,

das suas comodidades e dos bens terrenos.

Não importa se em pequeno número,

contanto que sejam bons.

Senhor, concedei esta graça à vossa Igreja”

Amém!

S. Vicente, rogai por nós!

Beato Frederico Ozanam, rogai por nós!

 


Conclusão

 

Animador: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Todos.: Amém.

Animador: Bendigamos ao Senhor.

Todos.: Graças a Deus.

 

Fonte: SSVP Conselho Nacional do Brasil

ROMARIA #CM400ANOS À APARECIDA DO NORTE - SP, 2025

 


A Congregação da Missão no Brasil peregrinou ao Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida de 28 a 30 de março de 2025 para agradecer a Deus Pai, por meio da Mãe Aparecida, os 400 anos de fundação jurídica da Congregação da Missão. A peregrinação deu-se no contexto da 53ª Romaria dos Vicentinos (Sociedade de São Vicente de Paulo) e da 2ª Romaria da Família Vicentina do Brasil.  

 

Estiveram presentes na romaria mais de 50 coirmãos que em clima jubilar, celebraram esse grande encontro nacional junto à Nossa Senhora Aparecida, membros da Família Vicentina e demais Povo de Deus presentes no evento.  

 

A programação foi intensa e variada, de modo que se pôde, pelos exercícios de fé, manifestar a alegria própria do momento, bem como, agradecer a Deus por fazer parte de tão significativa obra, que é a Congregação, e que São Vicente, como recordou Dom José nas duas missas que presidiu na romaria, quis chamar de pequena: Pequena Companhia.

 

Na sexta, 28/03/2025, às 17h, no Caminho do Rosário, a Família Vicentina do Brasil, presidida pelo Pe. Edson Friedrichsen, CM, coordenou a oração do Terço.

 

No sábado, 29,pela manhã, às 9h, outro momento de espiritualidade aconteceu no Morro do Cruzeiro, a Via Sacra, coordenada pelo Pe. Allan Ferreira, CM, Assessor Espiritual do Conselho Nacional da SSVP, com a participação dos leigos e com a presença de 15 jovens, seminaristas ou não, vestidos de São Vicente de Paulo, que distribuíam pão às pessoas. Na ocasião, três estações aludiram à Congregação e foram conduzidas pelos padres vicentinos, a saber: 5ª estação: Pe. Adriano Pires (Província Brasileira da Congregação da Missão - PBCM), 8ª estação: Pe. Alisson Medeiros (Congregação da Missão Província do Sul - CMPS) e 13ª estação: Pe. Silvio Mitozo (Província de Fortaleza da Congregação da Missão - PFCM).

 

No período da tarde aconteceram duas atividades especiais. Às 14h30, o Show de Talentos das Conferências de Crianças e Adolescentes – CCA no Centro de Eventos Padre Vitor, coordenado pelo Conselho Nacional da SSVP, e simultaneamente, a partir das 15h, um Simpósio sobre “a espiritualidade, formação e ação vicentina e sua relação com os leigos no mundo hoje” no subsolo do mesmo centro de eventos, ministrado pelo Pe. Cleber Teodósio, CM, Coordenador da Comissão Nacional da CM 400 anos. O simpósio esteve composto por três falas, sobre Espiritualidade Vicentina, falou o Pe. Simão Valenga (CMPS), Formação, Pe. Eli Chaves (PBCM) e Ação, Pe. Adriano Santos (PFCM). Nos intervalos Pe. Cleber disse sobre a razão de ser do simpósio: os 400 anos da Pequena Companhia, bem como, sobre a Família Vicentina Internacional e a urgência de trabalhos comuns, tais como o FHA/Projeto 13 Casas e as Confrarias Vicentinas com a ajuda da Inês Barés (Presidenta da SSVP Panamá), que deu um testemunho sobre sua atuação na Confraria de Tradutores, presencialmente, e do Pe. Guillermo Campuzano, CM (Família Vicentina Internacional) que, por meio de um vídeo, motivou os presentes a participarem das confrarias e anunciou sua visita ao Brasil prevista para maio de 2025. O momento foi concluído com uma bênção ministrada por Dom José Carlos Chacorowski, CM (Bispo de Caraguatatuba) e sorteios de livros, três deles lançados no simpósio: a) “Congregação da Missão: um chamado para a renovação do seguimento de Cristo, evangelizador dos pobres” do Pe. Eli Chaves, CM e b) Vol I: Entrevista com São Vicente de Paulo: sua vida, espiritualidade e doutrina e Vol II: Entrevista com São Vicente de Paulo: Documentos fundacionais, ambos do Pe. Gilson Camargo, CM.

