terça-feira, 12 de maio de 2026

“O Santo de Minas” – Dom Viçoso [Festa 2026]



No dia 13 de maio de 2026, completam 239 anos do falecimento de Dom Antônio Ferreira Viçoso, que antes da sua morte, já era conhecido como “O Santo de Minas”. Ele nasceu em Peniche, Portugal, em 1787 e veio para o Brasil a convite do Rei Dom João VI, para ajudar na evangelização.

Ele teve vários biógrafos e sua vida foi contada, também, pelos poetas. Carlos Drumond de Andrade o intitulou o “O Santo Particular”, por sê-lo o santo de devoção de sua família.

A Arquidiocese de Mariana está realizando o tríduo em preparação das festividades em homenagem a Dom Viçoso, a se realizar em13 de maio, iniciando com a peregrinação dos seus devotos. Estes sairão da porta da Sé de Mariana, às 06h, em oração, até à Chácara da Cartuxa, onde ele faleceu. Terminará com a celebração da Santa Missa, que será presidida pelo bispo emérito de Oliveira, Dom Francisco Barroso, às 09h, e contará com a participação do coral do RecriaVida, de Mariana, com a viololista, professora Lindaura Sacramento e suas alunas de violão sob a regência do Maestro Pedro Chaves.

Após a Santa Missa, Dom Barroso cantará uma música em homenagem à Nossa Senhora de Fátima pelos 109 anos da sua última aparição, em Fátima, Portugal, região da Leiria onde, nasceu Dom Viçoso. Ele introduziu a coração de Nossa Senhora na Arquidiocese, que se espalhou pelo Brasil. Foram as Filhas da Caridade que trouxeram a devoção da França, que muito agradou a Dom Viçoso.

O tríduo teve início dia 10 de maio, na Sé-Catedral e terminará dia 12, terça-feira, às 18h30.

A vida de Dom Viçoso foi um marco na história dos brasileiros, particularmente, dos mineiros. Ele passou a maior parte da sua vida no interior de Minas Gerais, onde foi a testemunha luminosa da alegria em Cristo pela sua passagem pelo mundo.

Quem conviveu com o “Santo de Minas”, revelou em depoimentos para seus biógrafos, que sentiam nele a presença de Deus de uma forma diferente. Ele era sereno, culto, não reclamava de nada e tudo fazia para ajudar seu próximo. Era caridoso e lutou para que as pessoas se instruíssem, aprendessem a viver em sociedade, ensinando-as bons modos e como lidar com a natureza, fazer seus plantios e pregava contra as queimadas. Dom VIçoso fundou o Colégio Caraça, restaurou o Mosteiro de Macaúbas, lutou contra a escravidão, escreveu e fez traduções de vários livros, fez a reforma do clero em Minas Gerais. Também foi o introdutor do ensinamento filosófico nas Escolas mineiras. Além de escrever mais de 500 cartas para evangelizar, para autoridades etc.

Dom Viçoso recebeu o título Conde da Conceição concedido por Dom Pedro II. Ele lutou bravamente contra o Regime de Padroado que vigorava na época do Império, ou seja, no Brasil a Igreja era subordinada ao Imperador, que usava o beneplácito, aprovação real de ordens papais, para controlar a atuação eclesiástica.

O “Santo Particular” de Drumond evangelizou o povo mineiro deixando Nosso Senhor Jesus Cristo aparecer levando uma vida de humildade, de oração e sacrifícios. Suas virtudes eram profundas, com muita eloquência da fé em Deus, ou seja, capacidade de expressar uma confiança profunda, autêntica e inabalável no Criador.

Para ser reconhecido como santo, é preciso entrar com um processo de beatificação e canonização no Vaticano, com a Positio (ou Positio super virtutibus ou super martyrio). A Positio é uma compilação detalhada que reúne todas as provas, documentos, testemunhos e escritos que demonstram que o Servo de Deus viveu as virtudes cristãs em grau heroico ou foi martirizado.

O Processo de beatificação de Dom Viçoso aguarda milagre comprovado pelo Vaticano. Infelizmente, os dois processos que deram entrada no Vaticano, em ambos faltou a Positio. Por isso, tanta demora para que Minas Gerais tenha reconhecido seu primeiro santo, que foi, também, o seu maior benemérito. Ele era conhecido como o Apóstolo de Minas.

