De 17 a 31 de janeiro de 2026, a cidade de Nova
Iguaçu (RJ) viveu um dos momentos mais significativos do início do ano para a
Família Vicentina: a realização das Santas Missões Populares Vicentinas (SMPV).
As missões, que fazem parte da tradição vicentina
de evangelização, aconteceram na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no bairro
Grama, e reuniu, aproximadamente, 50 missionários comprometidos com a prática
da fé ativa e do serviço aos mais necessitados, vindos do Distrito Federal,
Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná,
pertencentes aos diferentes ramos da Família Vicentina: Congregação da Missão,
Filhas da Caridade, Irmãs Vicentinas de Gysegem, Fráteres da Misericórdia, Irmãos
de Nossa Senhora de Lourdes, Sociedade de São Vicente de Paulo e Missionários Leigos
Vicentinos.
As Santas Missões Populares Vicentinas são uma
expressão concreta do carisma missionário da Família Vicentina — inspiradas no
exemplo de São Vicente de Paulo e na espiritualidade de serviço aos pobres e às
periferias humanas e existenciais. Durante as missões, os participantes deixam
o modelo tradicional de pastoral interna e saem ao encontro das famílias,
oferecendo não só a palavra de Deus, mas também momentos de oração, escuta,
acolhida e partilha de fé.
Em Nova Iguaçu, a missão foi oficialmente aberta no
dia 17 de janeiro, com uma celebração eucarística presidida pelo pároco, Pe.
José Vilanova, e concelebrada pelos padres vicentinos presentes: Adriano Pires -
Coordenador das Missões, Agnaldo de Paula, Allan Ferreira, Cleber Teodosio,
Denilson Matias, Ezequiel Oliveira, Túlio Medeiros e Ramon Aurélio, e pelo Pe. Renato
Chiera. A celebração marcou o início de duas semanas de atividades missionárias
intensas.
Ao longo dos 15 dias de missão, a programação
incluiu:
- Visitas domiciliares e administração
dos sacramentos: unção dos enfermos e reconciliação para as famílias,
idosos e enfermos do território paroquial;
- Celebrações
eucarísticas, encontros de oração ou de formação nas comunidades: São
Sebastião, Nossa Senhora da Luz, São Vicente de Paulo, Sagrada Família,
Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora Aparecida;
- Encontros específicos:
Formação bíblica e catequética, encontro de jovens e recreação para as
crianças;
O foco principal esteve na presença viva da Igreja
na realidade cotidiana da comunidade, reforçando laços de fraternidade,
promovendo o acolhimento de quem estava afastado da prática religiosa e
oferecendo um espaço de encontro com Cristo no contexto da vida familiar e
comunitária.
A participação ativa das famílias e a receptividade
da população foram marcas fortes desta edição das SMPV em Nova Iguaçu. As
visitas às casas, por exemplo, permitiram que muitos fiéis, inclusive
evangélicos, que estão distantes das atividades eclesiais tivessem novamente
contato com a celebração sacramental e com a missão evangelizadora da Igreja.
Missionários relataram que, além das celebrações
litúrgicas, momentos de escuta pessoal e de presença junto aos mais vulneráveis
tiveram um impacto profundo no coração tanto dos que acolheram quanto dos que foram
acolhidos.
A missa de encerramento, deu-se na manhã de
31/01/2026, na igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida, presidida pelo bispo
emérito de Nova Iguaçu, Dom Luciano Bergamin, (conhecido pelos pulinhos de
alegria, nesta ocasião, foram dados 35 depois da missa), que foi concelebrada
pelo superior provincial, Pe. Vandeir Barbosa, o assistente geral, Pe. Abdo
Eid, e demais coirmãos presentes. Os missionários foram presenteados pela
paróquia com guarda-chuvas, e presentearam ao Pe. José Vilanova com uma imagem
de São Vicente de Paulo. Ao povo foram distribuídas medalhas milagrosas
ofertadas pelas Filhas da Caridade presentes.