 

Às 18h do sábado, 29, a Catedral Basílica Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida acolheu a missa pelos 400 anos da Congregação da Missão presidida por Dom Chacorowski e concelebrada pelos Provinciais: Pe. Vandeir Barbosa (PBCM), Pe. Simão Valenga (CMPS) e demais coirmãos presentes. Pe. Jânio Silva, CM, recém eleito, visitador provincial da Província de Fortaleza da Congregação da Missão, por questões pessoais, esteve ausente. Em sua homilia, Dom Chacorowski lembrou da virtude da humildade, tão cara ao fundador Vicente de Paulo, recordando a partilha de oração de 25 de novembro de 1657, quando um jovem padre, refere-se à Congregação com o adjetivo de Santa, apresentando-a como grande, e São Vicente pondera aludindo ao grupo de Jesus que era um pequeno grupo, que fazia trabalhos humildes, servindo aos pobres na caridade, assim também devia ser a Congregação, uma Pequena Companhia. Lembrou também aos coirmãos que o carisma vicentino nasceu na força da palavra de duas homilias pregadas pelo Padre Vicente, de modo que a pregação hoje precisa continuar sendo proferida com coragem, convicção e centrada no evangelho de Jesus. Por último, que como na época do Fundador, o jubileu hoje ajude a Congregação a agradecer a Deus pela instituição da Missão, a pedir perdão pelas falhas que a Companhia cometeu, e que lhe seja concedida a graça de corrigir essas falhas a fim de que possa desempenhar melhor o serviço que lhe diz respeito. Salientamos que no altar principal do santuário estava uma imagem de São Vicente de Paulo, confeccionada para a celebração, e as relíquias: osso da costela, pedaço da túnica e carta à Santa Luísa de Marillac, que estão em peregrinação pelo Brasil. O dia terminou com o Festival Cultural Ozanam a partir das 19h30 no Centro de Eventos Padre Vitor, coordenado pelas juventudes vicentinas.

 

No domingo, dia 30, às 7h da manhã deu início no Centro de Eventos Padre Vitor a Festa Regulamentar da SSVP com momentos que aludiram ao jubileu da Igreja 2025: “vicentinos, peregrinos da esperança com Nossa Senhora Aparecida”, cuja imagem foi conduzida ao palco do evento pelo Presidente do Conselho Nacional da SSVP Brasil, Márcio Silva e outros quatro companheiros. Na oportunidade, também foram introduzidas a imagem de Frederico Ozanam, levada por leigos, e a imagem de São Vicente de Paulo, trazida pelos padres Allan e Vandeir. Em seguida Pe. Cleber foi chamado ao palco principal para se dirigir às, quase 8.000, pessoas presentes sobre os 400 anos da CM, que após situá-los passou um vídeo onde Pe. Adalberto Costa, CM discorreu sobre o assunto, seguido do vídeo institucional da Congregação da Missão elaborado pela Cúria Geral e no Brasil narrado pelo Pe. Edson. A festa continuou e foi concluída ao meio-dia com missa em ação de graças, encerrando também a romaria. Dom José Chacorowski presidiu a eucaristia, concelebrada pelos coirmãos e demais assessores espirituais da SSVP presentes, já sejam padre diocesanos ou de outros ramos da família vicentina.

 

Peregrinar à Casa da Mãe Aparecida sempre é um momento especial na vida de qualquer devoto, ainda mais, como neste caso, para agradecer por tantas maravilhas que Deus tem feito no mundo pelas mãos dos padres e irmãos da Congregação da Missão. Gratidão também ao Conselho Nacional da SSVP nas pessoas de seu Presidente e Elisabete Castro, coordenadora geral da Romaria, que não mediram esforços em receber a Pequena Companhia e os demais ramos da Família Vicentina para caminhar junto. Deus abençoe a todos! 

Fonte: Famvin PT

Missa #CM400Anos

 


segunda-feira, 3 de março de 2025

Quaresma no Ciclo Pascal



O ciclo pascal é formado pela quaresma, semana santa e páscoa.