Em abril de 1984, Dom Barroso, foi ao Vaticano, e a pedido do então Arcebispo de Mariana, Dom Oscar de Oliveira, levou a mala de documentos para dar continuidade ao processo de beatificação de Dom Viçoso. Naquela época, também, não fizeram a Position. Tudo era muito difícil.

Assim define Dom Barroso sobre o Apóstolo de Minas: “O que mais admiro em Dom Viçoso é o seu empenho constante na formação do clero, da juventude e da família. Era admirável a sua maneira de agir diante do Imperador do Brasil, Dom Pedro II. Dom Viçoso tinha uma submissão respeitosa a ele, mas isso não lhe tirava a liberdade de agir em defesa da Igreja”, afirma o Bispo Emérito de Oliveira.

Quando viu que era difícil acabar com a barbárie da escravidão, Dom Viçoso que era um homem além do seu tempo, empreendedor, visionário, pois àquela época, 99 % das mulheres eram analfabetas, assim se expressou: “Precisamos cuidar da nossa mocidade. Somente oferecendo às jovens uma formação cristã e cultural, é que teremos uma sociedade civilizada e preparada para dar à pátria cidadãos completos. Não vos esqueçais de que a mulher, sobretudo a mãe, será sempre a primeira mestra".

Ele escreveu várias cartas para o Padre Jean-Batiste Étinne, Superior Geral da Congregação da Missão (Lazaristas) e da Companhia das Filhas da Caridade, para que elas viessem para Mariana fundar orfanato, um colégio e cuidasse dos doentes. Este foi o primeiro colégio regular de Minas, que se encontra em funcionamento até hoje. Dom Viçoso mandou a Paris, o Padre Cunha para buscar as Freiras, após várias tratativas com o Padre Étiene. As Irmãs francesas mudaram a vida de milhares de crianças abandonas e de jovens.

Com conhecimento de causa, o historiador, doutor e professor Maurílio Camello, que em 1986, defendeu sua tese de doutorado na USP sobre a vida de Dom Viçoso e a Reforma do Clero em Minas Gerais, escreveu sobre o “Santo Particular”: “Não é apenas modelo da Igreja Católica, D. Viçoso é um marco da história mineira e brasileira. Como pastor, suas preocupações espirituais se somavam às questões sociais e econômicas, como a escravidão, a agricultura, o trabalho. Um líder de seu tempo, um modelo para todos os tempos.”, assim o definiu o doutor Maurílio Camello.

 

Merania Oliveira

Presidente do Instituto Roque Camêllo

 

“Santo Particular”

Carlos Drummond de Andrade

 

O santo da família

humilde e forte, quem pode ele

no céu mineiro

Áureo de legendas?

Não é canonizado? Tanto faz.

E é santo à mão: nosso quase vizinho de Mariana.

“Santinhos”, “bentinhos” encarnados

Não reproduzem sua imagem.

Nem verônica nem dia de folhinha

Fazem propaganda deste santo

Mas ele é santo – papai que sabe – afirma.

Dom Viçoso, na alpestre

Cartuxa de Mariana

Fica entre a gente e o Paraíso

Resolvendo os negócios de papai.

segunda-feira, 11 de maio de 2026

15 doenças que afetam a Igreja segundo o Papa Francsico



1. Sentir-se imortal ou indispensável: “Uma Cúria que não faz autocrítica, que não se atualiza, é um corpo enfermo” e criticou o “complexo dos eleitos, do narcisismo”.

2. Martalismo: O Papa lembrou a passagem bíblica onde Marta, ao receber Jesus, mostra-se mais preocupada com os afazeres da casa do que ouvir a mensagem de Jesus. “É a doença do excesso de trabalho” e “dos que trabalham sem usufruirem do melhor. A falta de repouso leva ao estresse e à agitação”, pontuou Francisco.

3. Dura mentalidade: Quando alguém “perde a serenidade interior, a vivacidade e a audácia e nos escondemos atrás de papéis, deixando de ser ‘homens de Deus'”.

4. Excessiva planificação: Francisco alertou aos que têm a “tentação de querer pilotar o Espírito Santo”. É “quando o Apóstolo planifica tudo minuciosamente e pensa que assim as coisas progridem. Torna-se um contabilista”, assinalou.

5. Má coordenação: O Pontífice criticou a perda da comunhão promovida pela má coordenação que faz com que o “corpo” perca “a sua harmoniosa funcionalidade”.