A semente da Palavra foi plantada no coração dos
paroquianos do Grama e com a graça de Deus dará cem por um pois a terra é boa.
Realidade que pode ser constatada em todos os momentos da missão, desde a
acolhida até a despedida, por todas as equipes envolvidas nas missões. Na missa
final, representantes das comunidades, emocionados, junto a homilia de Dom
Luciano, externaram sua alegria, satisfação e gratidão. Também Pe. Denilson
agradeceu a todos por mais um tempo lindo de missão, identificando cada encontro
com as pessoas a um verdadeiro Kairós - tempo de Deus acontecendo junto ao povo.
Na mesma linha, Pe. Adriano reconheceu a dedicação, testemunho de fé e amor com
que cada missionário e missionária anunciaram o Evangelho. No final da
celebração, como fruto concreto das missões, alistaram-se para criação de uma nova conferência da Sociedade de São Vicente de Paulo uma dúzia de paroquianos,
que foram aplaudidos por todos e acolhidos pelo Confrade Reinaldo, presidente do
Conselho Central de Nova Iguaçu.
As SMPV 2026 em Nova Iguaçu reforçaram a proposta
vicentina de Igreja em saída, presente nas casas e no cotidiano das pessoas,
sobretudo dos mais vulneráveis, acolhendo não apenas líderes religiosos, mas
todas as famílias como corresponsáveis pela caminhada de fé. A missão também
dialoga com o espírito do esforço formativo vicentino: muitos dos missionários
foram preparados, com antecedência — inclusive com formações mensais no segundo
semestre de 2025 em Belo Horizonte e outras formações regionais.
Rosilene
Roza de Avellar de Figueiredo, presidenta nacional do MISEVI, agradeceu os
paroquianos com o seguinte poema:
“Há encontros que não acontecem na terra firme.
Acontecem nas águas.
Foi assim em Aparecida:
nas águas silenciosas do Paraíba do Sul onde a fé não
afunda,
mas emerge.
Ali, Deus se deixou encontrar não na força das redes,
mas na fidelidade de quem lança outra vez.
E quem passa por essas águas
nunca caminha do mesmo modo.
Porque toda missão nasce do encontro amoroso com Deus
que nos alcança.
Eis que vos digo, Nova Iguaçu:
não fostes visitada por homens e mulheres,
mas pela Palavra Viva.
Os missionários vieram
não como donos da verdade,
mas como sentinelas do Reino.
Ano após ano, nas Missões,
os bairros são atravessados
como páginas vivas do Evangelho.
As ruas tornam-se altar,
as casas,
santuário,
e a escuta,
profecia.
No bairro Grama,
a Paróquia Nossa Senhora Aparecida é sinal no meio do
povo.
E por meio da acolhida do Padre José
a missão encontrou morada.
Não digamos: a missão
terminou
Pois o que é de Deus não se encerra,
apenas se aprofunda.
O que foi dito no segredo das visitas
ecoará nas decisões.
O que foi rezado em silêncio
converter-se-á em compromisso.
Bem-aventurado
quem permitiu que a Palavra lhe tomasse o coração.
Porque o Senhor continua passando
pelas mesmas ruas,
batendo nas mesmas portas,
pedindo apenas isto:
deixai-Me entrar em vosso coração
Nós, missionários, partimos.
Mas estaremos sempre por perto.
Levamos o que vimos, ouvimos e partilhamos aqui.
E que fique gravado no tempo: em 2026,
as Santas Missões enviaram os missionários e Nova Iguaçu os acolheu, Deus visitou o seu
Povo.
Quem tem ouvidos, ouça.
Quem tem coração, permaneça em oração... E
Que são Vicente nos abençoe hoje e sempre
Viva as Santa Missões Populares Vicentinas.
Viva Jesus Cristo!

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