A Quaresma é um período de 40 dias de preparação para a Páscoa, celebrado pelos cristãos. Começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos, antes da Semana Santa. É um tempo de reflexão, oração, jejum e caridade, inspirado nos 40 dias que Jesus passou no deserto.

Como explicar de forma pedagógica e prática:

1. Com uma metáfora simples:
"Imagine que a Quaresma é como um treinamento antes de uma grande celebração. Assim como um atleta se prepara para uma competição, os cristãos usam esse tempo para fortalecer a fé e melhorar suas atitudes."

2. Com exemplos do dia a dia:
"A Quaresma nos incentiva a deixar de lado coisas ruins, como brigas ou egoísmo, e praticar o bem, como ajudar os outros e ser mais paciente."

3. Com uma estrutura clara:

  • Quanto tempo dura? 40 dias.
  • O que se faz? Reflexão, oração, jejum e boas ações (esmola/caridade).
  • Por quê? Para lembrar o sacrifício de Jesus e se preparar para a Páscoa.

Para viver melhor o tempo da Quaresma, é importante focar em três pilares essenciais: oração, jejum e caridade. Aqui estão algumas formas práticas de colocá-los em ação:

1. Oração: Fortalecer a conexão com Deus

  • Reservar um tempo diário para rezar, mesmo que seja apenas alguns minutos.
  • Ler a Bíblia, especialmente passagens sobre a Paixão de Cristo.
  • Participar de missas, especialmente aos domingos e na Via-Sacra.
  • Praticar a meditação e o silêncio para ouvir a Deus.

2. Jejum: Exercitar o autocontrole e a simplicidade

  • Fazer jejum nas sextas-feiras (abrir mão de carne ou de algo que gosta muito).
  • Reduzir o tempo nas redes sociais ou outras distrações e usar esse tempo para algo produtivo.
  • Evitar excessos no consumo (comida, compras, entretenimento).
  • Praticar a moderação e aprender a viver com menos.

3. Caridade: Praticar o amor ao próximo

  • Ajudar alguém que precisa, seja com palavras, atenção ou recursos materiais.
  • Doar roupas, alimentos ou tempo para causas sociais.
  • Evitar fofocas, julgamentos e procurar ser mais paciente e compreensivo.
  • Perdoar e buscar a reconciliação com quem teve desentendimentos.

A Quaresma é um tempo de renovação interior. Pequenas mudanças no dia a dia podem transformar esse período em um verdadeiro caminho de preparação para a Páscoa.

domingo, 9 de fevereiro de 2025

Pastoral do Estágio: Missão Internacional da Congregação da Missão em Lombe - Angola (África)



Irmão Raimundo de Freitas Brito da Silva, CM

Foi-me concedido a oportunidade de viver uma missão de férias em Lombe – Angola, tal concessão foi dada e custeada pelo governo geral por intermédio do Pe. Nélio Pita, conselheiro geral da Congregação da Missão para os países de língua portuguesa. Assim, em uma visita à nossa Província (Província de Fortaleza da Congregação da Missão), o referido conselheiro conversou com o Pe. Alexandre sobre a situação um tanto delicada da missão em Lombe depois da morte do Pe. Jorge Luis Rodriguez Baquero, CM, em um trágico acidente automobilístico. Neste interim, Pe. Alexandre ofereceu-se para compor a equipe missionária em Lombe e comentou sobre o meu interesse (Raimundo de Freitas Brito da Sila, CM) nas missões internacionais, sobretudo no continente africano, o que gerou a ideia de eu realizar o estágio acima citado.

Depois do processo para tirar o visto, como também de algumas situações imprevistas, no dia 23 de dezembro de 2024 consegui viajar para a cidade de Luanda, chegando lá em 24 de dezembro de 2025, vésperas de natal. Na capital eu fique na casa das Filhas da Caridade e participei das celebrações litúrgicas na igreja da Sagrada Família, dirigida por uma comunidade redentorista.

Nos dias que passei na capital pude comprovar uma convicção já trazida do Brasil, a saber, que o continente africano não é apenas um lugar de terríveis misérias, mas há boas estruturas na cidade, sobretudo na capital. No entanto, ao mesmo tempo que se pode contemplar esplêndidas belezas arquitetônicas neste local, fica mais evidente e se mostra incoerente a diferença abismal entre os ricos e pobres. Enquanto há espaços privilegiados, outras pessoas estão acumuladas em lugares precários (no sentido do saneamento, por exemplo) e em casas de barro.