6. Alzheimer espiritual: Francisco referiu-se, ainda, a esta “doença” que conduz a “uma diminuição progressiva das faculdades espirituais que, num largo ou curto espaço de tempo, provoca muitas desvantagens à pessoa tornando-a incapaz de desenvolver uma atividade autonomamente, vivendo num estado de absoluta dependência dos seus pontos de vista, muitas vezes imaginários”.

7. Rivalidade e vanglória: Outra doença citada pelo Santo Padre diz respeito ao excessivo valor pela “aparência”, onde o primeiro objetivo são as “honorificiências”, que “leva-nos a ser falsos e a viver um falso misticismo”, enfatizou.

8. Esquizofrenia existencial: Os que sofrem com essa “doença” vivem “uma vida dupla, fruto da hipocrisia típica do medíocre” e vivenciam um “progressivo vazio espiritual” ao buscar em “títulos” o sentido de suas vidas. Essa esquizofrenia, segundo o Papa, “atinge muitas vezes aqueles que, abandonando o serviço pastoral, se limitam às coisas burocráticas, perdendo assim o contato com a realidade, com as pessoas concretas”.

9. Terrorrismo das fofocas: “Nunca é demais falar desta doença”, indicou o Santo Padre ao destacar o mal das fofocas. “É a doença dos covardes que, não tendo a coragem de falar diretamente, falam pelas costas. Defendamo-nos do terrorismo das fofocas”, assinalou.

10. Divinizar os chefes: O Santo Padre indicou essa “doença” como mal daqueles que sofrem de “carreirismo e oportunismo”. “Vivem o serviço pensando unicamente naquilo que devem obter e não ao que devem dar”, frisou.

11. A indiferença: Francisco sinalizou o mal que a indiferença pode causar à vida comunitária pela perda da “sinceridade e calor das relações humanas”, e de “quando por ciúme sente-se alegria em ver a queda dos outros em vez de o ajudar a levantar”, destacou.

12. Cara de enterro: Segundo o Papa, essa “doença” se manifesta na “severidade teatral” e no “pessimismo estéril”, e apresenta-se muitas vezes em sintomas de medo e insegurança. “O apóstolo deve esforçar-se por ser uma pessoa cortês, serena, entusiasta e alegre e que transmite alegria…”. “Como faz bem uma boa dose de são humorismo”, indicou Francisco.

13. Acumular bens materiais: Francisco criticou aqueles que buscam acumular riquezas na tentativa de “preencher um vazio existencial no seu coração”, e motivados “não por necessidade, mas só para sentir-se seguro”.

14. Círculos fechados: O Papa alertou também a respeito daqueles que procuram “viver em grupinhos”, e mesmo o fazendo com boas intenções correm o risco de “cair em escândalos”.

15. O lucro mundano e o exibicionismo: O desejo pelo poder para benefício próprio foi a penúltima “doença” ilustrada pelo Pontífice: “Quando o apóstolo transforma o seu serviço em poder e o seu poder em mercadoria para obter lucros mundanos ou mais poder”, 

Vote Consciente!

 


1. Valorize candidatos comprometidos com a verdade e com o bem comum, evitando discursos puramente populistas ou voltados apenas à popularidade.

2. Observe quais propostas econômicas priorizam a dignidade humana, a redução das desigualdades e oportunidades para todos.

3. Considere candidatos que defendam melhores condições de trabalho, geração de emprego e renda digna para a população.

4. Apoie lideranças que escutem o povo e construam políticas públicas junto às comunidades, especialmente as mais vulneráveis.

5. Reflita sobre a postura dos candidatos diante dos pobres e excluídos, valorizando quem promove solidariedade e justiça social.

6. Desconfie de quem afirma ter soluções simples para todos os problemas ou nunca demonstrou compromisso concreto com causas sociais.

7. Avalie o histórico de participação social e defesa do bem comum, e não apenas os discursos de campanha.

8. Lembre-se de que liberdade, igualdade e fraternidade devem ser garantidas para toda a sociedade, e não apenas para grupos privilegiados.

9. Reconheça que diferenças fazem parte da vida, mas desigualdades extremas não devem ser tratadas como algo natural ou inevitável.

10. Vote com consciência e memória crítica, analisando atitudes, projetos e decisões passadas dos candidatos, sempre buscando uma sociedade mais humana, justa e fraterna.