sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Filme sobre São Vicente de Paulo



Domingo, acontecerá a 89ª edição do Oscar, evento que premia os melhores filmes, atores e diretores do ano anterior, entre outras categorias.

Na edição de 1949, um filme biográfico de São Vicente de Paulo foi escolhido como melhor filme estrangeiro.

É isso mesmo, Jovens Marianos.

O filme intitulado de "O Capelão das Galeras" (Monsieur Vincent - título original), mostra o Padre Vicente de Paulo já na França, no início de seus trabalhos humanitários de caridade com os pobres, no século XVII.

Um dos pontos fortes do filme é a atuação impecável de Pierre Fresnay, que interpreta São Vicente de Paulo. O ator incorporou o Santo patrono da caridade de uma forma tão verdadeira que o seu papel lhe rendeu o prêmio de melhor ator do Festival de Veneza.

A obra com duração de 100 minutos (aproximadamente) que estreou no ano de 1947, também foi premiada no Globo de Ouro e está na lista do Vaticano de melhores filmes para se assistir.

Então, se você quer se aquecer para o Oscar assistindo um filme premiado, O Capelão das Galeras é uma ótima pedida.

A obra cinematográfica legendada está disponível na integra no Youtube, pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=kFFZuSBQ8os

Bom fim de semana para todos!

#JMVBrasil #EuSouJMVBrasil

sábado, 18 de fevereiro de 2017

São Régis Clet - Um movimento de itinerância


O movimento de itinerância nos faz lembrar São Francisco Régis Clet cuja festa celebramos nesta semana no dia 18 de fevereiro. Diante dos estragos da Revolução Francesa, pediu para partir para as missões estrangeiras. É enviado como missionário para a China, Chegou a Macau no dia 15 de outubro de 1791. Missionário na China durante trinta anos. Morreu estrangulado. Foi beatificado no dia 27 de maio de 1900 e canonizado por João Paulo II em 2001. 

São João, no Quarto Evangelho, relata a verdadeira Missão de Jesus Cristo e que é fundamental para o entendimento de nossa Missão. Diz Jesus: “Saí do Pai e vim ao mundo; de novo deixo o mundo e vou para o Pai” (Jo 16,28.). O verbo no infinitivo “sair” implica movimento, itinerância. Jesus “sai” do Pai e, depois “volta” ao Pai”. Este “sair” também é a atitude proposta por Jesus aos seus discípulos. No final do Evangelho de Mateus, Jesus disse: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19). 

Este envio quer evidenciar a continuidade entre a Missão de Jesus e a Missão dos discípulos. Em torno desse anúncio aparece um evidente compromisso: “Ide...” – “vão andando...”. Com esse mandato Jesus indica aos seus discípulos condição de itinerância. Esta condição de itinerância é a fonte de toda Missão. Como Jesus realiza um ministério itinerante, convida seus seguidores a fazer a mesma coisa. “Ide por todo mundo e anunciai a Boa Notícia a toda criatura” (Mc 16, 15). 

Tal qual foi Jesus deve ser os que O seguem. Vicente de Paulo tinha muito clara essa visão deixada por Jesus Cristo. Propunha aos seus missionários dizendo: “Nossa vocação, portanto, é ir não a uma paróquia, nem tampouco a uma só diocese, mas por toda a terra. Para fazer o quê? Abrasar os corações das pessoas, fazer o que o Filho de Deus fez. Ele que veio atear fogo ao mundo, para inflamá-lo com seu amor. Que podemos desejar, senão que ele abrase e consuma tudo? Meus caros irmãos, por favor, reflitamos sobre isto. 

Por conseguinte, é certo que sou enviado não apenas para amar a Deus, mas para torná-lo amado. Não basta que eu ame a Deus, se meu próximo não o ama. Devo amar meu próximo como a imagem de Deus e objeto de seu amor e fazê-lo de tal maneira que, por sua vez, todos os homens e mulheres amem a seu Criador, que os conheça e os reconheça como irmãos, pois os salvou para que, com Caridade mútua, eles se amem uns aos outros, por amor de Deus, que tanto os amou a ponto de por eles entregar seu próprio Filho à morte” (Coste, XII, 260-263). 

Isto pode ter um significado importante para nossa Missão Vicentina. Em primeiro lugar, significa sair de nosso próprio mundo para entrar no mundo dos Pobres e nele, defender as causas dos Pobres. Ir para a “periferia do mundo”, lá onde se encontra os Pobres e marginalizados. Em segundo lugar, ter uma espiritualidade do despojamento que é conhecida como sendo uma espiritualidade “kenótica”. 

Um despojamento à semelhança do Cristo que despojou de suas seguranças para identificar-se com aqueles a quem foi enviado. “Este despojamento é necessário para captar os caminhos do Espírito já presente nos espaços da Missão. É ele que precede o missionário e lhe indica os caminhos. O Missionário é, assim, o primeiro a ser evangelizado no seio daquele povo” (Clapvi, Ano XXXV, Pág. 72).

Mizael Donizetti Poggioli - CM