Outra questão notável da capital é que, tendo em vista que a guerra civil terminou no ano de 2002, muito recente, o país ainda está se organizando em sua estrutura política e social. Assim, o baixo valor do dinheiro, o modelo dos carros, mesmo o modo das pessoas se vestirem lembram o Brasil nas décadas de 1960, 1970 ou 1980. Todavia, diferente do processo histórico brasileiro, e isto foi muito ressaltado pelo Pe. Alexandre Fonseca, nos lugares onde passamos percebemos um índice baixíssimo de miscigenação com outros povos, sobretudo o português.

No que diz respeito à Lombe, primeiramente cabe ressaltar a vida ad intra da comunidade. A estrutura religiosa que lá se encontra é muito grande. Há um complexo que compõe uma igreja no meio, uma escola em um dos lados, a casa das irmãs Missionárias de São João Batista no outro, a habitação dos lazaristas logo atrás da igreja, um salão nos fundos da casa e um campo de futebol com mato alto. Tanto na casa das irmãs quanto na nossa se cultiva frutas, em especial mangas.

As relações entre os padres e a irmãs são de mútua ajuda, de fraternidade. A vida comunitária de Lombe, nos dias que lá passei, pode ser descrita como exemplar. A comunidade é composta pelo Pe. Suresh Praban Suluvayya, Pe. Rony Kannanaikkal e Pe. Alexandre Fonseca, os dois primeiros da índia e o último do Brasil. Há momentos de oração, caminhada, lazer. Existe sempre a preocupação uns pelos outros e o respeito pelo espaço de cada um. Os indianos, especialmente, são muito serviçais, sempre se preocupavam com o nosso bem-estar. Havia oração das laudes na igreja, as vésperas eram na comunidade, almoços sempre muito participativos e descontraídos, oportunidades programadas de lazer diário, momentos de comemoração mais extensas, por exemplo, no meu aniversário que foi dia 05 de janeiro.

No que diz respeito a missão ad extra, pode-se perceber que há um grande campo a ser explorado. Algo interessante é o contato com as pessoas. Ao sair de casa é praticamente certo que se vai encontrar alguém nas imediações do complexo da estrutura acima descrita. Em especial as crianças usam o espaço para lazer. Há muita procura pela casa dos padres diante de algumas necessidades, por exemplo, pessoas pedindo frutas, adultos, jovens e infantes. Nos dias de segunda-feira há a distribuição de alimentos não perecíveis na frente da casa da Congregação. É concedido certa quantidade de produtos. Percebe-se que as pessoas que vão receber tais ajudas são adultos ou idosos bastante magros e aparentemente muito necessitados.

Quando se sai do terreno onde se encontra o complexo que habitam os missionários se depara com uma rua com asfalto sempre muito movimentada. Na beirada dela há algumas edificações de alvenaria como algumas casas, escolas, posto médico. Atrás dessas construções encontram-se os bairros. São um aglomerado de casas de barro (blocos grandes de barro que, ao que parece, não possuem estrutura de madeira entre eles) com telhado de uma chapa de zinco fixada com pedras. Algumas poucas casas neste meio são de blocos de concreto.

Mais longe encontram-se as aldeias que são como os bairros descritos, mas distantes do centro de Lombe. Em alguns espaços (chamados praças que são apenas um lugar sem tanta diferença de outros, as vezes na beira das estradas) se pratica a venda de produtos agrícolas como cana de açúcar, mandioca (que eles chamam de bombô), milho, legumes, carvão e outros materiais. Percebe-se, em uma primeira vista, que não há tanta saída de tais artigos, o que leva a conclusão que eles fazem trocas entre si. Oferecem também esses frutos no ofertório da missa, além de dinheiro.

A alimentação tem como um dos principais componentes o fungi que é uma massa produzida por meio do bombô. Outra comida é a quizaca, feita da folha da mandioca. Pude observar também um grupo tirando o couro de uma cobra para o consumo (mas esta alimentação, apesar de ocorrer, não é apreciada por grande parte das pessoas e, pelo que se pôde perceber, é mesmo rejeitada). O que parece que é mais geral na alimentação é o consumo de uma espécie de lagarta verde. Algumas pessoas relataram também o preparo de gatos para a alimentação, mas, mais uma vez, não é algo apreciado por todos.

O modo de vestir é bastante humilde, é comum ver crianças (as vezes jovens) com roupas rasgadas ou pequenas demais para o seu tamanho. As senhoras costumam vestir-se principalmente com os panos típicos que usam a guisa de saia, de xale e de turbante na cabeça (algumas moças vestem-se de maneira parecida, outras dizem que este modo de portar-se é para os mais velhos), também carregam as crianças nas costas dentro do pano ou algum tipo de produto agrícola (seja com os panos nas costas ou na cabeça). Os homens usam na missa roupas bastante formais, alguns usam terno e gravata. Muitas dessas vestimentas são já desgastadas.

A língua local da região é o Kimbundu, as pessoas utilizam-na no seu dia a dia, cantam na liturgia da missa nesta língua e rezam também o terço. Alguns jovens confessaram que têm vergonha da língua, consideram-na como própria de pessoas incultas. Outros, porém, gostam dela, declarando publicamente.

As vivências que se teve durante estes dias de estágio missionário foram formações que se pôde dar para a juventude referente a diversos temas como, por exemplo, sobre as Sagradas Escrituras, a busca pela santidade na juventude, o exemplo da Virgem Maria, o ano jubilar da esperança. Pude participar da eucaristia nas aldeias, como também caminhar dentro delas (aldeias). Consegui interagir com as crianças no sentido de participar de brincadeiras delas, como futebol e visitei algumas casas. Uma formação muito pedida, mas que, pelas circunstâncias de tempo, não pôde ser realizada foi sobre o namoro cristão. Há jovens que possuem uma autêntica preocupação com a gravidez da adolescência por parte de amigas e conhecidas, pediram também esta orientação neste sentido. Houve a oportunidade de falar sobre São Vicente e a vocação para um grupo de dez jovens, oito meninos e duas meninas, eles pediram para me ouvir.

Pude andar pelas aldeias e perceber um pouco do dia a dia das pessoas. É verdade que a pobreza está presente naquele meio. Todavia, deve-se olhar com outros critérios para uma justa avaliação do modo de viver dos indivíduos daquela região, pois sua vida é pautada por um estilo tradicional, com muito contato com a natureza e pouca preocupação com o acúmulo.

Um dos grandes desafios que percebi para os missionários de Lombe é a doença. Há o risco de se adquirir febre tifoide, mesmo com todo o cuidado que se tem no manejo dos alimentos e com um consumo de água mineral. Há a presença de gripe, que não é um problema tão grave. O que é de maior gravidade é a malária (lá chamada de paludismo). Há sempre um grande risco de se adquirir tal mal. No entanto, os tratamentos para esta doença são eficazes.

Algo a se destacar é a forte crença geral nos feitiços. As pessoas lá estão mergulhadas neste meio (acreditam piamente nos feiticeiros e bruxos). Deste modo, as mortes, principalmente de jovens e crianças, são atribuídas a feitiços. Há a crença de que o morto pode indicar quem colocou nele um feitiço e as pessoas, segundo foi relatado, matam o indivíduo apontado. Há também um costume de se culpar os mais velhos pela morte de um jovem ou de uma criança, no sentido de dizer que eles (os mais velhos) deveriam ter morrido no lugar dos mais jovens. Muitos se revoltam, agridem os anciãos e, às vezes, há a necessidade de chamar a polícia para conter os confrontos.

Sobre o modo de ser Igreja há uma forte tendência a se destacar e fazer valer as hierarquias. O clero é tratado com muito respeito pelos leigos, há também leigos que são catequistas (um líder de sua comunidade) e possuem influência social nas aldeias. Os seminaristas da teologia são destacados dos demais, tanto no modo de vestir (batina e sobrepeliz), quanto nas funções exercidas na liturgia. A missa é celebrada com muita devoção, há muita atenção nos momentos celebrativos, os cânticos são preparados com muito zelo, são de uma beleza extraordinária. O povo canta em kimbundu, umbundu, português e latim.

Algumas ideias que podem ajudar na missão da Congregação da Missão em Lombe: promover uma escola de futebol e dança (são duas coisas que os jovens gostam muito em Lombe), isto poderia ajudar na disciplina deles (jovens e crianças) e contribuir para que não trilhassem caminhos de marginalização de suas vidas; visitas frequentes nas casas das pessoas, eles se sentem felizes quando um missionário se aproxima de maneira mesmo inesperada; abertura, quando possível, de um seminário da Congregação da Missão na cidade de Malanje, pois há muitos jovens interessados no carisma vicentino e não devem ser olhados com uma dura desconfiança no sentido das intenções, devem ter suas vocações acreditadas e incentivadas; o Pe. Suresh já dá aulas de inglês no seminário de Malanje e esta prática da educação dos seminaristas poderia ser ampliada para que a Congregação da Missão possa contribuir em inspirar nos padres diocesanos este preocupação evangélica com os pobres; incentivo e auxílio na agricultura através de ensino especializado de cultivo sem desprezar os métodos tradicionais. O Pe. Marcos Gumiero, CM, (Congregação da Missão Província do Sul – Brasil) é recordado como alguém que ajudou muito a agricultura local através do plantio de árvores frutíferas. Tive a oportunidade de visitar o cultivo de um senhor que afirmou ter aprendido com o referido sacerdote.

Por fim, deseja-se agradecer a Cúria Geral da Congregação da Missão por tão bela oportunidade de vivência missionária na pessoa do superior geral Pe. Tomaž Mavrič, CM. Ao Pe. Nélio Pita por ter organizado e sonhado também com este estágio, ao Pe. Alexandre por me incluir neste projeto, ao Pe. Suresh e Pe. Rony pela fraterna convivência e aos meus superiores locais pelo incentivo e permissão. O sentimento que permanece é o de São Vicente de Paulo ao entrar em Paris depois das missões quando relata que pareciam que os portões iriam cair por sua cabeça, pois por mais que tivesse ajudado muitos pobres, outros pobres haviam ficado para traz.

 








domingo, 2 de fevereiro de 2025

A VERDADE APARECERÁ !




Pe Zezinho scj 


No dia em que multidões de jovens católicos descobrirem que era uma grossa calúnia contra nós , e que 95% de nós éramos apenas CATEQUISTAS a divulgar o CVII, o CIC, o DSI, e a optar por quem mais precisava da nossa Igreja,  naquele dia voltarão os candidatos para os Novos  Céus e Novas Terras porque descobrirão a POPULORUM PROGRESSIO, a GAUDIUM et SPES, a FRATELLI TUTTI, a PACEM IN TERRIS, a DIVES IN MISERICÓRDIA, a LABOREM EXERCENS, a SOLICITUDO REI SOCIALIS, a UT UNUM SINT, a FIDES et RATIO o DOCUMENTO DE APARECIDA.   


E descobrirão que 95 % dos defensores da Teologia da LIBERTAÇÃO nunca foram comunistas  e que dois Papas corrigiram os erros daquela postura e desde 1986 a TL mudou … 


E verão que tinham escondido essas verdades destes últimos 60 anos porque interessava  aos  caluniadores  dizer que éramos o “ câncer da Igreja” e que eles eram os NOVOS SANTOS do século! 


Então o quadro mudará substancialmente. 


Virá a TEOLOGIA DO LOUVOR SOLIDÁRIO . E muitos jovens quererão conhecer melhor a SOCIOLOGIA CATÓLICA .   


A ênfase no LOUVOR continuará , mas haverá novas vocações com ênfase no AGGIORNAMENTO E NAS ATUALIZAÇÕES DA FÉ CATÓLICA .   


Então o 9 a 1 , mudará para 6 a 4 ou 5 a 5.  


Haverá mais vocações que não serão  nem esquerdistas , nem centristas , nem direitistas porque serão CATEQUISTAS e aprenderão a dialogar com todas as pessoas , sem ódio e sem medo de evangelizar .    Os gritalhões da fé abrandarão o tom e conversarão fraternalmente mesmo discordando entre si!  Mas serão fraternos! 


Falarão ainda do demônio, mas pregarão muito mais sobre anjos e santos e mártires da nossa Igreja .  A ênfase será a compaixão e a misericórdia .


Quem viver , já nos  anos  30 a 40 deste século verá esta guinada !   Não é preciso ser profeta para ver os 6 Papas destes 60 anos estavam certos:  nem aceleraram nem frearam  demais : DIALOGARAM e ATUALIZARAM .  


Os que os maldosamente nos caluniaram perderão o discurso !… 


RIOS NÃO CORREM PARA TRÁS !… A Terra prometida virá, mas teremos que aprender a avançar e não a retroceder !…  Seis Papas estavam certos .  Mas a maioria nunca leu o que eles escreveram ! ….